quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

EDGAR AUGUSTO - FEIRA DO SOM - BELÉM


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“40 ANOS DE FEIRA DO SOM”       
TEATRO SESC BOULEVARD - CENTRO CULTURAL SESC BOULEVAR
DIA: 01 DE (QUINTA FEIRA ) DE MARÇO DE 2012 
HORA:  12:00HS A 14:00HS                                                                                                  

O PROGRAMA FEIRA DO SOM APRESENTADO E CRIADO PELO JORNALÍSTA E RADIALÍSTA  EDGAR AUGUSTO PROENÇA COMPLETA 40 ANOS NO AR NO DIA 01 DE MARÇO DE 2012. O PROGRAMA ESTREOU EM 1972 NA RÁDIO CLUBE AM, CONHECIDA TAMBÉM COMO PRC-5.  EM SEGUIDA EM 1982, O PROGRAMA SE TRANFERIU PARA A RÁDIO CIDADE MORENA (Hoje Jovem Pan), 1985 PARA CULTURA FM, 93.7 ONDE CONTINUA ATÉ HOJE COM A MESMA LINGUAGEM E SENDO UM DOS LIDERES DE AUDIÊNCIA EM SEU SEGUIMENTO...

PORTANTO NO DIA 01 DE MARÇO A FEIRA VAI AO AR COMO UMA GRANDE FESTA ONDE 16 ARTISTAS PARAENSES FARÃO UMA GRANDE HOMENAGEM AO PROGRAMA E AO JORNALÍSTA EDGAR AUGUSTO PROENÇA AO VIVO DIRETO DO TEATRO SESC BOULEVARD COM TRANSMISSÃO AO VIVO PELA RÁDIO CULTURA FM, 93.7.

COM AS SEGUINTES ATRAÇÕES:

NILSON CHAVES
LUCINHA BASTOS
LIA SHOFIA
FELIPE CORDEIRO
MAHRCO MONTEIRO

SIMONE ALMEIDA
AILA
JULIANA SINIMBÚ
ARTHUR NOGUEIRA
ANDRÉA PINHEIRO

ARRAIAL DO PAVULAGEM
EUDES FRAGA

GRUPOS INSTRUMENTAIS:
PANDORA
MG CALIBRE QUARTETO
GRUPO GEMA
CHARME DO CHORO
ADAMOR DO BANDOLIM

LANÇAMENTO DO LIVRO E CD FEIRA DO SOM.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O SANTO E O JUMENTO - MQ


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Fotografia: Digo




O Santo e o Jumento

Erê! Telelém... Telelém...
Caixeiras do Maranhão
Encanto da fé que reza
Passando de mão em mão

“Busca o mastro / Abre a tribuna
Vem tocar... vem tocar... vem...
Quem quiser / Pode rezar
Vem dançar... vem dançar... vem...
Com o som / Das nossas caixas
Convidamos pra louvar / O divino santo rei
Vem dançar... vem cantar... vem...

Derruba o mastro / Chegou a hora
Da tribuna se fechar / Para o ano de deus amém...
As caixeiras vão voltar / Para o ano de deus amém...
As caixeiras vão voltar” (*)

Esculpi um santo a faca
E saímos para rezar
Recolher cada ajutótio
Trazendo pro meu altar
Imitando a vizinha
Que saia pra rogar

Entrei em uma casa
Esperei o ajutório
Enquanto esse meu santo
Na bandeja que era altar
Esperava na janela
O crente ir lá buscar

Quando veio um jumento
O santo abocanhar
Esculpido na mandioca
Tem gosto de se acabar
Depressa comeu o santo
Deixando só o altar

O dono da casa viu
E não teve entendimento
Onde já se tinha visto
Santo comido por jumento

Erê! Telelém... Telelém...


(*) Música: Caixeiras do Maranhão (Marcos Quinan / Juliana Balsalobre)

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SOMADO NÃO DÁ ERRADO - MQ


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Fotografia: Digo




Somado não dá errado

Erê! Beco da Bosta
Lugar encantado
Onde novesfora é tudo
Somado não dá errado
Telelém... Telelém...

Se ouvir um cavaquinho
Seguindo um violão
Ou o canto de um menino
No dentro duma canção

Se escutar um clarinete
Com trompete duelando
Um pandeiro em surdina
Com um sax escutando

Ou a caixa conversando
Baixinho com a rabeca
Um sax dando palpites
Caxixi cozendo a beca

Pode ficar tranqüilo
E aproveite o encantado
Desta festa de alegria
Com amor por todo lado

Erê! Beco da Bosta
Benvindo louvado seja
Telelém... Telelém...
Bendito louvado seja
Telelém... Telelém... Telelém...



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domingo, 26 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LOUVAÇÃO - MQ


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Fotografia: Digo




LouvaçãoLouvo agora Lola Brígida
E a Dedérson também
Que vieram bem de longe
Pra cantar o Telelém...

Um louvo dou a Da Dúvida
Pra Montanha eu dou também
Que vieram bem de longe
Pra cantar o Telelém...

Erê! Mundo pequeno
A todos louvo também
O meu jeito de louvar
É cantar o Telelém...

Telelém... Telelém... Telelém...

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 25.02.12



O destaque do 1º bloco vai ser a Coleção Choro Carioca - Música do Brasil. O autor enfocado é o flautista Belmácio Pousa Godinho. Nascido em Piracicaba-SP, em 1892, foi seresteiro, compositor e tocava em cinemas e bailes de sua cidade natal.

