sexta-feira, 19 de novembro de 2010

RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 20.11.10

No 1º bloco o destaque vai para a Coleção Princípios do Choro. O autor enfocado é o flautista Henrique Nepomuceno Dourado, nascido por volta do ano de 1880. As partituras de suas músicas foram encontradas nos cadernos de choro de Donga.


No 2º bloco teremos o som do CD Só Pixinguinha, da dupla Zé da Velha e Silvério Pontes, somente com releituras de músicas do nosso mestre maior, lançado em 2006.


No 3º bloco a tônica é o som do CD Mundano, terceiro da carreira do violonista e compositor paulista Carlinhos Antunes. O disco é uma viagem, bem própria da personalidade de Carlinhos, que se considera um nômade musical.


No 4º bloco o compositor e cantor Carlos Henry revisita o programa. Nascido em Manaus, criado em Belém do Pará, mas residente em São Paulo há quase 30 anos, Henry apresenta o CD Anjo Torto.


O 5º bloco traz o CD Choro Bone, do trombonista mineiro Marcos Flávio, que interpreta choros no trombone de vara, um instrumento incomum para o gênero, pela dificuldade na execução de solos virtuosísticos.



Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio UEL FM, de Londrina, quintas-feiras, 21h.
Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

JAC. RIZZO - Canção de ser sozinho


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Um elo de uma corrente... solto.
Somos assim como as folhas
que se desprendem das árvores.

O vento escolhe o caminho.
Batemos aqui e ali,

escorregando em calçadas,
batendo em vidraças,
janelas que nunca entramos.

Não pensar
ou pensar pouco,
sem surpresa ou espanto.

Transpor o tédio das horas
sem esforço,
como uma margem sem rio.
Atravessar as tardes
sem esperar milagres.
É tudo.
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Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/
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MAHRCO MONTEIRO - BELÉM

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PROGRAMAÇÃO DA BALADA LITERÁRIA - SÃO PAULO


18/11 (Hoje)

11h - Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915) Homenagem a Lygia Fagundes Telles, com a jornalista Mona Dorf e o escritor Nelson de Oliveira

14h30 - Livraria da Vila Os dramaturgos e autores de novelas de TV Alcides Nogueira ("Ciranda de Pedra) e Lauro César Muniz ("O Salvador da Pátria") falam da relação entre literatura e teledramaturgia

16h30 - Livraria da Vila Mesa com o poeta Frederico Barbosa

19h - Sesc Pinheiro (Rua Paes Leme, 195) Mesa com o escritor argentino naturalizado canadense Alberto Manguel e Ronaldo Bressane

20h30 - Centro Cultural b­_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426) Show com a cantora Fabiana Cozza


19/11 (Amanhã)

11h - Livraria da Vila O rapper Emicida, os compositores Wilson Freire e Everton Behenck e o ator Hugo Pussolo falam sobre rap e poesia

14h30 - Livraria da Vila Conversa sobre literatura e teatro com os escritores Sérgio Roveri e Marcelo Rubens Paiva e a atriz Beth Goulart

16h30 - Livraria da Vila Samuel León, da editora Iluminuras, aborda a literatura feita fora do eixo Rio/São Paulo com José Rezende Jr., Paulo Sandrini, Verônica Stigger e Cristhiano Aguiar .

20h30 - Instituto Goethe (Rua Lisboa, 974) Conversa com o escritor alemão Ulrich Peltzer, que lança o romance "Parte da Solução"

Em seguida haverá balada com o DJ Holger Baier


20/11 (sábado)

11h - Livraria da Vila Mesa com Luiz Antonio de Assis Brasil

13h30 - Espaço Plínio Marcos (Praça Benedito Calixto) Jovens poetas fazem homenagem ao poeta Roberto Piva (1937-2010)

14h30 - Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777) Mesa em homenagem ao editor Massao Ohno (1936-2010)

17h - Biblioteca Alceu Amoroso Lima Conversa com o poeta Augusto de Campos

19h - Biblioteca Alceu Amoroso Lima Show com Cid Campos, com participação de Augusto de Campos

20h - Teatro da Vila (Rua Jericó, 256) Peça "Los Críticos También Llora", em homenagem ao escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003)


21/11 (domingo)

11h - Livraria da Vila Mesa com Marcelino Freire, José Castelo e o colunista da Folha Antonio Cícero

15 h - Centro Cultural b­_arco O jornalista Claudiney Ferreira conversa com os escritores Vitor Ramil e Alice Ruiz

17h - Centro Cultural b­_arco Bate-papo sobre música e literatura com Jommard Muniz de Brito, Arruda, Botika, Estrela Leminski Ruiz e Raphael Gancz

20h - Centro Cultural b­_arco Show de encerramento com a banda Os Outros


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ROLANDO BOLDRIN - SR BRASIL

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Perdão


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Perdoa-me
Se te considero parte de mim
E as exigências que me faço
Faço-te também
Achar que sou
Tanto você e és tanto eu
Que te trato
Como trato a mim
Quando a insegurança
Explode na minha cara
Perdoa-me
Se a linguagem
Do meu coração
É tão rudemente traduzida
Para a língua da razão
Não te sintas subtraída
Do meu respeitar
Que o meu coração importa
Dele és cativa
Desde quando
Vieste nele morar


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MQ
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Moçambique União Folclorista São Benedito de Belém, de Taubaté

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

GUIMARÃES ROSA

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Fotografia: MQ
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RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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CORAÇÃO BRASILEIRO
(Celso Adolfo)

No meu coração brasileiro
Plantei um terreiro, colhi um caminho
Armei arapuca, fui pra tocaia, fui guerrear
Meu coração brasileiro anda de lado
Manca inclinado
De norte a sul a vida é o rumo
Que é mais procurado
Quando é de noite a vida silencia
Abro no peito três olhos pro céu
Nasço da luz de que nasce o dia
Eu sigo manco, meu pé tem gabarro
Minha crista tem gôgo
Fiz minha fé com tijolo de barro
Mas não regulo minha veia com isso
Quando é de noite na vida me esguicho
No vão do espaço de procurar
O coração que for brasileiro
Faço capina, chumbo a cravina
Quero alegria, quero alegrar!
A vida ferve na cuia do tempo
Quem espera a dor não viaja no vento
Ranquei a hora no chão do momento
Nasci de manhã, o sol veio olhar
Brilhou meu setembro, fiquei no lugar
Mais cedo que a vida fui trabalhar
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Então, foi assim...
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A primeira música do cantor e compositor mineiro Celso Adolfo1 a chegar ao conhecimento do grande público foi Coração Brasileiro2, gravada por Milton Nascimento, em 1982. Naquele momento, Celso viveu as primeiras e mais fortes emoções diante do desejo de trabalhar e viver somente de música. Queria deixar de ser um técnico de estradas para projetar e
pavimentar caminhos que o levassem a destinos musicais.

