quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CANTA TAPAJÓS - BELÉM

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Adeus

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Enquanto viver
E sentir o vento
Correndo em teu corpo
Sou eu te abraçando
Suavemente
Sou eu, teu
Sinceramente


 
MQ
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Terra silenciosa

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Hei de passar por escolhos
E ser espancado por sensações
Hei de sangrar nos versos
E procurar muitas explicações

Hei de entender tua procura
E saberei interpor as razões
Hei de sagrar os teus gestos
E calarei em meio a solidões

Mas nunca deixarei a loucura
Despertencer a minha razão
E nenhuma lucidez vai invadir
A terra silenciosa do meu coração


MQ
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

GUIMARÃES ROSA


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“Eu estou só.
O gato está só.
As árvores estão sós.
Mas não o só da solidão: o só da solistência.”

Guimarães Rosa



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sábado, 26 de novembro de 2011

MARIA LÍDIA - BELÉM

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CARLOS HENRIQUE MACHADO FREITAS

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Carlos Henrique Machado Freitas on 25 25UTC novembro 25UTC 2011 às 15:13  

A primeira coisa que me vem à cabeça é a farsa da interrogação. Com tantos investimentos, declarados a princípio para o “fomento da cultura brasileira”, estávamos ou não conseguindo um avanço relativamente pequeno nas questões da produção nacional? Não. Estamos num abstracionismo e surrealismo gerencial faz tempo. Este anarquismo modernoso tem nos imposto uma refinada podridão. “Inovações técnicas” são apresentadas como a grande moral das corporações, enquanto, por outro lado a concentração econômica faz suas crivagens dentro do corpo social da cultura brasileira. Ocorre que não vemos na grande mídia um traço de união, um artigo crítico ou a graça de uma coluna que detone todas essas teorias de um subjetivismo hermético e, cada vez mais instrumentalizado pelo imperialismo adaptado às condições locais. Agora esses artifícios celebralistas levados ao extremo, revelam pela matemática, o quanto a música nacional do Brasil sofreu uma nefasta infiltração formalista. O problema é que servilmente a nossa expressão característica com maior desenvolvimento, ou seja, a nossa música não conseguiu erguer um grito de alerta suficiente contra esse falacioso cosmopolitismo agradável tão somente aos que amam o universalismo anti-representativo. E esta praga detona a nossa representação no congresso, na democracia; destrói as bases seculares de nossa música e cria um abismo letal entre o músico e a sociedade brasileira. Infelizmente muitos de nossos músicos, compositores, por inadvertência ou ignorância, deixaram-se seduzir pelas teorias de progresso de nossa cultura sendo orientados não mais pelas nascentes, mas pelo sentido contrário ditado pelas grandes fundações e institutos privados que são hoje a corrente formal que mais degenerencia o caráter nacional de nossa música. A questão é que essa inflexibilidade , caso dos tributos, simbolizam apenas que perdemos o sentido crítico diante da cultura do Brasil. E se ninguém quer ter grandes responsabilidades com o sufocado talento de nossos criadores, não serão os grandes conglomerados e seus quartéis nas grandes avenidas deste país que vão querer saber da progressão de nossas ideias, de nossas criações, sobretudo se elas forem acompanhadas de senso filosófico e moral. É esta mesma ética enviesada e glorificada pelos universalistas que faz com que um maestro como Roberto Minczuck vá a uma TV pública chamar a escola brasileira de música de boca do lixo. E a coletividade responsável em repudiar a visão primitiva do pomposo maestro, emudeceu-se. Com a ausência de um verdadeiro interesse pela música brasileira por um movimento de expressão, o maestro seguiu sua guerra paralela contra os músicos da OSB até às demissões dos mesmos e, finalmente, em plena luz do dia, em nome do “progresso técnico”, destruisse um dos maiores símbolos deste país, a Orquestra Sinfônica Brasileira. E se tudo isso reflete o vazio da nossa capacidade de repudiar os cacoetes do anacronismo anti-nacional, o restante do mundo musical brasileiro será levado ao extremo da destruição. É a química, é a arquitetura, é o prejuízo com que a nossa falta de solidariedade com