No 2º bloco, teremos o privilégio de conhecer obras inéditas do mestre Pixinguinha, na versão do grupo Água de Moringa, contidas no CD lançado no ano de 2002.

No 3º bloco é a vez do sofisticado e belo CD Waterbikes – Maritaca Quintet, dos brasileiros Léa Freire (flauta), Teco Cardoso (saxofone e flauta), Fernando de Marco (contrabaixo), Afonso Correa (bateria) e do dinamarquês Thomas Clausen (piano).    

No 4º bloco, teremos a revisita da cantora e pesquisadora Teresa Pineschi e as músicas do CD O Teu grammophone é bão – A música brasileira entre 1830 e 1910, lançado no ano de 2005.

O 5º bloco traz a revisita da obra do artista plástico, escritor, escultor e compositor goiano Marcos Quinan e o som de seu primeiro CD: Canção dos Povos da Noite, lançado em 1998. O disco contém 20 músicas arranjadas por Fernando Machado, Fernando Merlino, Roberto Stepheson e Eudes Fraga.



Produção e Apresentação: Ruy Godinho

  

Ouça pela internet:

Rádio Câmara FM 96,9 MHz (Brasília-DF) sábados, 12h; www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo)
Acauã FM 87,9 Mhz ● Domingo 6h [Aparecida-PB]
Alternativa FM, 107,1 MHz (Barra Mansa-RJ) 
Amigos do Balneário Pinhal FM 98,1 MHz (Balneário Pinhal-RS) 
Aperipê AM 630 Khz ● Terça 10h [Aracaju-SE] (www.aperipe.com.br)
Asdeca FM 98,5 Mhz ● Domingo 6h [Chã de Alegria - PE]
Amanhecer FM 104,9 Mhz ● Quarta 13h [Canindé de São Francisco - SE]
Beta FM 99,3 Mhz ● Sexta 18h [Campo Limpo - SP] (www.betafm.com.br)
Betel FM 87,9 Mhz ● Sábado 7h [São Francisco do Sul-SC] (betelfmsfc.blogspot.com)
Cacique FM 104,9 Mhz ● Domingo 6h [Palmeira dos Índios-AL] (www.radiocaciquefm.com.br)
Cidadania FM 104,9 Mhz ● Quarta 22h/Quinta 1h [Avaré-SP]  (www.radiocidadania.com.br) 
Cidade FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Diamantina - MG] (www.radiocidadediamantina.com.br)
Club FM 104,9 Mhz ● Sexta 12h [Manacapuru – AM]
Comunitária Voz Popular ● Terça 9h / Quarta 14h [João Pessoa – PB] (cpcc.webnode.com.br)
CPA FM 105,9 Mhz ● Terça 20h10/Sábado 15:10 [Cuiabá-MT] (radiocpafm.amaisouvida.com.br)
Digital FM 98,3 Mhz ● Sábado 12h [Maceió-AL]
Eco's Vida FM 87,9 Mhz ● Sábado/Domingo 18h [Fernando Falcão-MA] (www.radioecosvida.com.br)
Educadora de São José da Urtiga AM 1400 Khz ● Domingo 22h30 [São José da Urtiga – RS] (www.radioeducadoraurtiga.com.br)
Educadora Fafit FM 88,7 Mhz ● Domingo 8h [Itararé-SP] (www.educadorafafit.fm.br)
Ervália FM 105,9 Mhz ● Sexta 18h [Ervália-MG]
Estrela FM 104 Mhz ● Sábado 12h [Retirolândia-BA]
FM Portalegre 104,9 Mhz ● Domingo 13h [Portalegre-RN] (www.fmportalegre.com) 
Ibiapina FM 87,9 Mhz ● Quinta 15h [Florânia-RN]
Luzlândia FM 87,9 Mhz ● Quarta 15h [Conceição de Ipanema - MG] (radioluzlandia.blogspot.com)
Mandacaru FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Cedro - CE] (www.mandacarufm.com)
Nossa Terra FM 94,5 Mhz ● Quinta 15h [Dom Silvério - MG]
Nova Aliança FM 105,9 Mhz ● Sábado 8h [Piraúba - MG 105,9 Mhz] (www.fmnovaalianca.com.br)
Nova Geração FM 98,7 Mhz ● Sexta 9h30 [Cristiano Otoni - MG]
Planeta Verde FM 104,9 Mhz ● Sábado 7h [Taquaratinga - SP] (www.planetaverde.org.br/nossa_radio.php)
Progresso FM 87,9 Mhz ● Sábado 12h [São Pedro do Piauí – PI]
Rádio Comunitária Salomé FM 105,9 ● Sábado 10h [São Sebastião-AL]
RádioCom FM 104,5 Mhz ● Quarta 13h30 [Pelotas-RS] (www.radiocom.org.br)
RCB FM 104,9 Mhz ● Terça 13h [Boquim-SE]
Rede FM 95,5 Mhz ● Domingo 13h [Minduri - MG] (www.redefm.com.br)
Rincão FM 104,9 Mhz ● Domingo 7h [Rincão-SP] (rincaofm.com)
Santana FM 104,9 Mhz ● Domingo 9h [Santana do Cariri - CE] (www.comunitariasantanafm.com)
São Francisco FM 93,5 Mhz ● Sexta 23h [Montes Claros – MG]
São Gonçalo FM 87,9 Mhz ● Domingo 8h [São Gonçalo do Rio Abaixo-MG]
Sertão AM 1450 khZ (Patos-PB)
Shalon FM 105,9 Mhz ● Sábado 19h [Cassilândia-MS]
Super Rádio FM 90,9 MHz (Pouso Alegre – MG)
Tom Social Online ● Segunda 20h [Santana - SP] (www.tomsocial.com.br)
Tribuna FM 106,5 MHz (Virginópolis-MG)
Tucumã FM 104,9 Mhz ● Sábado 0h [Tucumã-PA]
UEL FM 107,9 Mhz ● Quinta 22h/Sábado 13h (Londrina - PR) (www.uel.br)
UEPB Online ● Terça/Quinta 13h (Campina Grande-PB) (radio.uepb.edu.br/radio)
Unama FM 105,5 FM (Belém-PA)
Universidade AM 800 Khz ● Sexta 23h [Santa Maria - RS] (www.ufsm.br/radio)
Universitária AM 870 Khz● Sábado 13h [Goiânia - GO] (www.radio.ufg.br)
Universitária Unifei AM 1570 Khz ● Terça/Sexta 8h [Itajubá - MG] (www.unifei.edu.br/radio)
Universitária FM 100,7 Mhz ● Domingo 10h [Viçosa - MG] (www.rtv.ufv.br)
Utopia FM 98,1 Mhz ● Quarta 17h30 [Planaltina - DF] (www.utopia.dissonante.org)
Vale Do Araguaia FM 104,9 Mhz ● Segunda 12h [São Miguel Do Araguaia - GO]
Vicência FM 98,5 Mhz ● Quarta 9h (durante o programa Bom Dia Vicência) [Vicência – PE]