Coração Brasileiro nasceu doze anos antes de Milton gravá-la. No fim da década de 1970, Celso Adolfo era funcionário do DER-MG3. No ambiente de trabalho, lia e relia o clássico Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, escondendo-o na gaveta sempre que o chefe aparecia. Como legítimo mineiro do interior, Celso diz que foi tragado pelo livro. “Na minha prancheta de técnico de estradas eu me transtornava com o clima do Grande Sertão. Continuava lendo e escondendo o livro na gaveta. Depois de alguns dias surgiu a letra de Coração Brasileiro, escrita entre projetos de estradas, canetas Leroy, tira-linhas, cadernetas de campo, papel vegetal formatos A1 e A4, curvas-francesas e o cafezinho ruim de serviço público, entre reprimendas e ameaças de demissão.”4

Em casa, Celso buscou uma afinação de viola de dez cordas (G-D-G-B-D), adaptou-a ao violão e achou no cateretê a forma final da melodia.

Em 1982, Milton Nascimento a ouviu no show Coração Brasileiro, que Celso Adolfo apresentou em Belo Horizonte. Gostou e a gravou no LP Ânima, com arranjos do grupo, também mineiro, Uakti. Era o primeiro registro de uma composição de Celso, que ainda foi convidado a tocar o violão na gravação. Em seguida, Celso também a gravou em seu primeiro disco Coração Brasileiro, de 1983, que contou com o auxílio luxuoso de Milton Nascimento, na direção e participação especial.

Celso Adolfo continua sua trajetória de projetar estradas musicais e afirma: “Milton Nascimento foi quem clareou tudo pra mim. Agradecê-lo por isso será sempre pouco”.


1 Celso Adolfo Marques 09/9/1952 São Domingos do Prata-MG.
2 Coração Brasileiro é título e tema de abertura de um programa de rádio que divulga a MPB em Cambridge, EUA,
apresentado e produzido pelo pesquisador estadunidense Denis Miller.
3 Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais.
4 Entrevista concedida ao autor em abril de 2006, por e-mail.



Ruy Godinho
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CAMILA CARRARI - Do repousar das sementes

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Faço-me visitas e às vezes, com visão turvada e difusa, não encontro ninguém...
Pois em mim também moram profundidades insondáveis.
Eu olho.
Atrevo-me.
Ouso.
Enfim, coloco as mãos na minha algibeira.
Reviro.
Mergulho.
Caos.
Massa confusa, emaranhado sem pontas.
Terra impossível de ser pisada.
Mar inadmissível de ser navegado.
Ar destituído de transparência.
No entanto, vislumbro - com certo arrebatamento e grande emoção - um
coração imerso em júbilo e contentamento infantil...
No caos repousam as sementes de todas as coisas...

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Camila Carrari - http://comodasecreta.blogspot.com/

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Para suportar


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Não sou tentado a infernos
E nem céus me fascinam
Também não sou de barro
Carrego corpo em sangue
E transformações seculares
Pondo-me insaciável
Na complexa incoerência
Por isso terei coragem
Só quando for preciso
Astúcia pode parecer
Quando não desisto
Porque só existo na vertigem
Sou volúvel e triste
E persigo direções
Para suportar o insuportável

Com a solidão da vida

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MQ
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domingo, 14 de novembro de 2010

NOÉLIA RIBEIRO - Fragmentos

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Se vivo de regras e concessões
é porque me sinto próxima
de tudo o que é insano e mudo

Sofro da falta
e do excesso de tudo


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Ninguém me Conhece: 24) A Infinita Fantasia de Marito Correa

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O fato de ser letrista (e não-cantor) possibilitou-me conhecer muitos bons compositores e com eles "parceirar". Pra isso, valeu-me também o exercício diário de vencer os preconceitos musicais e abrir olhos e ouvidos pro novo... e pro que é considerado velho. Por conta disso pude trazer a meu convívio compositores de gerações distintas da minha e com estes construir um vínculo (não só musical). E, dentre esses parceiros da, digamos, velha guarda, tenho um carinho todo especial por Marito Correa, um compositor com C maiúsculo! E também um cara muito bom de papo, de tiradas geniais, engraçado até a medula, e partícipe de encontros etílicos, sobretudo os regados a boa música.


Conheci Marito meio que por acaso, certa noite em que havia ido com Kana ao Caiubi. Não sei exatamente como começou, mas de repente nos vimos papeando com ele, e, na hora de ir embora, descobrimos que éramos vizinhos (mundo pequeno!). Marito morava a uma quadra de nossa residência, no charmoso e decadente bairro do Bixiga. E mais: era dono (juntamente com sua mulher, a simpatissíssima Cida) de uma aconchegante casa chamada Saracura, na rua Rocha, que servia boa comida, cerveja gelada, e tinha um ambiente familiar, pois era realmente uma casa, com quintal e tudo, no fim do qual algo parecido com um velho depósito de ferramentas fazia as vezes de palco onde ele fazia seus showzinhos despretensiosos.


Não preciso dizer que nos tornamos figurinhas fáceis do lugar. Íamos a pé, e costumávamos voltar tarde. Contudo, embora as apresentações de Marito fossem sussurrantes, teve problemas com a vizinhança, pessoas honestas e matinais, que queriam dormir e, de preferência, sem a companhia da boa música. A casa fechou, mas a amizade, não. E, progressivamente, esta se fez parceria. Marito, descobri, possuía um baú sem fundo de melodias, e fui me deliciando em fazer letras pra elas. Foi ele, inclusive, quem me ensinou uma tática de compor da qual me utilizo até hoje. Explico: a primeira letra que lhe fiz era essencialmente masculina, e Marito, sempre à procura de cantoras que lhe gravassem as canções, me recriminou: "Parceirinho querido, como é que, em sã consciência, uma cantora vai cantar versos como esses? 'Quem é você, mulher?/ Que estranha vocação/ Ser anjo da guarda/ Da fera bastarda/ Do reino animal/ Eu sou um vampiro/ Em pleno retiro/ Espiritual'. Seja mais sutil. Deixe o sujeito oculto!". E soltou uma de suas gargalhadas múltiplas, misturadas com tosse, que, por vezes, por pouco não resultavam em internação. Foi aí que aprendi a fazer letras que, embora tivessem uma essência feminina, podiam ser cantadas por homens. E vice-versa.


