quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
WANDA MONTEIRO - ESPELHOS
Que agonia de Sina
Esta
De dormir pela metade
De sono intercalado de espanto
Rasgado de tempo
Cansado de descanso
De sono cortado
Entrecortado
Assombrado
Por espelhos de alegorias
Fantasmas do ontem de Mim
De sono invadido
Por películas de
REALIDADE
Que escorrem
Encharcando o meu leito
Afogando o meu Sonho
.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
LEI 12.244 - BRASIL
Lei de número 12.244 - determina a obrigatoriedade de todas as instituições educacionais públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do Brasil a manter um acervo de livros na Biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. Cabendo a cada instituição determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das mesmas. O prazo para o cumprimento é de, no máximo, 10 anos.
.
RUY GODINHO – ENTÃO, FOI ASSIM?
.FEMININA
(Joyce)
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Ô mãe, então me ilumina, me diz como é que termina?
- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
.
Costura o fio da vida só pra poder cortar
Depois se larga no mundo pra nunca mais voltar
.
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
.
Prepara e bota na mesa com todo o paladar
Depois, acende outro fogo, deixa tudo queimar
.
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, ou no dengo, ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Ô mãe, então me ilumina, me diz como é que termina?
- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
.
Então, foi assim...
Hermeto Pascoal costuma dizer que todo mundo canta. Que aquilo
que a gente chama de fala, nós estamos a cantar, assim como os passarinhos. “Eu tenho a percepção desde criança – minha mãe ficava conversando com as amigas dela, e eu ficava perto, dizia: Mãe, ela tá cantando!... Mãe dizia: ‘Não, estamos conversando meu filho, que é isso?!’ ” Para ilustrar o que chamou de o Som da Aura, o Bruxo1 gravou o disco Festa dos Deuses (1992), em que musicou um discurso do ex-presidente Collor (Fx. 5 Pensamento Positivo), o ator Mário Lago recitando um poema (Fx. 9 Três Coisas) e uma filha dele dando aula na piscina (Fx. 8 Aula de Natação). “Estão todos cantando, está tudo lá, afinado. Eu toquei o que eu escutei. Tanto que é a música deles – a música tem o nome deles.”2
A cantora, compositora e violonista Joyce3 concorda plenamente com Hermeto. Diz que um simples diálogo doméstico pode virar música. Pelo menos foi o que aconteceu com a música Feminina, criada por volta de 1976, início de 1977.
Joyce lembra que Danilo Caymmi era freqüentador assíduo de sua casa. “Ele ia muito lá... A minha filha mais velha, a Clarinha, era pequena, tinha quase 5 anos e não conseguia dizer o nome dele corretamente. Só o chamava de Daliu. Clara dizia: ‘Mãe, o Daliu ligou’. Ela atendia ao telefone e dizia: ‘Mãe, é o Daliu que quer falar com você.”4
Talvez, por conta das inúmeras viagens, Danilo passou um longo período sem aparecer por lá. Clara, sentindo sua falta, um belo dia chegou para a mãe e, com uma fala cantada de criança, perguntou: “Oh! Mãe, cadê o Daliu?” Ao que Joyce respondeu – não menos cantado: “Ele tá na Bahia tocando com a Gal.”
Nascia, no diálogo de saudade, a linha melódica de Feminina, onde na pergunta de Clara se encaixa: Ô Mãe, me explica, me ensina. E na resposta de Joyce: Não é no cabelo, no dengo ou no olhar.
“Quando a música pintou já veio com essa frase musical”, explica Joyce. “Aí foi só ir criando a história, tirando tudo o que não era elefante – como diz o escultor – e a coisa foi tomando esse rumo.”
Se a melodia nasceu do diálogo, a letra teve como foco a necessidade de Joyce em responder à sua mãe que a criticava por não ser feminina. “Aí já sou eu me explicando lá com a minha mãe que passou a minha infância toda dizendo que eu não era feminina, que eu não gostava de roupa de organdi. Depois quando eu fiquei adolescente, que eu não gostava de salto alto, de batom. Tinha essa coisa de que isso não é feminino, essa roupa não é uma roupa feminina e não sei mais o quê. Isso era pra provar pra ela, pra minha mãe, que – aí o Freud – que ser feminina é outra coisa. Que não precisa você ser perua para ser feminina. Você pode ser feminina de outra maneira. Então, nessa música, tem eu falando pra minha mãe, tem a minha família falando pra mim.”
Em seu processo criativo, Joyce sempre compõe primeiro a música. “É uma conexão direta com Deus. Eu pego o violão e sempre sai alguma coisa. Na vertical a inspiração é imediata e funciona com a maior facilidade do mundo. Letra já é uma coisa que dá um pouquinho mais de trabalho. E quando eu faço letra eu começo, geralmente, pela sonoridade da música, o que as sílabas estão sugerindo. Depois, então, a música vai tomando o seu rumo. Aí vem o outro processo. Você vai tirando tudo o que não serve pra história. E a partir dos sons você vai contando essa história, que às vezes toma um caminho inesperado. No caso de Feminina, foi assim.”