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CLÁUDIO LINS - SÃO PAULO


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RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FRECHAL - MQ


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Fotografia: Digo





Frechal

Erê! Duzinha e Dona Jovina
Alegre fico também
Em rever duas rainhas
Que essa terra tem
Telelém... Telelém... Telelém...

Um pouco eu moro aqui
Um outro em todo lugar
Cada dia eu aprendo
Aonde posso chegar

Voltamos na valentia
De aqui poder estar
Sabendo da fidalguia
De amigos em cada lar

Erê! Zuada
Telelém... para Bié
Para Damásio, Jorge e Jonas
Erê! Aroca, Casarão
Feliz eu varro o chão
Duzinha acende o sorriso
Erê! Seu Inácio
Canga de bois
Pintura e Ouro Preto
Telelém... Telelém...

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SOMOS TODOS LÚCIO FLÁVIO PINTO


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GABRIEL MANZANO - Agência Estado


Um dos mais estranhos e polêmicos processos contra a imprensa, na história recente do País, está prestes a ser decidido - e contra o jornalista. Na terça-feira, 28, vence o prazo do recurso que o ex-correspondente do jornal O Estado de S. Paulo Lúcio Flávio Pinto, de Belém do Pará, poderia apresentar junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no processo em que um grande empresário lhe cobra uma indenização "por dano moral". Cansado de brigar, sem recursos, sob o peso de 33 processos em duas décadas, o jornalista decidiu que não vai mais recorrer.




"Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte", informou Lúcio Flávio em seu blog Jornal Pessoal, assim que o STJ decidiu arquivar o caso. "Muito menos para arcar com a indenização que me foi imputada." "Eu teria ainda de me submeter outra vez a um tribunal no qual não tenho mais fé alguma", diz ele sobre o Tribunal de Justiça do Pará, onde um juiz-substituto, que só atuou por um dia, atravessou o andamento do processo e o condenou.


O empresário que o processou era Cecílio do Rego Monteiro, dono de uma grande construtora e morto em 2008. Em uma reportagem, em 1999, Lúcio Flávio o chamou de "pirata fundiário" por se apossar de imensa área de terras do Vale do Rio Xingu - que, segundo a própria Justiça Federal, pertencem à União.


Em 2006, na primeira decisão do caso, em circunstâncias pouco comuns, o TJ paraense aceitou a queixa do empresário e impôs ao jornalista uma indenização de R$ 8 mil. Lúcio Flávio recorreu e a sentença do STJ foi dada - contra ele - no último dia 7 pelo próprio presidente do tribunal, Ari Parglender. Para arquivar o recurso ele alegou falhas formais, mas não anunciou o valor corrigido da indenização, que deve ser paga aos herdeiros do empresário. Enquanto esse valor não sai, amigos do jornalista já se movimentam para ajudá-lo a pagar.


Decisão


O que há de incomum na história é que a sentença no TJ-PA partiu de um juiz-substituto, Amilcar Teixeira, que ficou um único dia no posto e avaliou um processo de 400 páginas. "O juiz só atuou na vara por um dia, só mandou buscar um processo (o meu), que não estava pronto para ser sentenciado", defende-se o jornalista. Ele afirma, ainda, que a sentença só foi apresentada quando a titular do posto já estava de volta ao serviço. Mas sua data, no processo, é retroativa, de quatro dias antes. Quando ele pediu instauração de inquérito contra o juiz-substituto, a desembargadora Carmencim Cavalcante acolheu a iniciativa, mas seus pares a derrubaram.