Perseverante, Marito descobriu uma casa melhor e mais bem localizada, com vedação acústica, palco grande, dois ambientes, o fino! Batizou-a de Saracura do Bar. Ficava no coração do Bixiga, na rua Treze de Maio, 180. Ele dizia que, de tanto procurar, sem encontrar, lugar pra tocar, resolvera abrir sua própria casa, onde podia fazer seus shows e possibilitar aos amigos que tivessem, também eles, um palco aberto e democrático. Até mesmo o Caiubi, quando perdeu a casinha em Perdizes, mudou-se de mala e cuia pra lá por uns tempos. Mas o tempo passou, as dívidas vieram, o público não entendeu a proposta, e, imprensado entre o forró e o rock, novamente viu os vizinhos serem responsáveis pelo fechamento da casa. Era uma vez um Saracura. Assim como o rio que deu origem ao nome do bar, viu um asfalto de ignorância sobrepor-se a suas águas.


Além de perseverante, Marito podia ser considerado também um cara turrão, teimoso ao cubo. Bossa-novista por excelência, não admitia impurezas que, segundo ele, empobreciam a MPB. Suas canções possuíam linha melódica extensa e harmonia sofisticada. E, embora paulista, vivera muito tempo no Rio, chegara a ser amigo de gente como João Gilberto e João Donato. Uma vez me contou certa história que, verdadeira ou não, é bastante interessante. Disse-me ele que, quando morava no Rio, costumava receber ligações de João Gilberto, de madrugada, pedindo-lhe que lhe cantasse ao telefone "aquela". E ensinava: "Mário, faça assim, ponha o fone sobre três listas telefônicas, assim posso ouvir de forma igual a voz e o violão". Marito punha o fone sobre duas listas e, nem bem começava a execução, ouvia o berro do outro lado da linha: "Eu disse três, não duas!". Foi no Rio também que gravou seu belo CD Verena - Os Sinos e os Meninos, que teve muitas importantes participações, entre elas a de Caetano Veloso. E isso não é história. É História!


Mas Marito é mais um entre tantos quixotes que conheci. Com a bossa nova em seu auge na Europa e agonizando no Brasil, não pensou duas vezes: arrumou as malas, pegou um Air France e se mandou pra Paris, tocar em bares. Certa ocasião, estando num trem atravessando território belga, gostou do som do nome de uma estação, desceu, perambulou sem rumo, descobriu uma casa que o atraiu, entrou, trocou duas ou três palavras com o proprietário e, na mesma noite, estava instalado num quartinho dos fundos, contratado a fazer apresentações de música brasileira no palco do estabelecimento. Acabou morando na Bélgica durante anos.


Voltou ao Brasil longos anos depois, e, tal qual a personagem de O Príncipe, longa de Ugo Giorgetti, encontrou uma São Paulo mudada, com a qual jamais se readaptou. Marito sofre do mesmo mal de muitos brasileiros que partiram do país em busca de condições de vida melhores e, no exterior, passaram a sonhar com um Brasil fictício, utópico. Voltando ao seio da terra natal, encontrou-o murcho, sem leite, muito provavelmente igual a anos antes, porém completamente diferente daquele em que jorravam leite e mel, que era o de seus sonhos. O remédio que Marito encontrou foi mudar-se novamente pro Rio de Janeiro, que, embora certamente também não seja o que sonhou, ao menos, continua lindo.


Marito, aquele abraço!


***


Ouça algumas das infinitas fantasias de Marito aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profile/oxdopoema


Leia as letras aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/marito-correa


Marito está no myspace: http://www.myspace.com/maritocorreacompositor




Por Léo Nogueira - http://www.oxdopoema.blogspot.com/


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sábado, 13 de novembro de 2010

ANGÉLICA TORRES LIMA

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Ourivesaria da lágrima

A poeta chorou e foram letras
que besuntaram de ardência
os olhos dela. Palavras brotaram
do alfabeto lacrimal em suas maçãs

e ela as colheu:
era um poema
e queimava
em sua mão!

A poeta correu então à janela
e lançou o texto sobre a folha
do buriti milenar, onde um raio
de lua crescente dormia.

Viu luar e poesia
juntos se anelarem,
momentânea jóia
de ouriverso.

Deixou-os lá,
quietos.
Por bem,
saiu de perto.

Só quis mesmo a poeta
salvar escrituras
do incêndio
em seu silêncio deserto.


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MARISA PITALUGA

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L E I T U R A


Pássaro
asas maduras
Impossível não voar
Sobrevôo em angústias,
às agruras
Vara espaços no amar.


Primavera ou outono
Importa cortar o vento
Sem chão, queda o sonho
Quando esbarra no tempo.

Laços, cortes, arremates
abertos pela nudez
da carne além do peito
sem lugar qualquer mudez
É a beleza de seu jeito

Vida sofrida
fremente
Busca desvalida
de gente
à cata de um amor
às voltas com sua dor...

Tudo exposto
qual galeria
Também solto
à revelia

Quem sente

faz história
paga preço
dispensa lente.
Sem endereço...

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ZÊ CHARONE E CLÁUDIO BARRADAS - TEATRO CUÍRA - BELÉM

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Cláudio Barradas e Zê Charone


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SEM DIZER ADEUS




Joaquim de Magalhães Barata, um dos políticos mais importantes da história do Pará, morreu como Governador em 29 de maio de 1959, vítima de leucemia. Um ano depois, sua companheira Dalila Nogueira Ohana lançou um livro chocante, “Eu e as últimas setenta e duas horas de Magalhães Barata”, relatando os últimos momentos do governador e, principalmente, um conjunto de ações conspiratórias, misturando ciúme, traição, ambição e maldade, que acabou por afastá-la do lado de seu amado, que morreu chamando seu nome.

O livro foi lido pelo grupo, conquistando a todos, vindo a decisão de adaptá-lo sob o título “Sem Dizer Adeus”, com Zê Charone e Cláudio Barradas formando o casal Dalila e Barata, eles que vêm de um feliz encontro em “Abraço”.
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Atores como Henrique da Paz, Olinda Charone, Saulo Sisnando, Flávio, André Mardock, Roni Hofstatter e Flávio Ramos surgem em imagens projetadas no cenário, contracenando com Zê e Barradas e filmes mostrando Magalhães Barata, feitos por Milton Mendonça e Líbero Luxardo.

É como um sonho de Dalila, vista na primeira cena, sentada em um banco, abraçada ao livro, pensando. Uma adaptação livre que visa contar uma boa história, fazer justiça a uma mulher que amava seu homem e deixar ensinamentos.