Feminina foi gravada em diversos momentos da carreira de Joyce. Em 1980, no LP Feminina; em 1989, no LP Joyce ao Vivo; em 1994, no CD Revendo Amigos; em 1996, no CD The Essential Joyce – 1970-1996 e, em 2004, no DVD Banda Maluca ao Vivo. Há ainda o registro em 1979, do Quarteto em Cy, no LP Quarteto em Cy em 1.000 Kilohertz.
“E eu acho muito engraçado é que as pessoas dizem: ‘Poxa, essa música explica tudo’. E pior que explica mesmo. O negócio de ser feminina, o que é ser feminina, o que não é ser feminina. Quer dizer: não é no cabelo, no dengo ou no olhar. É outra coisa. E no fim das contas é uma mandala, porque termina na hora de recomeçar”, conclui Joyce, cheia de feminilidade.
1 Apelido como é conhecido Hermeto Pascoal.
2 www.alomusica.com.br acessado em junho de 2007.
3 Joyce Silveira Moreno 31/01/1948 Rio de Janeiro-RJ.
4 Entrevista concedida ao autor, em junho de 2007, em Brasília.
Ruy Godinho
.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
MARIELZA TISCATE - FOGO FÚRIA FLOR
Quero escrever sobre fúria
Sobre a tua, a minha fúria
Quero escrever sobre mãos
Que agarram cabelos
E bocas que falam no ouvido
Dá-me agora o que desejo
Sem meias palavras
Que estou furioso de ânsia
E arrancarei essas portas pesadas
Com seus cadeados de ferro
E seremos um no vendaval
Quero escrever sobre o fogo
O meu, o teu fogo
Quero escrever sobre chamas ardentes
Que lambem o corpo
Sem dó ou piedade
Sem ter nada que apague
E queimam e ardem
E dizem: tu me pertences
Sem medo ou vaidade
Porque é fogo de verdade
Aceso e espalhado
Quero falar sobre a menina de teus olhos
Vermelha, negra e azul
Sobre a menina que eu sou
Rubra e cor do céu
E que somos irmãos
Guardiães do portal
Do castelo onde moram
O fogo, a fúria e a flor
Marielza Tiscate - http://maritiscate.blogspot.com/
.
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Ninguém me Conhece: 2) Kana, Mais Uma Brasileira
Um dia, não sei se era belo, se era ensolarado ou chuvoso, se fazia frio ou calor, não sei nem mesmo se era dia, o que sei é que uma japa baixinha de nome curiso, Kana, com a mala numa mão e o violão na outra, pegou um avião rumo ao país da bossa nova. Não falava português. Não tinha amigos lá. Não olhou pra trás.
Sua ideia era viajar, aprender português, estudar violão com professor brasileiro e voltar pro Japão. No aeroporto de Cumbica pegou um táxi pro bairro da Liberdade, claro, assim se sentiria em casa enquanto não se adaptava. No hotel, ligou a TV ansiosamente esperando ver em todos os canais Tom Jobim, João Gilberto, Carlos Lyra e companhia limitada. Deu de cara com um gordo que repetia a cada três minutos “Ô louco, meu!” e apresentava o que segundo ela parecia ser um show de horrores: duplas vestidas de cowboys cantando country, mulheres bonitas pulando e berrando com voz grave, bandas de jovens cantando pop (em português!) e mais outras curiosidades, enquanto a plateia gritava histericamente, como se no palco estivesse ninguém menos que Elis Regina. Isso sem falar naquelas moças com pouca roupa que, no fundo do palco, dançavam, riam e davam tchauzinho… pra ninguém!
Era domingo, ok, na segunda a coisa devia melhorar. Não melhorou. O jeito foi pegar outro avião e ir logo conhecer a terra de Elis, sua maior referência brasileira. Gostou do lugar, mas tampouco havia bossa nova. Resolveu ir dum extremo pro outro e foi parar no Nordeste, mais especificamente em Salvador, Bahia. Deslumbrou-se com a cidade, o povo, as cores, a mistura de raças, a comida, a água de coco, que bebia pela primeira vez… Inclusive fez sensação berrando nos quiosques “Uma água de cocô, por favor!”. Mas a música…
Não parou mais. Como um Sherlock oriental, pesquisou em todos os rincões do país. Nada! Nem no Rio! Ah, sim, no Rio havia a Toca do Vinicius e mais um ou outro “museu”, mas podia-se notar que não estávamos falando de uma música de massas. Mas no Rio havia o samba! E o Carnaval! E no Nordeste lhe serviram em doses homeopáticas Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João do Vale… Pronto! Viciou-se.