a música do Brasil nos brinda. Talvez precisemos, no Brasil, como no mundo árabe, de uma “primavera musical”, aonde os músicos, os artistas abandonassem a sua lógica de sobrevivência individualista e se comportando como parte da sociedade, tomassem os espaços públicos para pressionar o poder público. A pergunta é: temos autruísmo para chegar a tanto? Temos coragem de correr certos riscos ou ficaremos na omissão caricata como se fôssemos um subproduto social que se tornou ausente dos interesses das questões nacionais? Acho que as fronteiras não são tão rígidas, estamos nos entregando a uma marginalidade dócil onde se admite praticamente perder o estado geral de nossa representatividade institucional para, de forma voluntária, buscar remédios para os nossos individualismos. Se o processo econômico nos divide, nos enterra intelectualmente, não é pelas mãos do governo que seremos içados. A sociedade cumpre o seu papel e, na maioria das vezes, não tem acesso ao que ela própria patrocina com seus impostos extraídos com o suor do dia a dia. Porque ao contrário do que é dito, o povo brasileiro sempre viu em seus artistas genuínos os grandes representantes de sua identidade, principalmente os músicos. Mas vamos à questão prática: vejo companheiros numa luta sem tréguas enfrentando montanhas de obstáculos para dar condição de sobrevivência minimamente digna aos músicos brasileiros, mas acaba que, diante da competitividade global imposta pelo financeirismo que tem criminosamente destruído sociedades inteiras, suas lutas que são de extremo valor ficam pequenas diante de um obstáculo e do abandono da solidariedade de muitos de nós. Por isso todo esse silêncio constrangido é absolutamente inaceitável, porque, ao invés de avanços, com o solo cansado, seguimos vendo as nossas raízes sendo envenenadas na produção industrial em estado de decomposição. E, se por um lado esse engodo em nome do marketing cultural, a dissimulação e o cinismo são os nomes dessa tática estratégica que apenas produz a glorificação da esperteza dos grandes conglomerados, a questão tributária que deveria cumprir o papel de democracia cultural, realiza em nome do próprio sistema uma violência estrutural contra a natureza de nossa própria história no campo da cultura. E como a nossa música é o principal fermento de nossa solidariedade artística, a negligência com toda a produção, acaba por servir à morte de políticas voltadas a um processo que nos dê ao menos a capacidade mínima de competir no território nacional contra essa perversidade. Precisamos de um discurso único, um discurso que permita que não só resistamos ou sobrevivamos às muitas instituições que lutam aqui embaixo pela valorização da música e do músico brasileiros, precisamos de um padrão único em que o mesmo seja o cérebro de um sistema de forças capaz de pensar o ano inteiro o mundo musical que se realiza no território brasileiro. A minha proposta que inúmeras vezes enviei aos Ministros Gil e Juca e que nunca se realizou, é que a música do Brasil que é um patrimônio do povo brasileiro esteja entre os baloartes que compoem as instituições vinculadas ao MinC, assim como o IPHAN e etc., tomando como parâmetro uma nova modalidade, uma nova regra de produção e consumo em que as finalidades obedecessem à ordem do território da música. Sem esta base, continuaremos, diante de tanta competitividade no mundo globalizado, a viver de compaixão. Por isso temos que convocar o pragmatismo e fazer da música do Brasil uma instituição dentro do Ministério da Cultura com capacidade técnica e científica que se disponha a valorizá-la, primeiro, em nível geográfico local e, depois, em nível global. Só assim teremos novas soluções organizacionais capazes de interferir nas políticas públicas e nas empresas que manipulam milhões de verbas públicas com a Lei Rouanet em nome do processo e da produção artística, cada vez menos nacional. Isso significa que está mais do que na hora de fazer desta GRITA tão bem exposta por Sergio Ricardo, o início de uma mobilização nacional em nome da música do Brasil. O que estamos esperando?
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QUARTETO TAU E FERNANDO CASELATO - SÃO PAULO

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 26.11.11



No 1º bloco o destaque vai para maestro, compositor e instrumentista fluminense Anacleto de Medeiros e o som do CD Anacleto de Medeiros, Arranjos e Regência de Rogério Duprat, lançado pelo selo Eldorado Memória.