Sextas, sábados e domingos de novembro, às 21hs
Teatro Cuíra (Riachuelo com 1° de Março)

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RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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Diana Junkes Martha Toneto


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pelas janelas dos jornais de amanhã
palavras de odor desconhecido
tingem de inércia e de cinza
o descontentamento da vida

um cotidiano roto e enfraquecido
escapa às rimas
pelas cortinas destas janelas

entreabertos
enigmas roxo-alaranjados curvam-se
como se um pôr-do-sol em
agonia velada

mulheres ensandecidas e
pobres homens mutilados
padecem
lunáticos
à beira do inatingível abismo
cravado desta linguagem estragada

em pranto o pó das palavras esfacela

a onipotência das notícias é carcerária
não há hora que chegue
para a urgência deste agora
relógios estanques
em ponteiros parados na memória


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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 13.11.10

No 1º bloco o destaque vai para o CD Linguagens do Choro, da Coleção Memórias Musicais Casa Edison, cheio de preciosidades, entre elas, o choro Rato Rato, de Casimiro Rocha, interpretado pelo autor, em gravação de 1912; Arroz com Casca, que ilustra a famosa formação de Joaquim Callado; o tango Escovado, de Ernesto Nazareth, interpretado ao piano pelo próprio autor, em gravação de 1907.

No 2º bloco teremos a presença do bandolinista Joel Nascimento e o som do CD Chorando de Verdade, lançado em 1995, para o Japão, um dos maiores mercados externos consumidores do choro brasileiro.

No 3º bloco a tônica é o som do CD Andréa Ernest Dias e Tomás Improta, que registra a reunião musical da flautista, criada entre orquestras de câmara e rodas do choro, e o pianista, formado no jazz e na MPB, lançado em 2004.

No 4º bloco Roberta Sá revisita o programa com o CD Braseiro, lançado em 2005, recebido com generosidade pela crítica e pelo público.

O 5º bloco traz o CD Horn Brasil Choro – Tico Tico e outros mais. Um convite para uma viagem por mares nunca dantes navegados, uma iniciativa pioneira de inclusão da trompa nos solos de choro.


Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio UEL FM, de Londrina, quintas-feiras, 21h.
Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ROLANDO BOLDRIN - SR BRASIL

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CLÁUDIO BARROS - SOLO DE MARAJÓ - BELÉM

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MARIELZA TISCATE - Pura ficção

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Meia noite e eu caminho à esmo, possuída de estranho prazer: sentir aquele vento frio vestindo minha pele mal escondida sob leve tecido.
Ando sem rumo, com um norte gravado na memória mais funda.
A certeza de meus passos dizem a rota e me levam por ruelas estreitas e vazias. Somente aquele som estranho da expectativa.
Eu nada falo enquanto sorvo a madrugada, gota a gota. O ar penetra-me pela boca que mantenho entreaberta.
Quero ser possuída.
Procuro uma certa porta. E acho.
É a tua e dormes. Dormes entregue à lembranças não vividas.
Entro devagar sem pedir licença. Da porta até a cama vou deixando cair pouco a pouco toda a roupa - O rastro de meu despudorado desejo. Estou em pelo e prometo cobrir teu corpo e pertencer-te.
Pertencer-te de tão leve que não despertarás de teu sonho.

De manhãzinha dirás ao espelho: fui amado e amei. Eu sei.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

pertencimento

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MQ
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Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás - Guaratinguetá e Campos do Jordão

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Concerto no Espaço Vivarte em Guaratinguetá
Data: 13/11/2010 (Sábado)
Endereço: Rua Guaranis, 121, Pedregulho, Guaratinguetá – SP
Horário: 20:30h

Entrada Franca

e

Concerto no Auditório Cláudio Santoro, Campos do Jordão - SP
Data: 14/11/2010 (Domingo)
Endereço: Rua Luiz Arrobas Martins, 1800, Alto da Boa Vista
Horário: 17:00h

Entrada Franca
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Ninguém me Conhece: 22) O Charme Melancólico de Luhli

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Na época em que participava do grupo RSMB (Rede Solidária da Música Brasileira), encabeçado pelo compositor Madan, e começava a frequentar o Caiubi, ouvi falar pela primeira vez de uma tal M-Música, grupo de discussão sobre música que era uma espécie de fusão da RSMB com o Caiubi, pois possuía o elemento virtual daquele e as apresentações ao vivo deste. Só que, diferentemente destes, seu QG era no Rio. Apesar disso (ou por isso mesmo), nesse grupo havia brasileiros de várias partes do mundo, inclusive trocavam e-mails e faziam parcerias famosos e anônimos que dele participavam. Mexi uns pauzinhos e me fiz convidar, assim que, em pouco tempo, lá estava eu, trocando e-mails com amantes (e fazedores) da música dos mais variados estilos e sotaques. E foi lá que tive o privilégio de conhecer Luli, ou melhor, Luhli.


Figuraça, atuante, espirituosa, intelectual, letrista prolífica, melodista idem, Luhli "fazia um estrago" naquele grupo. Fui me aproximando dela timidamente, engatinhando e esperando que a parceria aprendesse a andar, até que um dia tive coragem de lhe mandar uma letra, e não é que ela musicou? Mas a minha era só uma gota no mar de letras que ela recebia, e de gente mais gabaritada que eu, além do fato se ser ela própria excelente letrista. Daí que paramos nessa filha única. Mas foi, aliás, é, uma bela filha. Chama-se Eternidade. Eis a letra: Pode o mundo se acabar/ Que esse beijo não desmancha/ Avalanche em minha boca/ De loba./ Pode a bússola quebrar/ Que essa noite não se perde/ Que o seu barco em minhas águas/ Se guia./ Pode o sol entrar no mar/ Pode o mar virar sertão/ Cada estrela se apagar/ E brilhar a escuridão/ Pode o mar beber o Rio/ E nevar sobre os Jardins,/ Chão se abrir no meio-fio,/ Que essa noite não tem fim/ A eternidade riu/ Com você dentro de mim.


Mais importante que a parceria foi poder estar perto, ainda que virtualmente, de sua sabedoria. Mas, como nem só de virtualidades vive o homem, chegou o dia de conhecê-la pessoalmente. Luhli veio a Sampa e eu e outros m-musgueiros daqui demos um jeito de sequestrá-la pra nosso convívio numa tarde daquelas. E o cativeiro escolhido foi justamente minha casa. Se não me engano, foi Álvaro Cueva quem a trouxe. Kana fez um daqueles seus almoços de empanturrar, e, morta a fome, tratamos de matar outras fomes. E Luhli não se fez de rogada. Mandou ver! Teceu sua teia, soltou o verbo, cantou, ensinou, foi didática, sedutora, enfim, um encanto. Eu, embasbacado, não sabia como podia caber dentro daquela cabeça tanta coisa boa de ser aprendida. E, quando o assunto era palco, ela deu um banho de informações úteis pra cativar a plateia. Sobretudo ensinou como usar, mais que a voz, o olhar.