Mas aí a grana acabou. Havia vindo justamente na época do Plano Real, quando um dólar valia um real. Pegou o avião de volta pra Sampa e poucos dias depois já estava trabalhando de garçonete bilíngue (bilíngue?) num restaurante japonês na Liberdade. Em vez de hotel, mudou-se pruma pensão onde dividia um quarto (com banheiro fora) com as pulgas. Sobravam uns trocados, contudo, pras aulas de violão e pras pesquisas noturnas em barzinhos de MPB. Naquela época ainda havia um ou outro, como era o caso do Boca da Noite. Más línguas afirmam tê-la visto mais de uma vez sozinha e a pé, de violão a tiracolo, de madrugada, pelas escuras ruas do Bexiga.
E foi justamente no Boca que subiu ao palco pela primeira vez pra dar uma canja. Com seu forte sotaque, causou muitos risos, principalmente quando, com um pulinho, mandava um “Breque! Mas, que malandro sou eu pra ficar dando colher de chá se não tive colher. Vou deitar e rolar”. Quem deitava e rolava era o público, e ela achava que estava abafando. Até quando, certa noite, um bêbado a xingou e pediu que deixasse o palco pra profissionais. Triste, mas educada, pediu desculpas a todos e desceu, prometendo que iria estudar mais.
Nessa época já arriscava as primeiras composições. Fizera amizade com um cantor da casa, Élio Camalle, e lhe perguntara certa vez se conhecia algum bom letrista. Camalle pensou, pensou, pensou… E disse: “Bom, bom, não conheço. Mas conheço o Léo. Vem cá que eu te apresento”. Calhou que nessa noite, por sorte, ou por azar, lá estava um jovem, projeto de letrista, chamado Léo Nogueira, que, ao ser apresentado a Kana por Camalle, bateu o olho na japa cheio de segundas intenções e soltou o verbo a noite toda, falando de Tom Jobim pra cima, crente que a mina estava no papo. A tudo ela sorria e, vez por outra soltava um “Ah, é? Nossa!”, que enchia o coração do moço de alegria. Tempos depois ele soube, por boca da própria, que aquela noite ela não entendera bulhufas do que ele estava falando...
Trocaram contatos, e, qual não foi a surpresa de Léo quando dias depois ela lhe entregou uma fita cheia de melodias que, pra seu grande espanto, eram belíssimas. E a voz, afinada, limpa e original, não lhe remetia à de nenhuma outra conhecida. Até então, sua intenção não ia muito além de uma paquera, mas agora a coisa ficava séria, e ele tinha que suar muito pra pôr naquelas melodias letras à altura, visto que até então estava acostumado a fazer a letra antes e deixar que Camalle, seu primeiro parceiro, se virasse pra musicar. O certo é que “matou” umas dez melodias da moça até começar a pegar o jeito.
Francisco Araújo, professor de violão de Kana então, avisou-lhe que havia um festival de música muito bom em Avaré e insistiu pra que ela se inscrevesse. Era a FAMPOP, Feira Avareense de Música Popular. O ano, 1999. E pra lá foi o trio, Kana, Léo e Camalle, defender o xote Bye Bye, Japão (dela com Léo), que, pra surpresa deles, acabou se classificando. E ganhando! Sim, Kana acabou sendo o primeiro artista estrangeiro a vencer um festival de MPB em solo brasileiro, defendendo ela mesma a canção. No caso, ela e Camalle, que cantou junto. E a grande ironia do destino foi que ela recebeu o prêmio das mãos de Wilson Simonal, então presidente do júri. Simonal era um dos ídolos de Kana, porém ela nunca havia conseguido ver nenhum show dele. Mas ele, sim, não só a viu como a premiou. No entanto, como acabou falecendo cerca de um ano depois, o sonho ficou por realizar.
O prêmio foi o incentivo que faltava pra que Kana gravasse seu primeiro CD, Do Japão ao Ceará, inteiramente com parcerias dela com Léo. Por falar em Léo, este aproveitou um momento de felicidade (fraqueza) de Kana após o festival e desposou-a. E assim, Kana bem que podia cantar os versos de Celso Viáfora “e eu fui que fui ficando”. Pois o que era pra durar uns meses transformou-se numa saga que ainda continua!
Voltando ao assunto, Kana viajou mais; ganhou e perdeu outros festivais; gravou mais dois CDs (Imitação e Imigrante – este, ainda inédito em solo brasuca); fez shows pelo Brasil e chegou a se apresentar no Paraguai e na Itália, sem falar no Japão, onde faz shows regularmente; compôs novas canções, algumas até, num momento de descuido de Léo, com outros parceiros; enfim, não parou. E Kana tem uma dedicação oriental. Sempre pesquisando novos (pra ela) ritmos e fazendo deles canções próprias, agora está mesmo de olho na América hispânica.