Jornalista e sociólogo, autor de livros em defesa da Amazônia, quatro vezes ganhador do Prêmio Esso e com vários prêmios internacionais, Lúcio Flávio destacou-se, no Pará, pelas denúncias contra fraudes na posse de terras e ataques ao meio ambiente. Ele mesmo resume sua briga com o empresário: "O dono da CR Almeida se disse ofendido porque o chamei de ?pirata fundiário?, embora ele tenha se apossado de uma área de quase 5 milhões de hectares. A Justiça federal de primeira instância anulou os registros imobiliários dessas terras por pertencerem ao patrimônio público". Em outro trecho ele afirma que "a Polícia Federal comprovou a fraude e só não prendeu o empresário porque ele já tinha mais de 70 anos".


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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

POVO DA LUA - MQ


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Fotografia: Digo




Povo da Lua

Do alto da morraria
Acenam os encantados
Nas faces brilhando ouro
De muita beleza ornadas

Erê! Povo da Lua
De feições enluaradas
Conjuminando alegria
Com o fim dessa jornada

Telelém... Telelém...



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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

SANTARÉM - MQ


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MARCO ANTONIO VILLA - TRISTE JUDICIÁRIO

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O Globo
Publicado em 13/12/2011


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?


Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.


O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.


Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.


Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.


Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.


Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.


Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).


Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.


Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.


MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS LÚCIO FLÁVIO PINTO

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JORNALISTA AMEAÇADO:
SOMOS TODOS LÚCIO FLÁVIO – FACEBOOK

 
"Peço que você não deixe de ler esta nota. É a história de uma injustiça. Uma indignidade", escreve RAUL MARTINS BASTOS, jornalista, referindo-se ao processo movido contra o jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO, "um paraense de notável coragem, que dedicou toda sua vida pessoal e profissional a divulgar e defender a sua terra e a sua gente. É o maior especialista em Amazônia do jornalismo brasileiro", segundo depoimento de  RICARDO KOTSCHO,
jornalista, no blog BALAIO DO KOTSCHO.
 
EIS O COMENTáRIO DE RICARDO KOTSCHO.
 
Caros leitores e colegas jornalistas,
 
Trabalhei durante muitos anos com um jornalista excepcional: LÚCIO FLÁVIO PINTO, um paraense de notável coragem, que dedicou toda sua vida pessoal e profissional a divulgar e defender a sua terra e a sua gente. É o maior especialista em Amazônia do jornalismo brasileiro.
 
LÚCIO é, acima de tudo, um estudioso, um trabalhador incansável, que não se conforma com as injustiças e as bandalheiras de que são vítimas a floresta e o povo que nela habita. Por isso, foi perseguido a vida toda pelos que ameaçam a sobrevivência desta região transformando as
riquezas naturais em fortunas privadas.
 
Agora quem está ameaçado é o próprio LÚCIO FLÁVIO, na sua luta solitária contra dezenas de processos movidos pelos poderosos na Justiça para impedi-lo de continuar denunciando os assassinos da floresta.
 
Quem sempre esteve ao seu lado foi RAUL MARTINS BASTOS, nosso chefe no "Estadão", que me enviou na noite de segunda-feira a mensagem transcrita abaixo. É um libelo não só em defesa do grande jornalista, mas da nossa profissão permanentemente ameaçada nos tribunais.
 
Onde estão nesta hora as poderosas entidades patronais da mídia, como a ANJ e o instituto MILLENIUM, e seus arautos sempre tão preocupados na defesa da liberdade de imprensa e de expressão?
 
LÚCIO está fora da grande imprensa há muitos anos, sobrevivendo com o seu  "JORNAL PESSOAL", um quinzenário que produz sozinho. Talvez por isso não mereça a atenção dos editorialistas dos jornalões e das entidades que costumam se manifestar nestas horas, como a OAB e a CNBB.
 
Cabe, portanto, a nós, jornalistas, sair em sua defesa como propõe o mestre Raul Bastos e sermos todos LÚCIO FLÁVIO nesta hora.
 
***
 
"A indignidade que estão fazendo contra o jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO" é o título do texto-apelo de RAUL BASTOS:
 
"Peço que você não deixe de ler esta nota. É a história de uma injustiça. Uma indignidade.
 
LÚCIO Flavio Pinto é um jornalista de Belém do Pará que há quase vinte anos edita uma publicação chamada JORNAL PESSOAL. É um profissional excepcional e fonte obrigatória quando for ser escrita a verdadeira história da região dos anos 70 para cá. Trabalhou, entre outros lugares, na REALIDADE, no CORREIO DA MANHÃ e, por longos anos, no O ESTADO DE S.PAULO como principal repórter da região e coordenador geral da cobertura dos correspondentes da Amazônia. Nesse período teve vida acadêmica e deu cursos sobre a Amazônia em universidades dos Estados Unidos e da Europa.
 
O JORNAL PESSOAL ele faz sozinho, da apuração à edição. Não tem publicidade. Evidentemente, o jornal luta para se manter. Mas esse é o menor problema da vida do LÚCIO FLÁVIO.
 
O grande problema é a pressão sistemática que ele sofre dos poderosos da região por publicar matérias que denunciam indignidades e incomodam justamente os poderosos da região. Tentam calá-lo de várias maneiras, da intimidação à agressão, e ele tem resistido bravamente.
 
Tentam sufocá-lo e calá-lo com 33 processos. Um deles está para ser concluído e tudo indica que poderá ser desfavorável.
 