A tarde foi pouca. Luhli foi embora, mas deixou sua marca em nossa pele, a ferro e fogo. Também, pudera! A mulher, já na década de 70, quando ainda era apenas a Luli, se mandou do Rio, onde morava, e foi viver num sítio, com a parceira Lucina (e outros bichos-grilos). Lá realizaram o sonho de muita gente então: o da vida comunitária, em contato com a natureza, compondo e plantando. Hippies da gema, viveram o amor livre MESMO, ainda por cima foram as primeiras a lançar um LP independente. Sendo mulheres, tiveram a coragem que muito marmanjo não teria e fizeram coisas de "fazer você tremer dentro do vestido" (by Tavito/Ney Azambuja).


O tempo passou, muita gente boa gravou suas canções, dentre toda essa buona gente o destaque fica por conta de Ney Matogrosso, claro, que se encantou com as moças e gravou uma infinidade de canções delas, podendo ser considerado seu padrinho. Daí as duas resolveram ir cada uma pro seu lado, Luli resolveu meter o H entre o Lu e o Li, e veio desaguar, depois de muito navegar, com as cinco letras de seu nome, no cais da M-Música, onde encontrou porto seguro pra fazer tantas letras outras e um mar de canções.


Canções estas que, por sua vez, praticamente saíram no tapa pra ver quais delas teriam o privilégio de entrar num CD que a artista lançou no ano de 2006 e que se chamou simplesmente Luhli. Quinze tiveram a honra. As outras, pra nossa tristeza, esperam nova oportunidade. Fui ao show de lançamento no Sesc Vila Mariana e saí de lá maravilhado, com o CD debaixo do braço. E vou confessar uma coisa: na última década ouvi poucos CDs tanto quanto este. Um trabalho primoroso! Simples, econômico, percussivo e melódico, poético e interpretativo, uma obra-prima de Luhli, que poderia dizer: "Sou Luhli com H, e como sou!". Infelizmente a Atração, gravadora que lançou o disco, não fez jus ao nome e deixou a desejar na distribuição. Faltou atração...


E eis que Luhli resolveu fazer outra de suas estripulias. Mudou-se novamente, não sei ao certo se pra novo sítio, o que sei é que pelo que me consta o lugar anda meio que de relações cortadas com a ilustríssima sra. Internet, de forma que Luhli teve que nos abandonar. E, se ela fazia um estrago grande na M-Música, sua saída causou um estrago maior, pois nos vimos privados de ouvir/ler em primeira-mão seu verbo musical. Azar o nosso. Enquanto teclamos por aqui, tenho certeza de que lá no fundo azul, na noite da floresta, a lua continua iluminando a dança, a roda, a festa.


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Ouça algumas das charmosas melancolias de Luhli aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profile/oxdopoema


Leia as letras aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/luhli-2



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P.S. Acabo de receber, em comentário do Denílson, abaixo, um link pra deliciosa e esclarecedora entrevista que Luhli concedeu a Tatiana Rocha, que a postou em seu blog. Pra quem não conhece o trabalho de Luhli e achou meu texto um tanto vago, vá lá ler a entrevista, aqui: http://coisarara.blogspot.com/2006/11/entrevista-com-luhli.html

Por Léo Nogueira - http://www.oxdopoema.blogspot.com/



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terça-feira, 9 de novembro de 2010

PROJETO ACERVO CACHUERA

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RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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AMOR, MEU GRANDE AMOR
(Ângela Ro Ro/Ana Terra)

Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor
Me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir o que não sente
Que tudo que ofereço
É meu calor meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver
Que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça
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Então, foi assim...
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A pianista, cantora e compositora Ângela Ro Ro1, estava selecionando repertório para a gravação de seu primeiro disco, em 1979 e Paulinho Lima – empresário dela na época – perguntou para a poeta, produtora e compositora Ana Terra2 se ela dispunha de alguma letra para Ângela musicar. Ana lembrou-se que tinha algo fresquinho, escrito naquela semana. “Lembro bem que foi numa madrugada em que cheguei meio de porre do Baixo Leblon e não conseguia dormir”, comenta.3

Ana, na ocasião, já estava separada de Danilo Caymmi, com quem fora casada desde 1973. “Sentia-me muito só. Desejava viver outra vez um grande amor. E eu só acredito em amor à primeira vista, um reconhecimento sincrônico e imediato. Pensava nessas duas energias que se tocam harmonicamente e geram uma terceira força, essa coisa mágica chamada amor. Mas que nunca se pode prever, marcar hora, estabelecer regras, fingir que sente, pensar que sabe”, recorda-se a letrista.

Mal sabia Ana Terra que, daquele momento de carência afetiva e aflorada solidão estava surgindo mais uma letra que seria sucesso nacional. “Escrevi o que estava desejando naquele momento. Sempre escrevo os meus desejos para que eles ganhem forma e força”, afirma, revelando-se adepta da neurolingüística, ciência que põe o universo para conspirar em favor dos desejos e metas. “Entreguei-a para a Ângela que tinha uma música com letra em inglês e onde o meu texto se encaixou perfeitamente. Ela gravou e é um sucesso até hoje.”

Amor, Meu Grande Amor é a única parceria de Ana Terra com Ro Ro e o primeiro sucesso de ambas. “As pessoas estranharam muito o fato de eu ser parceira da Ângela porque somos completamente diferentes. Só fui conhecê-la pouco antes dela gravar a nossa parceria”, no LP Ângela Ro Ro, lançado pela Polydor, em 1979.

Em 1996, graças à regravação do Barão Vermelho no CD Álbum, lançado pela WEA Music, Ana voltou a ter seus versos na boca dos jovens. “A música pegou um outro público que não me conhecia. O Gabriel, meu filho caçula, falou na época: ‘Agora, sim, meus amigos sabem quem você é...’ ”, conclui Ana Terra.



1 Ângela Maria Diniz Gonçalves 05/12/1949 Rio de Janeiro-RJ.
2 Ana Maria Terra Borba Caymmi 20/5/1950 Rio de Janeiro-RJ.
3 Entrevista concedida ao autor, em março de 2006, por e-mail.




Ruy Godinho
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

JAC. RIZZO - Bailarina da penumbra


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Mal acabo de me espreguiçar de longas e intermináveis noites, e vislumbro, de repente, uma luz que dança à minha volta. Uma luz ainda tímida, meio acanhada, receosa, como um leve sussurro no ar.

Uma brisa que vem roçar minhas vidraças, me soprar palavras doces, me contar da imensa saudade que teve de carregar todo esse tempo.

Deixo ela entrar... essa luz que traz doçura e beleza.

Quase a empurro para dentro da minha longa espera. Deixo que ela me devolva, cada momento que ficou perdido pelo caminho. Somos, agora, bailarinos da mesma dança.

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Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/

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domingo, 7 de novembro de 2010

SUELI ADUAN - Lado a lado


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Sempre a escolha.
Ou isto ou aquilo.

Vermelho ou azul.
Rosas ou margaridas.