Mas tudo se resumiria apenas a uma bela história, não fosse um elemento que a torna especial: o talento. Kana nasceu pro palco. Pode estar gripada, cansada, deprimida… Quando sobe num palco, parece que está em casa. Possui uma naturalidade e um carisma ímpares. Sem falar na veia cômica que lhe é tão natural que por vezes beira o exagero. E estamos falando de uma estrangeira! Não é raro ver homens feitos tremerem em cima de um palco (sem trocadilhos, por favor!). Dois fatos exemplificam bem esta relação: certa vez, num festival organizado pelo bar Feitiço de Áquila, Kana classificara três canções. Uma moça que estava na plateia contou depois que, quando viu subir ao palco sozinha aquela garota pequenininha com um violão que mais parecia um cavaquinho, como se estivesse à beira de ser entregue aos leões, levou as mãos ao rosto em sinal de assombro e esperou pelo pior. E qual não foi sua surpresa ao ver a tal garota cantar e tocar com uma segurança e uma desenvoltura irretocáveis e uma simpatia esfuziante. Saiu de lá fã. Em outra oportunidade, na tradicional Feira da Pompeia, coube a Kana fazer um show de violão e voz num palco destinado ao reggae. Ela passou o show inteiro “doutrinando” malucos, tentando convertê-los à música brasileira, chegando mesmo a conter o ímpeto de marmanjos de subir ao palco. Dava a impressão de que o público era formado por crianças, pois ela, com uma palavra, acalmava-os, trazendo-os pra dança. Ao final, foi aplaudida. A cantora seguinte, que iria se apresentar com banda, temendo uma tragédia, desistiu da apresentação.
O ano de 2010 trará a volta de Kana aos palcos brasileiros. Seu novo CD, Imigrante, lançado há dois anos no Japão, foi gravado em três países, tem a impecável e apaixonada produção de Vasco Debritto, traz as participações especialíssimas de Élio Camalle, Milton Guedes, Tavito, Vasco Debritto, Zeca Baleiro e dos uruguaios Dany López e Samantha Navarro, e no repertório conta com os nomes de Gilberto Gil, Guilherme Arantes, João Donato, Nelson Motta, Paquito D'Rivera, Tavito, além de muitas parcerias da dupla Kana e Léo, claro.
Levando em consideração que o supracitado (à exaustão) Léo Nogueira é também o autor do texto que ora você está lendo, é natural pensar que a artista Kana teve sua saga romanceada e seus talentos, supervalorizados. Neste quesito, a palavra do autor pouco ou nada conta. Mas o autor não se dá por vencido e opina: se o intrépido leitor venceu estas infindáveis linhas, não será agora que irá desistir sem ter saciada sua porção São Tomé. Vá, caro leitor, ouça a moça e, de preferência, veja, com estes olhos que ainda hão de ver o novo BBB, um show dela. Na dúvida, pergunte a quem já viu.
***
Ouça algumas das canções de Kana aqui: http://clubecaiubi.ning.com/profile/OXdoPoema
Por Léo Nogueira - http://oxdopoema.blogspot.com/
;
JAC. RIZZO - Milagre
Começo a gostar desse meu novo rosto, despovoado de tardes antigas. Sem marcas nem desgosto. Com a minha casa voltada para o sol, para o dia que nasce. Vejo no longe do mar, um horizonte azul, cheio de promessas. No bolso vazio, carrego algumas mágicas que inventei pra não sentir saudade. Meus barcos espalhei todos, no reflexo verde das águas. E assim, livre de sonhos e ilusões, reabro as portas e janelas do meu coração.
Vou gostar dessa ressurreição.
Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/
.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
JURAILDES DA CRUZ
.
RUY GODINHO - RODA DE CHORO

RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 14.08.10
ESPECIAL ANACLETO DE MEDEIROS
O Roda de Choro deste sábado mais uma vez é especial. Vai resgatar a vida e a obra do maestro e compositor carioca Anacleto de Medeiros.
Considerado um compositor sofisticado, Anacleto também merece o crédito de sistematizador do schottisch, gênero europeu que aqui chegou na última metade do Século XIX e que se espalhou pelo Brasil com o nome de xote, ganhando sotaques diferentes em cada região.
Depois de Anacleto, as Bandas de Música nunca mais foram as mesmas, deixaram de ser sisudas e marciais e amaciaram o toque. Convidado para reger a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, em 1896, juntou aos músicos militares, autênticos chorões, melhorando com isso a sua afinação e delicadeza.
Nascido na ilha de Paquetá/RJ, em 1866, Anacleto também é considerado um pioneiro nas gravações de cilindros e discos no Brasil, uma vez que, desde 1902, fez registros históricos com a Banda do Corpo de Bombeiros para a Casa Edison.
Na parte musical, veicularemos composições do CD Bandas de Música, da Coleção Memórias Musicais Casa Edison, o CD No 10, da Coleção Princípios do Choro, o CD Sempre Anacleto, com o Art Metal Quinteto e Banda de Câmara Anacleto de Medeiros, o CD Anacleto de Medeiros, com arranjos e regência de Rogério Duprat e Roberto Szidon interpretando ao piano Iara, uma das composições mais bonitas e reconhecidas do compositor carioca.
Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: www.fm94.rj.gov.br
sábados, às 8h.
