quinta-feira, 16 de setembro de 2010

instante


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o instante como lúcida chama
perseverou o calor
que ensaiamos tantas vezes
no silêncio dos gestos
anelos esparramados
na nudez
do que sentimos
contando o tempo
da espera
que a mágica do instante
não espera

o instante como lúcida chama
queimou com suavidade
nossos corpos
vestidos de volúpia
minhas mãos
beijaram teu corpo
minha boca
comeu a tua
e meus olhos
te lamberam a pele
com cheiro de aurora
estavas nua
quando a chama lúdica
estremeceu vadia
na ponta do olhar
e me lambeu também

o teu corpo disse sim
tua boca comeu a minha
sentimos o suave orvalho
por entre as roupas
e a lucidez do instante
desprendendo do tempo
nos colorindo de chamas

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MQ
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4 comentários:

  1. Falar o quê,Marcos? Diante dessa maravilha!

    Tamanha sensibilidade do corpo no corpo, paz dos deuses.
    abraços

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  2. Marcos, vim, vi e ñ resisti!!Tenho q te deixar um abraço pela qualidade e sensibilidade do trabalho.Serei uma "visitadora" usual da sua página...
    Até breve, Regina

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