Vermoazul.
Margarirosas.

Partir ou ficar.
Instante único.
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A vida e a morte.
Lado a lado.




http://sueli-aduan.blogspot.com/
http://escritoslinguagemnocorpo.blogspot.com/
http://oficiodeescrever.blogspot.com/
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sábado, 6 de novembro de 2010

GUIMARÃES ROSA

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“Amor em perto, às vezes sossega, em muitos adiamentos...”

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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Dor fingida


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Foi uma canção ferida
Que a mordaça deixou
Escapar da boca sedenta
Fugindo de sua hora

Foi uma dor fingida
Nas horas sem contas
Saindo do seu real
Em perfume e fel

Desmandou as mãos
E o ferimento entalhado
Descomposto na costura
Nem precisou de perdão

Nascido assim mesmo
O que se quer, se quiser
Juntado as partes
Que decompõem uma razão



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MQ
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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 06.11.10

No 1º bloco o destaque vai para a Coleção Choro Carioca – Música do Brasil. O compositor enfocado é o violonista, bandolinista e poeta Octávio Dutra, nascido em Porto Alegre em 1884, considerado o grande nome da música popular do Rio Grande do Sul no início do século XX.

No 2º bloco teremos a presença do trio paulistano Futricando, criado em 2001 apenas para uma apresentação no Festival de Música de Avaré, mas que fez sucesso, seguiu carreira e lançou o CD Do Jeito da Gente.

No 3º bloco a tônica é o som do CD Conversas de Violão e Contrabaixo, resultado do encontro do contrabaixista Marinho Andreotti e do violonista Rubens Nogueira, lançado em 2003.

No 4º bloco Elizete Cardoso, a Divina, marca presença com o LP histórico A Enluarada Elizete, lançado originalmente em 1967, pelo selo Copacabana.

O 5º bloco traz o jovem virtuose maranhense Robertinho Chinês e o som do CD Made In Brazil, lançado em 2010, onde o bandolinista mostra toda a sua categoria.


Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio UEL FM, de Londrina, quintas-feiras, 21h.
Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SÉRGIO SOUTO - MACAPÁ

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FUNDO REYNO - WALTER FREITAS - BELÉM

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Ninguém me Conhece: 21) A Música Marginal de Max Gonzaga

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Como já relatei antes em texto a respeito do Caiubi, quando estive pela primeira vez na casinha da rua de mesmo nome, nº 420, havia só meia dúzia de gatos pingados. Fiquei um tempo sem ir, por motivos que escapavam à minha vontade, e, quando finalmente consegui voltar lá, depois de alguns meses, pra minha alegria encontrei a casa cheia e, a exemplo de Zé Rodrix, também me encantei com a qualidade do que ouvi. E entre os que mais me chamaram a atenção naquela noite estava Max Gonzaga. Confesso que ver sua apresentação naquele improvisado palco causou-me sensações conflitantes, pois, ao mesmo tempo que sua música e sua presença de palco me arrebatavam, não me passou despercebido que sua autoconfiança podia ser interpretada também como arrogância.

Não me lembro se já nessa noite
Kana chegou a cantar, pois hoje, passados muitos anos, lembro-me daquelas saudosas noites como se fossem uma única. Mas o fato é que, ou nessa noite ou na seguinte, Max, pra minha surpresa, veio até nós com a intenção de comprar um CD da Kana. Assim, acabamos trocando CDs, e pude ouvir com calma aquele belo trabalho intitulado Marginal e constatar que ele era realmente um compositor formidável e possuía muitas belas canções além daquelas que eu ouvira.

Conversando com ele percebi que o que eu entendera como arrogância nada mais era que uma personagem que Max desenvolvera pra não deixar transparecer certa insegurança, pois, apesar de não parecer, ele era um cara, senão tímido, ao menos, reservado. Afinal, era um rapaz latino-americano vindo do interior, pra ser mais exato, de São José dos Campos. Mas quem o visse sobre o palco não adivinharia, pois a música de Max é 100% urbana. Ouvindo suas canções, que possuem uma linguagem capaz de exacerbar nossos sentidos, podemos sentir o cheiro da fumaça e dos esgotos, ouvir as buzinas dos carros nos engarrafamentos e até mesmo as hélices dos helicópteros (podemos também ouvir o amor feito em meio ao caos ou o grito de um solitário num apartamento vagabundo do centro). Max é um cronista urbano, como era Adoniran, mas onde este punha um melancólico humor, aquele põe nervosa acidez.

Quando se fala em
Caiubi atualmente, pensa-se em cerca de seis mil membros virtuais, mas naquela época o número de membros era infinitamente menor, não ultrapassava o que comportava o espaço físico da casa. E, se havia a turma da parceria, como Sonekka, Álvaro Cueva, Marcio Policastro, Zé Rodrix, os letristas (por motivos óbvios), havia também os compositores solitários, como Tito Pinheiro, Vlado Lima, Ricardo Soares e o próprio Max. E eu, que já quebrara a cara algumas vezes ao tentar com forçada sutileza “parceirar” com alguns, senti-me deveras lisonjeado ao receber dele uma fitinha com uma melodia pra eu pôr letra. Só que, quando não é pra ser, não é. Max dera um mote, e havia até uma parte da letra já pronta. E eu ouvi aquela fita uma centena de vezes sem conseguir desenvolver nada que valesse a pena. Daí, acabei guardando-a numa gaveta junto com outras que tiveram igual destino. Só que justamente nessa época me mudei de residência umas três ou quatro vezes, e, quando um dia resolvi procurá-la, não a encontrei mais. Nunca comentei com ele, nem ele comigo, mas levo essa frustração...

A TV Cultura então abriu as inscrições pra seu festival de MPB, o Festival Cultura, e nós nos mobilizamos todos pra gravar nossas melhores canções com boa qualidade, na esperança da classificação, pois um festival desse porte sempre é uma bela vitrine. E, afinal, o
Caiubi se saiu bem representado, pois não só Max classificou sua contundente (e polêmica) Classe Média, como outros habitués do Clube também emplacaram canções, como foi o caso de Élio Camalle, Ito Moreno e Celso Viáfora. E o grupo Rossa Nova foi convidado a interpretar uma canção de um compositor do Ceará. Nessa época o Caiubi fervilhou, o público, que já era grande, triplicou, e nossos representantes, sobretudo Max e Camalle, davam um show à parte, Max com sua Classe Média e Camalle com a não menos instigante e polêmica Sai da Cruz. Na rua Caiubi o clima remetia ao dos grandes festivais da década de 60, e saímos todos de lá pra assistir no Sesc Pinheiros às eliminatórias, vestidos de laranja, com o logo do Caiubi, pra chamar a atenção mesmo. Eu, particularmente, torcia pra que Sai da Cruz vencesse, não só porque era uma canção de meu maior parceiro, mas também porque era fantástica. Camalle conseguia no Caiubi , munido só de voz e violão, contagiar o público, e a canção, um baião meio rock'n'roll, tinha um quê de Disparada com toques bíblicos. Mas sabia que seria difícil, pra não dizer impossível, sobretudo pela ousadia do tema. Uma canção que pedia pra Jesus sair da cruz! A do Max, embora polêmica, mexia com situações menos intocáveis, meio como que uma Pra Não Dizer que Não Falei das Flores atual. E, quando vi que, com a banda, arranjada como um roquinho, Sai da Cruz não tinha metade da força da versão em voz e violão, constatei que não ia dar pra ela mesmo.