Rádio Universidade FM, Londrina-PR, quintas-feiras, 22h.
Produção e Apresentação: Ruy Godinho
,
CONCERTOS DE VERÃO DA CONFRARIA TUCUJU - QUEBRA PEDRA - MACAPÁ
VINÍCIUS DE MORAES
. ;
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
MAURO DIAS - BATUQUE DE TUDO - CELSO VIÁFORA

.
O mundo é melhor com "Batuque de Tudo", de Celso Viáfora
Plantada no coração bandeirante fica a fazenda onde mora e obra Rafael Alterio, um sujeito enorme e delicadíssimo, um passional altifalante cuja exuberância contrasta com e se completa na doçura da companheira e parceira Rita, pessoa dessas de beleza e candura que fará o mundo espantado para sempre. Na paisagem aberta e de horizontes amplos como o peito do capo o tempo parece passar um pouco mais suavemente. O dia chega com doçura e o sol da tarde atravessa as janelas para conversar com você. Foi que um dia o casal decidiu construir um estúdio que fosse também pousada, de quartos amplos e cuidadosamente decorados, cada viga, cada paninho sob cada lâmpada de cabeceira, cada tapete escolhidos para trazer sensações de paz e aconchego. O mesmo cuidado se deu na montagem do estúdio, onde Celso Viáfora gravou o duplo CD/DVD “Batuque de Tudo”, que acaba de ficar pronto e faz só confirmar o gênio do compositor, cantor, violonista, arranjador, aglutinador, desbravador ousado cuja carreira cresce com o requinte e beleza que fazem dele um dos grandes nomes de nossa canção em todos os tempos.
E por que motivo falar demoradamente do lugar onde Celso resolveu gravar seu novo disco? Pois bem, fora a parceria com o dono da casa, o compadrio e a velha amizade, fora a atmosfera que ali se respira como em poucos outros cantos, porque Celso teve pretendeu reunir as vertentes nacionais, os sotaques, as falas brasileiras que impregnam sua composição. Aquele estúdio-pousado era ideal para abrigar os músicos vindos da Amazônia – o Nilson Chaves, o Trio Manari -, os instrumentistas da primeira linha do samba carioca – Carlinhos Sete Cordas à frente -, a dinâmica toda própria de seus fidelíssimos instrumentistas de São Paulo – o contrabaixo de Sizão Machado, as cordas dedilhadas ou rasqueadas de Webster Santos, a flauta dulcíssima de Lea Freire -, o urbano do Rio de Janeiro representado por Ivan Lins, o sertão semi-árido baiano na passionalidade pungente de Vicente Barreto, o samba de todos os sotaques dos meninos do Quinteto em Branco e Preto, da periferia da capital paulista e ainda os novos parceiros e companheiro, nova geração de talentos que o mestre adotou – os Pedrinhos Viáfora e Alterio, filhos de quem?, Dani Black, Tatiana Parra, Caê Rolfsen e assim por diante estou falando de alguns). Para que os batuques conversassem. Pois o batuque de tudo só existe se for o batuque de todos.
Celso Viáfora começa a montar cada um de seus discos a partir de conceito muito bem estabelecido e que vai sendo meticulosamente trabalhado ao longo de muito tempo – dois anos, três anos – e quando começa a gravar tem muito claro o que pretende em termos temáticos, de sonoridade, de dinâmicas. Foi assim com o portentoso “Palavra”, CD anterior a este “Batuque de Tudo”, em que a intenção era estabelecer diálogo de sua composição e percepção sonora com outras pontas da ambiência sonora do novo século – sem nenhuma restrição: dos recursos eletrônicos ao coro de pastoras do samba. E obter como resultado nova tradução de seu sotaque, ou a tradução em outra roupagem de sua personalidade, de sua sensibilidade, sem permitir que uma semifusa da digital criativa histórica fosse traída ou que a janela de projeções abrisse para paisagem incongruente. O que fez de “Palavra”, na minha opinião, o disco mais importante da primeira década dos anos dois mil.
Daquela conjunção em “Palavra” decorre, ou avança, o conceito do “Batuque de Tudo”. Em ambos se prega, se não o conceito da bondade natural do ser humano, ao menos sua capacidade de remissão. Nos dois conjuntos de peças está dito os homens não são separáveis por religião, etnia, origem, composto cultural, mas que, em oposição, as características específicas sugerem o entrosamento, a união, o encontro, o aprendizado e o enriquecimento da sabedoria, da generosidade – a harmonia que pressupõe um mundo melhor, de gente maior e mais delicada, de seres carinhosos – sem perder a capacidade crítica -, feitos para o acolhimento e, se for o caso, o perdão – sem deixar de lado o exame das cláusulas pétreas do caráter, da honestidade, distinção, respeito, boa vontade, paz na terra aos homens de.