QUAL O CRIME DO LÚCIO FLÁVIO PINTO?
 
O LÚCIO publicou denúncias comprovadas de que estava ocorrendo uma enorme grilagem de terras na região. Com isso impediu que o empreiteiro CR ALMEIDA fizesse na Amazônia a maior grilagem da
história do Brasil. Em represália, foi processado por CR ALMEIDA sob a alegação de ter sido chamado de pirata numa das matérias do LÚCIO FLÁVIO, o que julgou ofensivo.
 
Foi indo, foi indo e, agora, anos depois e por incrível que pareça, o caso está terminando assim:
 
Com o CR ALMEIDA não aconteceu nada.
 
Com o LÚCIO, se avizinha uma condenação. Com essa condenação, a perda da primariedade, uma porta aberta para a intimidação absoluta.
 
Os amigos do LÚCIO FLÁVIO, entre os quais com muito orgulho me incluo, decidiram que ele não pode e nem vai ficar sozinho.
 
Vamos batalhar para tentar esgotar todas as possibilidades jurídicas do caso.
 
Vamos batalhar para que o caso ganhe espaço na imprensa e nas redes sociais. Vamos chamar a atenção da imprensa especializada e internacional para o caso.
 
Vamos batalhar, se por acaso ocorrer o pior, para que ele tenha recursos para enfrentar a situação.
 
O objetivo deste email é dar conhecimento do que está acontecendo e da nossa disposição de não deixar continuar acontecendo.
 
O objetivo deste email é pedir a sua ajuda. Primeiro, divulgando o que está acontecendo no seu veículo de comunicação, na sua coluna, nos sites, redes sociais. Depois, nos ajudando nas ações nas áreas da comunicações e mobilização que tomaremos diante de cada circunstância.
 
Para quem quiser mais informações do que aconteceu e do que está acontecendo ler o texto abaixo do próprio LÚCIO.
 
Contando com você, muito obrigado e um abraço do RAUL BASTOS".

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RUY GODINHO - RODA DE CHORO


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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 18.02.12

O destaque do 1º bloco vai ser a Coleção Choro Carioca - Música do Brasil. O autor enfocado é José Ferreira Ramos, que viveu no Rio de Janeiro entre 1885 e 1945. Ele é mais um compositor brasileiro nascido no século XIX, que teve seu nome escoado pelo ralo da dita memória nacional.
No 2º bloco, o destaque vai para pianista carioca Carolina Cardoso de Meneses, nascida em maio de 1916. Filha do pianista Oswaldo Cardoso de Menezes, participou da gravação histórica do samba Na Pavuna, composição de Almirante e Homero Dornellas.
- A diversidade rítmica da música popular brasileira vem sendo redescoberta pelas novas gerações de músicos. Isso favorece a renovação de nossa tradição musical. Novos grupos têm surgido e buscado imprimir sua marca. É o caso do Abraçando Jacaré, que nos apresenta o som do CD Um Abraço no Jacaré, destaque do 3º bloco.
        No 4º bloco, teremos o som do CD Brigador - Ilessi canta Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro, da cantora carioca Ilessi. Embora seja o primeiro disco, ela chega ao cenário musical com carisma e as bênçãos de Paulo César Pinheiro.
No 5º bloco, o destaque vai para o CD homônimo, do violonista (7 cordas) Rogério Caetano, lançado em 2009. Nascido em Goiânia, formado em Brasília, Rogério é músico requisitado no Rio de Janeiro, onde mora atualmente.