Pra ser sincero, achei realmente que Classe Média ia ser premiada. Sua letra era um escândalo de boa, a apresentação ao vivo na primeira eliminatória fora ótima, e, de quebra, havia no palco a emblemática presença de
Zé Rodrix nos teclados, justamente ele que participara dos festivais da década de 60 como músico. Mas, no final, não deu nem uma nem outra. O clima anos 60 parou nas camisas laranja dos caiubistas. O festival foi tradicionalista, evitou polêmicas e prestigiou canções que iam mais na linha da beleza comportada. Pena. Mas o público, que permanecera apático durante todo o festival, deu seu recado no final, com uma vaia que chegou a conseguir calar o "incalável" (então ministro) Gilberto Gil.

Mas os tempos modernos não se submetem à opinião da "imprensa oficial". Se a Internet é um tanto caótica, também tem seu lado bom, que pode ser analisado pelos sucessos espontâneos. Se um festival organizado por uma emissora estatal procurou fugir às feridas abertas da nação, o boca-a-boca (e, por que não?, o bate-boca) dos internautas levou a canção Classe Média à fabulosa marca de 315.292 visualizações (até a atual que fiz, pra computar aqui) do vídeo oficial no youtube,
este. Isso sem falar em dezenas de outros vídeos da mesma canção.

Max Gonzaga andou sumido uns tempos, pois, embora seja profissional da canção, dedica-se a outro hobby, só pra passar o tempo. Nele formou-se, inclusive, e acabou indo parar na África e no Uruguai, onde descansou da música dedicando-se ao tal hobby. Mas agora está de volta, com canções mais nervosas, temas mais atuais, um verdadeiro José Padilha da canção. Mesmo porque, em se tratando de música popular contemporânea, Max é da tropa de elite!



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Ouça algumas das marginalidades de Max Gonzaga aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profile/OXdoPoema

Leia as letras
aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/max-gonzaga

Max também está no Caiubi: http://clubecaiubi.ning.com/profile/maxgonzaga


Por Léo Nogueira
- http://www.oxdopoema.blogspot.com/


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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ROLANDO BOLDRIN - SR BRASIL

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FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - RECIFE

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Canne oferece cursos em 8 estados do Norte e Nordeste

O Centro Audiovisual do Norte e Nordeste (Canne) realiza em novembro os cursos de Assistência e Operação de Câmera HD; Assistente de Câmera 35mm; Chefe de Elétrica; Desenho de Som; Direção de Arte e Direção de Fotografia. As aulas serão ministradas em Pernambuco, Amazonas, Bahia, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima. A participação é gratuita, mediante seleção. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15462&date=currentDate



Serviço

Endereço: Fundação Joaquim Nabuco – Canne Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife-PE. CEP: 52010-100

Informações: (81) 3073.6719





Debates, mostras e oficinas ajudam a pensar o Brasil

A Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com os Programas de Graduação em Filosofia e Ciências Sociais da UFPE, realiza nos dia 4, 5 e 8 de novembro, o ciclo de debates, mostras e oficinas que fazem parte da programação do “Pensar o Brasil”. O evento é gratuito e acontece na sala Aluísio Magalhães, da Fundação/Derby. As inscrições podem ser feitas pelo site http://pensarobrasil.org/ Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15463&date=currentDate



Serviço

Endereço: Sala Aluísio Magalhães - Fundação Joaquim Nabuco Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife-PE. CEP: 52010-100
Mais Informações: (81) 3073.6659 cadif@fundaj.gov.br





Fundação promove cursos de cultura contemporânea em Aracajú e Rio Branco

Estão abertas inscrições gratuitas para os módulos Literatura, Dança, Artes Plásticas, Cinema e Música, do curso Cultura Contemporânea: uma introdução, que acontecem em Aracajú (SE) e Rio Branco (AC). As aulas são focadas em questões pertinentes às mais diversas linguagens do campo da cultura. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15464&date=currentDate



Serviço

Inscrições: (79) 32145800 (Aracajú) e (68) 3223-8248 (Rio Branco)

Informações em Aracajú: culturaeartes@sociedadesemear.org

Informações em Rio Branco: deyse76@gmail.com





Janela Internacional de Cinema na Fundação

O cinema da Fundação Joaquim Nabuco exibe, de 12 a 21 de novembro, filmes da programação do 3ª Janela Internacional de Cinema. O festival é competitivo para curtas-metragens nacionais e internacionais, e conta com longas-metragens e mostra não-competitiva. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15465&date=currentDate




Serviço

Endereço: Cinema da Fundação Fundação Joaquim Nabuco. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife – PE. CEP: 52010 - 100

Informações: (81) 3073.6689 www.fundaj.gov.br/cinema





Mostra de Cinema Atual Espanhol chega ao Recife

A Fundação Joaquim Nabuco exibe de 24 a 28 de novembro filmes da 3ª edição da Mostra de Cinema Espanhol Atual. As sessões serão realizadas na sala Joaquim Cardoso, localizada da Fundaj/Derby, Recife. A entrada é franca. Leia mais:

http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15466&date=currentDate


Serviço

Endereço: Sala Joaquim Cardoso Fundação Joaquim Nabuco. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife – PE. CEP: 52010 - 100

Informações: (81) 3073.6689





Artista albanês em exposição na galeria Vicente do Rego Monteiro

O projeto Política da Arte conclui suas atividades de 2010 com a exposição do artista albanês Anri Sala, composta dos filmes Intervista (1998) e Dammi i Colori (2003), dois de seus mais celebrados trabalhos. A abertura da exposição acontece no dia 4 de novembro, às 19h, na galeria Vicente do Rego Monteiro, localizada na Fundação Joaquim Nabuco/Derby, Recife. A entrada é gratuita. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15467&date=currentDate



Serviço

Endereço: Galeria Vicente do Rego Monteiro - Fundação Joaquim Nabuco Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife – PE. CEP: 52010-100