Não é à toa que as divindades, as criaturas que o homem cria para nelas espelhar-se, os seres divinos a que cada cultura dá diferentes nomes e para quem cria rituais de infinita diversidade – estejam presentes na obra. Com atenção para o fato de que o exame das mitologias é antropológico, não religioso. E precisa estar ali porque Celso canta o mundo e seus ritos – a família, os amigos, as relações de sociedade, os entendimentos e as distâncias. O que é, com rigor, coerente com a ideia de juntar todos os batuques brasileiros – não, todos não, aqueles que o tocam, que incidem sobre seu verbo e seu pulso, aqueles com que tem contato mais íntimo – num mesmo lugar, durante uma semana, para o registro das canções em áudio e vídeo, ao vivo, sem maiores retoques do que os exigidos por alguma circunstância imprevista.
No fim das contas, as 13 canções do CD e as 19 do DVD reiteram o ideário de um artista que se faz guiar antes de mais nada pela retidão de caráter. E aí vem a música. E aí vem a poesia. Seria talvez exaustivo falar das músicas, cada uma, o marabaixo e a toada, o batuque nortista e o eco da chula baiana, o ronco do surdo do samba remetendo aos terreiros desse País sem fronteiras – do Curiaú à Tia Ciata e daí às transformações em que outros sotaques e novas tecnologias possam resultar. É tedioso ler sobre o que foi feito para ser ouvido. O papel do escriba é tentar fazer com mais pessoas saibam das maravilhas contidas no “Batuque de Tudo” – e no resto da obra de Celso Viáfora – e mais pessoas procurem por seus trabalhos gravados, suas apresentações ao vivo. Porque de cada audição, de cada momento passado na platéia, o ouvinte, o espectador, sai pessoa mais rica e generosa, por contágio, doce contágio.
Eu disse lá em cima que “Palavra” é disco mais importante dos primeiros anos do nosso século. No começo de uma nova década, “Batuque de Tudo” tem a beleza e a seriedade – e a alegria, a esperança, o humor, a indignação sem a qual nos imobilizamos, o critério (ou seja, o caráter assertivo, o cuidado com as afirmações, o tom humanista e a crítica do mau uso das qualidades positivos, da usurpação da bondade, da crença, para usos espúrios) para assumir papel idêntico. Como um passo à frente, pois é para a frente que se anda.
Em tempo: o DVD “Batuque de Tudo” não tem pirotecnias, não é compilação de clipes ou ilustração do que a canção quer dizer. Trata-se do registro das gravações, com algumas falas, uns poucos depoimentos. É, sobretudo, o registro visual de um encontro feliz de virtuoses em sintonia absoluta, em que cada nota, cada sílaba, cada acento rítmico foram escolhidos, meticulosamente escolhidos (mesmo quando alguma coisa nasceu no calor do momento) para fazer do mundo um lugar melhor. Ainda que por alguns momentos. Mas essa é uma outra questão.
.
.
Mauro Dias - http://mauromaurodias.blogspot.com/
.
CANÇÃO DOS POVOS DA NOITE - MAGO
.
.
Mago
(Marcos Quinan)
Arranjo – Fernando Merlino
Piano – Fernando Merlino
Cello – Manoel Antônio
Viola – Ivan Zandonada
.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
CELSO VIÁFORA - BATUQUE DE TUDO - SÃO PAULO

Nesta quinta-feira, 12, Celso Viáfora lança o CD Batuque de Tudo no Teatro do SESC Vila Mariana (21 hs.). O cantor e compositor reuniu para este show a banda que o acompanhou no DVD de mesmo nome, do qual fazem parte os músicos Sizão Machado no contrabaixo, Webster Santos na guitarra e violão, Vinicius Dorin no sax e Thiago Rabelo na bateria, além do grupo de percussionistas paraenses Trio Manari, formado por Márcio, Nazaco e Paturi .
terça-feira, 10 de agosto de 2010
EVERTON BEHENCK - A CHAVE
.
Por onde entrou essa saudade?
Se as portas estavam todas
Tão bem fechadas
As chaves guardadas
No fundo da gaveta
Para que ninguém veja
O lado de dentro
Do peito
Por onde entrou o beijo
Que agora
Quer todas as minhas horas?
Se as jalenas estavam trancadas
Sem saber do sol lá fora
E agora a lembrança
Que é tua
Ilumina cada peça da casa
E nada dorme em tua luz
Tudo espera
A próxima visita
Tudo ao redor
Grita teu nome
Convida para que entre
Onde antes
Não havia nada
Os lençóis brancos
Cobrindo a mobília
Onde a entrada de todos estava proibida
Como você fez
Para entrar em uma casa que só tinha saídas?