No 2º bloco teremos como novidade o excepcional violonista e compositor paulistano Marco Pereira e o som do CD Cristal, lançado em 2010.

No 3º bloco a tônica é o CD GismontiPascoal, a música de Egberto e Hermeto, realizada a quatro mãos: o bandolinista e compositor Hamilton de Holanda e o pianista e compositor André Mehmari, lançado em 2010.

No 4º bloco teremos a presença elegante do cantor e produtor Carlos Navas e o som do CD Junte Tudo o que é seu – Canções de Custódio Mesquita em Voz e Piano, lançado em 2010.

O 5º bloco traz a contagiante música do potiguar Zé de Elias e o CD O Choro Forrozado de Zé de Elias, lançado no ano de 2002, pelo selo Acari.



Produção e Apresentação: Ruy Godinho


Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Acauã FM 87,9 Mhz ● Domingo 6h [Aparecida-PB]
Aperipê AM 630 Khz ● Terça 10h [Aracaju-SE] (www.aperipe.com.br)
Asdeca FM 98,5 Mhz ● Domingo 6h [Chã de Alegria - PE]
Amanhecer FM 104,9 Mhz ● Quarta 13h [Canindé de São Francisco - SE]
Beta FM 99,3 Mhz ● Sexta 18h [Campo Limpo - SP] (www.betafm.com.br)
Betel FM 87,9 Mhz ● Sábado 7h [São Francisco do Sul-SC] (betelfmsfc.blogspot.com)
Cacique FM 104,9 Mhz ● Domingo 6h [Palmeira dos Índios-AL] (www.radiocaciquefm.com.br)
Cidadania FM 104,9 Mhz ● Quarta 22h/Quinta 1h [Avaré-SP]  (www.radiocidadania.com.br) 
Cidade FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Diamantina - MG] (www.radiocidadediamantina.com.br)
Club FM 104,9 Mhz ● Sexta 12h [Manacapuru – AM]
Comunitária Voz Popular ● Terça 9h / Quarta 14h [João Pessoa – PB] (cpcc.webnode.com.br)
CPA FM 105,9 Mhz ● Terça 20h10/Sábado 15:10 [Cuiabá-MT] (radiocpafm.amaisouvida.com.br)
Digital FM 98,3 Mhz ● Sábado 12h [Maceió-AL]
Eco's Vida FM 87,9 Mhz ● Sábado/Domingo 18h [Fernando Falcão-MA] (www.radioecosvida.com.br)
Educadora de São José da Urtiga AM 1400 Khz ● Domingo 22h30 [São José da Urtiga – RS] (www.radioeducadoraurtiga.com.br)
Educadora Fafit FM 88,7 Mhz ● Domingo 8h [Itararé-SP] (www.educadorafafit.fm.br)
Ervália FM 105,9 Mhz ● Sexta 18h [Ervália-MG]
Estrela FM 104 Mhz ● Sábado 12h [Retirolândia-BA]
FM Portalegre 104,9 Mhz ● Domingo 13h [Portalegre-RN] (www.fmportalegre.com) 
Ibiapina FM 87,9 Mhz ● Quinta 15h [Florânia-RN]
Luzlândia FM 87,9 Mhz ● Quarta 15h [Conceição de Ipanema - MG] (radioluzlandia.blogspot.com)
Mandacaru FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Cedro - CE] (www.mandacarufm.com)
Nossa Terra FM 94,5 Mhz ● Quinta 15h [Dom Silvério - MG]
Nova Aliança FM 105,9 Mhz ● Sábado 8h [Piraúba - MG 105,9 Mhz] (www.fmnovaalianca.com.br)
Nova Geração FM 98,7 Mhz ● Sexta 9h30 [Cristiano Otoni - MG]
Planeta Verde FM 104,9 Mhz ● Sábado 7h [Taquaratinga - SP] (www.planetaverde.org.br/nossa_radio.php)
Progresso FM 87,9 Mhz ● Sábado 12h [São Pedro do Piauí – PI]
Rádio Comunitária Salomé FM 105,9 ● Sábado 10h [São Sebastião-AL]
RádioCom FM 104,5 Mhz ● Quarta 13h30 [Pelotas-RS] (www.radiocom.org.br)
RCB FM 104,9 Mhz ● Terça 13h [Boquim-SE]
Rede FM 95,5 Mhz ● Domingo 13h [Minduri - MG] (www.redefm.com.br)
Rincão FM 104,9 Mhz ● Domingo 7h [Rincão-SP] (rincaofm.com)
Santana FM 104,9 Mhz ● Domingo 9h [Santana do Cariri - CE] (www.comunitariasantanafm.com)
São Francisco FM 93,5 Mhz ● Sexta 23h [Montes Claros – MG]
São Gonçalo FM 87,9 Mhz ● Domingo 8h [São Gonçalo do Rio Abaixo-MG]
Shalon FM 105,9 Mhz ● Sábado 19h [Cassilândia-MS]
Tom Social Online ● Segunda 20h [Santana - SP] (www.tomsocial.com.br)
Tucumã FM 104,9 Mhz ● Sábado 0h [Tucumã-PA]
UEL FM 107,9 Mhz ● Quinta 22h/Sábado 13h (Londrina - PR) (www.uel.br)
UEPB Online ● Terça/Quinta 13h (Campina Grande-PB) (radio.uepb.edu.br/radio)
Universidade AM 800 Khz ● Sexta 23h [Santa Maria - RS] (www.ufsm.br/radio)
Universitária AM 870 Khz● Sábado 13h [Goiânia - GO] (www.radio.ufg.br)
Universitária Unifei AM 1570 Khz ● Terça/Sexta 8h [Itajubá - MG] (www.unifei.edu.br/radio)
Universitária FM 100,7 Mhz ● Domingo 10h [Viçosa - MG] (www.rtv.ufv.br)
Utopia FM 98,1 Mhz ● Quarta 17h30 [Planaltina - DF] (www.utopia.dissonante.org)
Vale Do Araguaia FM 104,9 Mhz ● Segunda 12h [São Miguel Do Araguaia - GO]
Vicência FM 98,5 Mhz ● Quarta 9h (durante o programa Bom Dia Vicência) [Vicência – PE]
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VARAL