Produção e Apresentação: Ruy Godinho




Ouça pela internet:
Rádio Câmara FM 96,9 MHz (Brasília-DF) sábados, 12h; www.radio.camara.gov.br
Acauã FM 87,9 Mhz ● Domingo 6h [Aparecida-PB]
Alternativa FM, 107,1 MHz (Barra Mansa-RJ) 
Amigos do Balneário Pinhal FM 98,1 MHz (Balneário Pinhal-RS) 
Aperipê AM 630 Khz ● Terça 10h [Aracaju-SE] (www.aperipe.com.br)
Asdeca FM 98,5 Mhz ● Domingo 6h [Chã de Alegria - PE]
Amanhecer FM 104,9 Mhz ● Quarta 13h [Canindé de São Francisco - SE]
Beta FM 99,3 Mhz ● Sexta 18h [Campo Limpo - SP] (www.betafm.com.br)
Betel FM 87,9 Mhz ● Sábado 7h [São Francisco do Sul-SC] (betelfmsfc.blogspot.com)
Cacique FM 104,9 Mhz ● Domingo 6h [Palmeira dos Índios-AL] (www.radiocaciquefm.com.br)
Cidadania FM 104,9 Mhz ● Quarta 22h/Quinta 1h [Avaré-SP]  (www.radiocidadania.com.br)
Cidade FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Diamantina - MG] (www.radiocidadediamantina.com.br)
Club FM 104,9 Mhz ● Sexta 12h [Manacapuru – AM]
Comunitária Voz Popular ● Terça 9h / Quarta 14h [João Pessoa – PB] (cpcc.webnode.com.br)
CPA FM 105,9 Mhz ● Terça 20h10/Sábado 15:10 [Cuiabá-MT] (radiocpafm.amaisouvida.com.br)
Digital FM 98,3 Mhz ● Sábado 12h [Maceió-AL]
Eco's Vida FM 87,9 Mhz ● Sábado/Domingo 18h [Fernando Falcão-MA] (www.radioecosvida.com.br)
Educadora de São José da Urtiga AM 1400 Khz ● Domingo 22h30 [São José da Urtiga – RS] (www.radioeducadoraurtiga.com.br)
Educadora Fafit FM 88,7 Mhz ● Domingo 8h [Itararé-SP] (www.educadorafafit.fm.br)
Ervália FM 105,9 Mhz ● Sexta 18h [Ervália-MG]
Estrela FM 104 Mhz ● Sábado 12h [Retirolândia-BA]
FM Portalegre 104,9 Mhz ● Domingo 13h [Portalegre-RN] (www.fmportalegre.com) 
Ibiapina FM 87,9 Mhz ● Quinta 15h [Florânia-RN]
Luzlândia FM 87,9 Mhz ● Quarta 15h [Conceição de Ipanema - MG] (radioluzlandia.blogspot.com)
Mandacaru FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Cedro - CE] (www.mandacarufm.com)
Nossa Terra FM 94,5 Mhz ● Quinta 15h [Dom Silvério - MG]
Nova Aliança FM 105,9 Mhz ● Sábado 8h [Piraúba - MG 105,9 Mhz] (www.fmnovaalianca.com.br)
Nova Geração FM 98,7 Mhz ● Sexta 9h30 [Cristiano Otoni - MG]
Planeta Verde FM 104,9 Mhz ● Sábado 7h [Taquaratinga - SP] (www.planetaverde.org.br/nossa_radio.php)
Progresso FM 87,9 Mhz ● Sábado 12h [São Pedro do Piauí – PI]
Rádio Comunitária Salomé FM 105,9 ● Sábado 10h [São Sebastião-AL]
RádioCom FM 104,5 Mhz ● Quarta 13h30 [Pelotas-RS] (www.radiocom.org.br)
RCB FM 104,9 Mhz ● Terça 13h [Boquim-SE]
Rede FM 95,5 Mhz ● Domingo 13h [Minduri - MG] (www.redefm.com.br)
Rincão FM 104,9 Mhz ● Domingo 7h [Rincão-SP] (rincaofm.com)
Santana FM 104,9 Mhz ● Domingo 9h [Santana do Cariri - CE] (www.comunitariasantanafm.com)
São Francisco FM 93,5 Mhz ● Sexta 23h [Montes Claros – MG]
São Gonçalo FM 87,9 Mhz ● Domingo 8h [São Gonçalo do Rio Abaixo-MG]
Sertão AM 1450 khZ (Patos-PB)
Shalon FM 105,9 Mhz ● Sábado 19h [Cassilândia-MS]
Super Rádio FM 90,9 MHz (Pouso Alegre – MG)
Tom Social Online ● Segunda 20h [Santana - SP] (www.tomsocial.com.br)
Tribuna FM 106,5 MHz (Virginópolis-MG)
Tucumã FM 104,9 Mhz ● Sábado 0h [Tucumã-PA]
UEL FM 107,9 Mhz ● Quinta 22h/Sábado 13h (Londrina - PR) (www.uel.br)
UEPB Online ● Terça/Quinta 13h (Campina Grande-PB) (radio.uepb.edu.br/radio)
Unama FM 105,5 FM (Belém-PA)
Universidade AM 800 Khz ● Sexta 23h [Santa Maria - RS] (www.ufsm.br/radio)
Universitária AM 870 Khz● Sábado 13h [Goiânia - GO] (www.radio.ufg.br)
Universitária Unifei AM 1570 Khz ● Terça/Sexta 8h [Itajubá - MG] (www.unifei.edu.br/radio)
Universitária FM 100,7 Mhz ● Domingo 10h [Viçosa - MG] (www.rtv.ufv.br)
Utopia FM 98,1 Mhz ● Quarta 17h30 [Planaltina - DF] (www.utopia.dissonante.org)
Vale do Araguaia FM 104,9 Mhz ● Segunda 12h [São Miguel Do Araguaia - GO]
Vicência FM 98,5 Mhz ● Quarta 9h (durante o programa Bom Dia Vicência) [Vicência – PE]
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LÚCIO FLÁVIO PINTO - CONTRA A INJUSTIÇA


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Fotografia: Internet

Contra a injustiça
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No dia 7 o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, decidiu negar seguimento ao recurso especial que interpus contra decisão da justiça do Pará. Nos dois graus de jurisdição (no juízo singular e no tribunal), o judiciário paraense me condenou a indenizar o empresário Cecílio do Rego Almeida por dano moral.
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O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque o chamei de “pirata fundiário”, embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A justiça federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público.

