terça-feira, 22 de setembro de 2009

RIO DO BRAÇO

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Meia Légua

(Marcos Quinan / Renato Gusmão)


Era um sobe serra, turricando num verão
Sol ardente, meia légua; distante estirão
Nhô de Nana numa mula
Levava os terém que da vida aculhia
Alegria, muita fé, inté desque era menino
Se largava pra vê, louvar o Santo Divino


Nhô queria era chegar, mode festejar
Mas eis que a mula, num sem esperá
De um tranco impacou, emperrada ali ficou
Nem canga nem nada lhe arrancava desse chão


Povo que passava ferecia opinião, assuntando num favor
Se a mula se picava, ara não duvida não
Que a lida é demais, a vida dá conta
A fé não se desfaz por nada nessas bandas


Nhô queria era chegar, mode festejar
Mas eis que a mula, num sem esperar
Enquanto Nhô suntava num modo de chegar
Arribou serra afora sem rédea, sem espora
Deixando Nhô de Nana excomungando o animal
Deixando Nhô de Nana excomungando o animal

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Arranjo de Base – Eudes Fraga
Arranjo Sopros – Roberto Stepheson
Voz – Eli Camargo
Violão de Aço – Eudes Fraga
Sanfona – Chiquinho Chagas
Flauta / Sax Soprano – Roberto Stepheson
Percussão – Marcos Amma

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