Everton Behenck - http://apesardoceu.wordpress.com/
.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
anseio
solidão imponho
mas meu silêncio
te aguarda
a bem conhecer
recorrente sonho
de transpor o espaço
o tempo
e me atirar nos teus braços
te possuir para te esquecer
desfazer-me da beleza
ao tocá-la
como se fosse possível
anseio dos meus olhos
que te olham
além das formas
do corpo
e transborda
no meu o teu olhar
no meu sorriso o teu
e nos meus lábios
a calma da tua nuca
anseio
de rostos se entregando
sem pudores
de tocar a beleza dos teus pés
para pertencer a caminhada
transparência em segredo
anseio...
anseio
te possuir
para te esquecer
MQ
.
domingo, 8 de agosto de 2010
MÁRCIA CORRÊA - Poema aflito
meu poema começa e termina
no mesmo sopro
não espera rima
nem prepara a métrica
não termina
é poema desidratado
das coisas da vida
nasce da ânsia
espasmo da vontade
vem de quimeras trepidantes
fogo amigo de si mesmo
nuvem de cinza esvoaçante
poema imaturo
preguiçoso de sofrer
covarde das artimanhas
do amanhecer
poema aflito
por saber onde habita
do amor a condenação
~
Márcia Corrêa - http://novopapeldeseda.blogspot.com/
,
sábado, 7 de agosto de 2010
JAC. RIZZO - Contradição
Dizer sim
quando só posso
dizer não
qual fere menos
meu coração
dizer não
quando só posso
dizer sim
Isso é contra a razão
Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/
.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
CANÇÃO DOS POVOS DA NOITE - JULHO DO ANO
.
.
Julho do ano
(Marco Antonio Quinan/Marcos Quinan)
Arranjo – Fernando Merlino
Piano – Fernando Merlino
Sax Soprano – Roberto Stepheson
.
RUY GODINHO - RODA DE CHORO
ESPECIAL JAIME ERNEST DIAS e FRANCISCA AQUINO
O Roda de Choro deste sábado, 07.08.10, vai ser especial. Durante todo o programa reproduziremos a gravação, ao vivo, do concerto de Jaime Ernest Dias (violão) e Francisca Aquino (piano), no âmbito do projeto A Música na Linha do Tempo, ocorrido na Sala Funarte Cássia Eller, dia 30.07.10, às 20h.
No repertório, o duo incluiu Choros e Valsas de Pixinguinha, Viriato Figueira, Sátiro Bilhar, Quincas Laranjeiras, Garoto, João Pernambuco, Aristides Borges, Ernesto Nazareth e Radamés Gnattali.
Ouça pela internet:
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.
Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.
Produção e Apresentação: Ruy Godinho
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - RECIFE

.
Palestra sobre fotografia e tempo na Fundação
Com o objetivo de discutir caminhos da experiência fotográfica, a Fundação Joaquim Nabuco promove a palestra “A máquina de esperar: fotografia entre o instantâneo e a duração”, com Maurício Lissovsky. O evento é gratuito e acontece no Derby, Recife, 5 de agosto das 18h30 às 22h. A palestra é voltada para artistas, pesquisadores, críticos, designers, professores, historiadores, filósofos e alunos de graduação e pós-graduação de diversas áreas do conhecimento. Inscrição e informações pelo telefone (81) 3073.6659.
Programação Semana Joaquim Nabuco
Em agosto, a Fundação Joaquim Nabuco segue com eventos que fazem parte da comemoração ao Ano Joaquim Nabuco, com exposições, seminário e entrega de premiações. Confira a programação:
Dia 17
Exposição Didática, no Museu do Estado de Pernambuco, sobre Joaquim Nabuco e a sua visão do Recife. Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960 – Graças,Recife – PE.
Dia 18
Entrega da premiação aos vencedores do Concurso História Ilustrada: Vida e Obra de Joaquim Nabuco, na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Endereço: Rua da Aurora, 631 – Boa Vista, Recife – PE.
Dia 19
(Aniversário de Nascimento de Joaquim Nabuco)
Seminário Joaquim Nabuco e a Nossa Formação, até o dia 20, na Sala Calouste Gulbenkian, Fundação Joaquim Nabuco. Endereço: Avenida 17 de Agosto, 2187 - Casa Forte, Recife – PE.
Lançamento do livro de quadrinhos “A voz da abolição”, de Lailson, que conta a história de Joaquim Nabuco, desde a sua infânica no Engenho Massangana, às 19h, na Sala Calouste Gulbenkian, Fundação Joaquim Nabuco. Endereço: Avenida 17 de Agosto, 2187 - Casa Forte, Recife – PE.
Entrega da Medalha Joaquim Nabuco na Assembléia Legislativa de Pernambuco. Endereço: Rua da Aurora, 631 – Boa Vista, Recife – PE.
Fundação lança livro na Livraria Cultura
A Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, lança no dia 25 de agosto, às 18h, na Livraria Cultura, o livro “Avatares da epopéia - na poesia brasileira do final do século XX”, de Saulo Neiva. Na obra, o autor traz à tona características da escrita épica, examinando trabalhos publicados por poetas brasileiros. O evento é gratuito e integra a programação do 8º Festival Recifense de Literatura, promovido pela Prefeitura do Recife.