O presidente do STJ não recebeu meu recurso “em razão da deficiente formação do instrumento; falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante de pagamento das custas do recurso especial e do porte de remessa e retorno dos autos”. Ou seja: o agravo de instrumento não foi recebido na instância superior por falhas formais na juntada dos documentos que teriam que acompanhar o recurso especial.
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O despacho foi publicado no Diário Oficial eletrônico do STJ no dia 13. A partir daí eu teria prazo de 15 dias para entrar com um recurso contra o ato do ministro. Ou então através de uma ação rescisória. O artigo 458 do Código de Processo Civil a prevê nos seguintes casos:
“Se verificar que foi dada por prevaricação, concussão ou corrupção do juiz; proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente; resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei; ofender a coisa julgada; violar literal disposição de lei; se fundar em prova, cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal, ou seja, provada na própria ação rescisória; depois da sentença, o autor obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável; houver fundamento para invalidar confissão, desistência ou transação, em que se baseou a sentença; fundada em erro de fato, resultante de atos ou de documentos da causa”.
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Como o ministro do STJ negou seguimento ao agravo, a corte não pode apreciar o mérito do recurso especial. A única sentença de mérito foi a anterior, do Tribunal de Justiça do Estado, que confirmou minha condenação, imposta pelo juiz substituto (não o titular, portanto, que exerceu a jurisdição por um único dia) de uma das varas cíveis do fórum de Belém. Com a ação, o processo seria reapreciado.
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Advogados que consultei me recomendaram esse caminho, muito trilhado em tais circunstâncias. Mas eu teria que me submeter outra vez a um tribunal no qual não tenho mais fé alguma. É certo que nele labutam magistrados e funcionários honestos, sérios e competentes. Também é fato que alguns dos magistrados que agiram de má fé contra mim já foram aposentados, com direito a um fare niente bem remunerado – e ao qual não fizeram jus.
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Mas também é verdade que, na linha de frente e agindo poderosamente nos bastidores, um grupo de personagens (para não reduzi-lo a uma única figura fundamental) continua disposto a manter a condenação, alcançada a tanto custo, depois de uma resistência extensa e intensa da minha parte.
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Esse grupo (e, sobretudo, esse líder) tem conseguido se impor aos demais de várias maneiras, ora pela concessão de prêmios e privilégios ora pela pressão e coação. Seu objetivo é me destruir. Tive a audácia de contrariar seus propósitos e denunciar algumas de suas manobras, como continuo a fazer, inclusive na edição do meu Jornal Pessoal que irá amanhã às ruas.
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A matéria de capa denuncia a promoção ao desembargo de uma juíza, Vera Souza, que, com o concurso de uma já desembargadora, Marneide Merabet, ia possibilitar que uma quadrilha de fraudadores roubasse 2,3 bilhões de reais da agência central de Belém do Banco do Brasil.
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A mesma quadrilha tentou, sem sucesso, aplicar o golpe em Maceió, Florianópolis e Brasília. Foi rechaçada pelas justiças locais. Em Belém encontrou abrigo certo. Afinal, também não foi promovida ao topo da carreira uma juíza, Maria Edwiges de Miranda Lobato, que mandou soltar o maior traficante de drogas do Norte e Nordeste do país. O ato foi revisto, mas a polícia não conseguiu mais colocar as mãos no bandido e no seu guarda-costas. Punida com mera nota de censura reservada, a magistrada logo em seguida subiu ao tribunal.
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Foi esse o tribunal que teve todas as oportunidades de reformar a iníqua, imoral e ilegal sentença dada contra mim por um juiz que só atuou na vara por um dia, só mandou buscar um processo (o meu), processo esse que não estava pronto para ser sentenciado (nem todo numerado se achava), levou os autos por sua casa no fim de semana e só o devolveu na terça-feira, sem se importar com o fato de que a titular da vara (que ainda apreciava a questão) havia retornado na véspera, deixando-o sem autoridade jurisdicional sobre o feito. Para camuflar a fraude, datou sua sentença, de quatro laudas, em um processo com mais de 400 folhas, com data retroativa à sexta-feira, quatro dias antes. Mas não pôde modificar o registro do computador, que comprovou a manobra.
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De posse de todos os documentos atestando os fatos, pedi à Corregedoria de Justiça a instauração de inquérito contra o juiz Amílcar Bezerra. A relatora, desembargadora Carmencim Cavalcante, acolheu meu pedido. Mas seus pares do Conselho da Magistratura o rejeitaram. Eis um caso a fortalecer as razões da Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, contra o corporativismo, que protege os bandidos de toga.
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Apelei para o tribunal, com farta documentação negando a existência do ilícito, já que a grilagem de terras não só foi provada como o próprio judiciário paraense demitira, por justa causa, os serventuários de justiça que dela foram cúmplices no cartório de Altamira. O escândalo se tornara internacional e, por serem federais partes das terras usurpadas, o interesse da União deslocou o feito para a justiça federal, que acolheu as razões do Ministério Público Federal e anulou os registros fraudulentos no cartório de Altamira, decisão ainda pendente de recurso.
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O grileiro morreu em maio de 2008. Nesse momento, vários dos meus recursos, que esgotavam os instrumentos de defesa do Código de Processo Civil, estavam sendo sucessivamente rejeitados. Mas ninguém se habilitou a substituir C. R. Almeida. Nem herdeiros nem sucessores. Sua advogada continuou a funcionar no processo, embora a morte do cliente cesse a vigência do contrato com o patrono. E assim se passaram dois anos sem qualquer manifestação de interesse pela causa por parte daqueles que podiam assumir o pólo ativo da ação, mas a desertaram.
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A deserção foi reconhecida pelo juiz titular da 10ª vara criminal de Belém, onde o mesmo empreiteiro propusera uma ação penal contra mim, com base na extinta Lei de Imprensa. Passado o prazo regulamentar de 60 dias (e muitos outros 60 dias, até se completarem mais de dois anos), o juiz declarou minha inimputabilidade e extinguiu o processo, mandando-o para o seu destino: o arquivo (e, no futuro, a lata de lixo da história).
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Na instância superior, os desembargadores se recusavam a reconhecer o direito, a verdade e a lei. Quando a apelação estava sendo apreciada e a votação estava empatada em um voto, a desembargadora Luzia Nadja do Nascimento a desempatou contra mim, selando a sorte desse recurso.