Informações: (81) 3073.6692 (81) 3073.6691





Educação e arte em debate na Fundação Joaquim Nabuco

Estão abertas inscrições gratuitas para o II Encontro Reflexivo: arte x política x educação. O evento acontece no dia 4 de novembro, às 15h, na sala João Cardoso Ayres, localizada na Fundação Joaquim Nabuco/Derby, Recife. Em pauta, as temáticas envolvidas nas exposições do Projeto Política da Arte, que recebe o artista albanês Anri Sala. Na ocasião, será disponibilizado material educativo produzido pela equipe da Diretoria de Cultura da Fundação. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15469&date=currentDate



Serviço

Endereço: Sala João Cardoso Ayres Fundação Joaquim Nabuco. Rua Henrique Dias, 609, Derby. Recife – PE. CEP: 52010-100

Inscrições/Informações: (81) 3073-6682 ou culturaeduc@fundaj.gov.br






Cursos sobre universo cibernético em Alagoas e Paraíba

A Fundação Joaquim Nabuco realiza o curso O mundo de redes e cibermarés: 4 reflexões sobre a Internet na vida cotidian@, com o professor Dilton Maynard. Entre os dias 23 e 26 de novembro, as aulas serão realizadas em Alagoas, e de 30 de novembro a 3 de dezembro o curso será realizado na Paraíba. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15470&date=currentDate



Serviço

Informações em Maceió: (82) 3221-7230

Informações em João Pessoa: (83) 32219630





Palestra sobre corpo e pensamento crítico

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realiza, no dia 25 de novembro, palestra aberta ao público no Curso Corpo e Cultura, com foco na discussão e formulação de pensamento crítico sobre temáticas relacionadas à cultura contemporânea. O ministrante será o convidado Prof. Antonio Geraldo Pires. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (81) 3073-6659. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15471&date=currentDate



Serviço
Endereço: Rua Henrique Dias, 609. Derby. Recife-Pernambuco. CEP: 52010-100

Fone: (81) 3073-6659 (81) 3073-6670 E-mail: cadif@fundaj.gov.br





Fundação realiza ciclo de oficinas no Cariri

A Diretoria de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco realiza, no mês de novembro, ciclo de oficinas gratuito no Cariri – Ceará. Entre os dias 10 e 26 serão oferecidas práticas de intercessão entre linguagens tradicionais da arte (cerâmica, pintura, gravura, desenho e fotografia) e perspectivas contemporâneas de abordagem, apropriação e recriação artística. A partir do campo da arte, serão discutidos outros campos de entendimento do mundo, como a política, a ciência, a religião e a filosofia.



Serviço

Informações:
www.fundaj.gov.br/cadif

Fone: (81) 3073-6659 (81) 3073-6670 E-mail: cadif@fundaj.gov.br





Abertas inscrições para curso Cultura e Cidades

Como a cultura pode interferir no desenvolvimento das cidades e quais cidades se transformam a partir das experiências culturais? Um curso de economia da cultura voltado para gestores e produtores culturais, artistas, economistas, arquitetos, filósofos e demais interessados no tema. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de novembro. As aulas acontecem de 6 a 11 de dezembro, na Fundação Joaquim Nabuco/Derby, Recife. Leia mais:
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1474&textCode=15472&date=currentDate



Serviço
Endereço: Rua Henrique Dias, 609. Derby. Recife-Pernambuco. CEP: 52010-100

Fone: (81) 3073-6659 (81) 3073-6670 E-mail: cadif@fundaj.gov.br


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JAC. RIZZO - A espera

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A tarde
respinga luz
na varanda

e atravessa
meu pensamento
devagar

Nada acontece
pra lembrar

ou esquecer

Só o imenso vazio
cortando o tempo.


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Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/

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AÇOUGUE CULTURAL T-BONE - BRASÍLIA

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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BICHO DE SETE CABEÇAS
(Geraldo Azevedo/Zé Ramalho/ Renato Rocha)

Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez
Desapareça
Cresça e desapareça
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez um bicho de sete cabeças
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Então foi assim ...
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Geraldo Azevedo2 compôs a melodia hoje conhecida como Bicho de Sete Cabeças, em parceria com Zé Ramalho3, no início da década de 1970. Como ela foi composta com dois violões, um de dez e outro de seis cordas, eles a batizaram de Dezesseis Cordas. “Caprichamos tanto que Zé Ramalho tomou-se de grande amor por ela”, comenta Geraldo Azevedo.

Decorridos alguns meses, Geraldinho – como o cantor pernambucano é carinhosamente conhecido – entregou a melodia ao compositor carioca Renato Rocha, para que ele colocasse letra. Nasceram os versos:

“Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo...”

Letra posta, título trocado para Bicho de Sete Cabeças, devidamente aprovada por Geraldo Azevedo, foi gravada por ele em diversos momentos: no LP Bicho de Sete Cabeças, de 1979, lançado pela Epic/CBS; no LP A Luz do Solo, de 1985, lançado pela Polygram/Barclay; no CD Ao Vivo – Geraldo Azevedo, de 1994, lançado pela Geração/BMG Ariola. A música tornou-se um grande sucesso, a ponto de tornar-se um dos hinos da geração bicho-grilo.

Mas, o inesperado aconteceu. A reação de Zé Ramalho diante da letra de Renato Rocha foi de profundo desagrado: “É, realmente, não tem pé, não tem cabeça!” Geraldinho confessou, bem-humorado, para a jornalista Maria do Rosário Caetano, do jornal O Estado de São Paulo, que Zé Ramalho “implicou, não gostou de jeito nenhum”.

A implicância foi levada tão a sério que Zé Ramalho exigiu de Geraldinho que, sempre que a música fosse apresentada só na versão instrumental – tal qual eles haviam composto –, ele a creditasse como Bicho de Sete Cabeças. Mas, quando fosse cantada com letra, que ele a creditasse como Bicho de Sete Cabeças II. “Atendi a este desejo dele no disco-coletânea Minha História (1994/Polygram)”, afirma Geraldinho. E também no CD O Grande Encontro
II - Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, de 1997, lançado pela BMG Brasil. Quem quiser tirar a prova dos nove, basta consultar os discos.

No ano de 2000, a música serviu de trilha sonora e como título do filme, dirigido por Laís Bodanzky. A película foi vencedora do Festival de Cinema de Brasília daquele ano. A escolha da música pelos produtores do filme deixou Geraldinho muito satisfeito, ainda mais quando soube que ela seria interpretada pelo maranhense Zeca Baleiro.
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Ruy Godinho
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1 Grafia original do título.
2 Geraldo Azevedo de Amorim 11/01/1945 Petrolina-PE.
3 José Ramalho Neto 03/10/1949 Brejo da Cruz-PB.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NOÉLIA RIBEIRO

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Minha sorte amigo,
é desvendar os enigmas
dos amores de ocasião

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