.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SESC - MACAPÁ
Abertas incrições para o V Aldeia SESC Povos da Floresta
Espetáculos de teatro, dança, circo, tradição, palestras, oficinas, colóquios, vivencias e todo o panorama artístico cultural local e nacional através da Aldeia Sesc Povos da Floresta.
As inscrições para espetáculos participantes deverão ser feitas até o dia 30 de junho de 2010, na sala de cultura do SESC Araxá, em horário comercial.Documentos necessários:-
- Ficha técnica do espetáculo
- Fotografias- Histórico do grupo
Podem participar: grupos de teatro, dança, circo, grupos musicais, cantores e compositores, artistas plásticos, escritores, poetas, cineastas, escultores, artesãos etc.
domingo, 1 de agosto de 2010
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - RECIFE
..Integrando a programação da Semana de Videoarte, a Fundação Joaquim Nabuco promove o curso “Vídeoarte: introdução a uma linguagem artística”, a ser realizado entre os dias 2 e 13 de agosto. Ministrado pela professora da Universidade Federal de Pernambuco, Maria do Carmo Nino e por mediadores, o curso tem como objetivo apresentar uma introdução à história da Videoarte. Na primeira semana, de 2 a 6 de agosto, Maria do Carmo Nino introduzirá conteúdos da história e da linguagem da Videoarte para professores do Ensino Médio. Na segunda semana, de 9 a 13 de agosto, os mediadores da Fundaj realizarão, junto aos professores, uma série de exibições e discussões acerca de vídeos de registro de performance. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na Divisão de Ações Educativas, na Fundação/Derby ou pelo e-mail culturaeduc@fundaj.gov.br. Informações pelo telefone (81) 3073 6682.
Fundação realiza cursos sobre crítica, corpo e cultura
No próximo dia 2, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realiza entrevistas com pré-selecionados para o Curso Avançado Corpo e Cultura, que tem início no dia 4 de agosto, na Fundaj/Derby, no Recife. O curso será ministrado pela professora Maria Helena Lira e se estende até o dia 27 de outubro de 2010. O objetivo é discutir as transformações e influências que o corpo humano vem sofrendo no mundo contemporâneo. Também a partir do dia 2, a Fundaj/Derby oferece o Curso Avançado Crítica e Valor Cultural, com o professor Felipe Trotta. O curso acontece até o dia 18 de outubro e debaterá casos da música, literatura, televisão e cinema nos quais o julgamento de valor estético evoca identidades ou rejeições. Os cursos são gratuitos e fazem parte do Programa Estudos da Cultura: formação em arte e cultura contemporâneas. Mais informações pelo e-mail cadif@fundaj.gov.br
Fundação oferece cursos de literatura e artes plásticas em Natal, Teresina e Recife
Estão abertas até 9 de agosto inscrições para o curso Cultura Contemporânea: uma introdução – Módulo Literatura, com o professor José Luiz Jobim, da Universidade de São Paulo (USP). As aulas são gratuitas e acontecem de 10 a 13 de agosto, das 14h às 18h, na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. Já o módulo “Dança” dos cursos introdutórios da Fundação Joaquim Nabuco será oferecido gratuitamente em Teresina-Piauí, e em Natal-Rio Grande do Norte. Em Teresina, as aulas serão ministradas no Centro Cultural Banco do Nordeste, e em Natal, na Fundação Capitania das Artes. Informações sobre inscrições pelos telefones (86) 3216.8681 (Teresina) e (84) 3232.4599 (Natal).
Canne oferece cursos em Alagoas e Pará
O Centro Audiovisual Norte Nordeste (Canne) realiza o Curso de Assistente de Câmera 35 mm em Maceió/Alagoas, de 16 a 20 de agosto, e em Belém/Pará, de 23 a 27 de agosto. O curso é gratuito e pretende abordar noções de fotografia, formação de imagem e instrumentalização técnica do equipamento a ser utilizado. As inscrições devem ser feitas com os parceiros locais em Maceió, através do e-mail cleo163@gmail.com, e em Belém, através do e-mail npdpa.analobato@gmail.com. Mais informações pelo site www.fundaj.gov.br/canne.
Pensando o Contemporâneo debate utopias, arte e cultura
A Fundação Joaquim Nabuco realiza no Recife, de 17 a 19 de agosto, o Ciclo de Conferências “Pensar a arte: mundos alternados e álibis”, com a professora francesa Anne Cauquelin. Na programação, as conferências “Como falar sobre arte hoje em dia?”, “Pensar a arte contemporânea” e “Utopias e álibis: um outro mundo?”. O evento é gratuito e faz parte da segunda edição do projeto “Pensando o Contemporâneo”, que pretende apresentar ao público o pensamento e a obra de filósofos, historiadores, críticos e artistas que contribuíram e contribuem para as práticas artísticas e culturais da contemporaneidade. Inscrições e informações pelo e-mail cadif@fundaj.gov.br.
.
