A magistrada não se considerou constrangida pelo fato de que seu marido, o procurador de justiça Santino Nascimento, ex-chefe do Ministério Público do Estado, quando secretário de segurança pública, mandou tropa da Polícia Militar dar cobertura a uma manobra de afirmação de posse do grileiro sobre a área cobiçada. A cobertura indevida foi desfeita depois que a Polícia Federal interveio, obrigando a PM a sair do local.

Pior foi a desembargadora Maria Rita Xavier. Seu comportamento nos autos se revelou tão tendencioso que argüi sua suspeição. Ao invés de decidir de imediato sobre a exceção, ela deu sumiço à minha peça, que passei a procurar em vão. Não a despachou, não suspendeu a instrução processual e não decidiu se era ou não suspeita. Ou melhor: decidiu pelos fatos, pois continuou impávida à frente do processo.
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Meus recursos continuaram a ser indeferidos ou ignorados, quando alertava a relatora e os desembargadores aos quais meus recursos foram submetidos sobre a ausência do pólo ativo da ação e de poderes para a atuação da ex-procuradora do morto, que, sem esses poderes, contra-arrazoava os recursos.
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Finalmente foi dado prazo para a habilitação, não cumprido. E dado novo prazo, que, afinal, contra a letra da lei, permitiu aos herdeiros de C. R. Almeida dar andamento ao processo (e manter o desejo de ficar com as terras) para obter minha condenação. Nesse martírio não lutei contra uma parte, mas contra duas, incluindo a que devia ser arbitral.
Voltar a ela, de novo? Mas com que crença? Quando, quase 20 anos atrás, me apresentei voluntariamente em cartório, sem esperar pela citação do oficial de justiça (gesto que causou perplexidade no fórum, mas que repeti outras vezes) para me defender da primeira das 33 ações sucessivamente propostas contra mim (19 delas pelos donos do maior conglomerado de comunicação da Amazônia, afiliado à Rede Globo de Televisão), eu acreditava na justiça do meu Estado.
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Continuo a crer em muitos dos seus integrantes. Mas não na estrutura de poder que nela funciona, conivente com a espoliação do patrimônio público por particulares como o voraz pirata fundiário Cecílio do Rego Almeida.
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Por isso, decidi não mais recorrer. Se fui submetido a um processo político, que visa me destruir, como personagem incômodo para esses bandidos de toga e as quadrilhas de assalto ao bem coletivo do Pará, vou reagir a partir de agora politicamente, nos corretos limites da verdade e da prova dos fatos, que sempre nortearam meu jornalismo em quase meio século de existência.
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Declaro nesta nota suspeito o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que não tem condições de me proporcionar o devido processo legal, com o contraditório e a ampla defesa, que a Constituição do Brasil me confere, e decide a revelia e contra os fatos.
Se o tribunal quer minha cabeça, ofereço-a não para que a jogue fora, mas para que, a partir dela, as pessoas de bem reajam a esse cancro que há muitos anos vem minando a confiabilidade, a eficácia e a honorabilidade das instituições públicas no Pará e na Amazônia.
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O efeito dessa decisão é que, finalmente, para regozijo dos meus perseguidores, deixarei de ser réu primário. Num país em que fichas de pessoas se tornam imundas pelo assalto aos cofres do erário, mas são limpas a muito poder e dinheiro, serei ficha suja por defender o que temos de mais valioso em nosso país e em nossa região.
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Como já há outra ação cível – também de indenização – em fase de execução, a perda da primariedade me causará imensos transtornos. Mas, como no poema hindu, se alguém tem que queimar para que se rompam as chamas, que eu me queime.
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Não pretendo o papel de herói (pobre do país que precisa dele, disse Bertolt Brecht pela boca de Galileu Galilei). Sou apenas um jornalista. Por isso, preciso, mais do que nunca, do apoio das pessoas de bem. Primeiro para divulgar essas iniqüidades, que cerceiam o livre direito de informar e ser informado, facilitando o trabalho dos que manipulam a opinião pública conforme seus interesses escusos.
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Em segundo lugar, para arcar com o custo da indenização. Infelizmente, no Pará, chamar o grileiro de grileiro é crime, passível de punição. Se o guardião da lei é conivente, temos que apelar para o samba no qual Chico Buarque grita: chame o ladrão, chame o ladrão.
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Quem quiser me ajudar pode depositar qualquer quantia na conta 22.108-2 da agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome do meu querido irmão Pedro Carlos de Faria Pinto, que é administrador de empresas e fiscal tributário, e assim administrará esse fundo. Essa conta estava em vias de fechamento, mas agora servirá para que se arque com esse constrangedor ônus de indenizar quem nos pilha e nos empobrece, graças à justiça.
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Farei outros comunicados conforme as necessidades da campanha que ora se inicia. Espero contar com sugestões, opiniões e avaliações de todos que a ela se incorporarem. Convido-os a esta tarefa difícil e desgastante de não se acomodar na busca de um mundo melhor para todos nós.
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