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

POA

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MQ
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PARADA CULTURAL - BRASÍLIA

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Penúltima edição do Curta a Cena de 2011 - BELÉM

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Penúltima edição do Curta a Cena de 2011 reúne
Qorpo Santo, Nelson Rodrigues e Bertolt Brecht

Projeto do coletivo A Casa da Atriz, espetáculo reúne atores  para performances onde o que vale é o sentimento humano.

Pequenas cenas de grandes autores falam
do humano e do divino em cada um de nós.

 A Casa da Atriz – coletivo de artistas e técnicos em artes cênicas – apresenta mais uma edição do Curta a Cena, mostra de performances com duração média de dez minutos, nos dias 24, 25 e 26 de novembro, quinta, sexta e sábado, sempre às 20h00, na sua sede, que fica na Rua Oliveira Belo, nº 95, entre Generalíssimo e D. Romualdo de Seixas. A mostra é um exercício do fazer teatral que inclui textos de autores renomados e de autoria dos próprios atores, além de múltiplas linguagens cênicas.
Eu sou. Essa pequena frase de conotações bíblicas reflete muito bem o espírito deste trabalho que reúne atores e atrizes para num exercício de convivência, simplicidade e confiança, receber o público e com ele dividir sua lida e sua vida.
Batizado de “As Relações Naturais”, é um espetáculo itinerante que inicia em frente à Casa e segue pelos cômodos adentro. Cada espaço é preenchido por uma história diferente, ligadas entre si por pequenos detalhes, como a cenografia econômica e algumas vezes simbólica – referência ao teatro japonês – e um certo confinamento dos atores em pequenos espaços, além de elementos presentes em cenas diferentes. As cenas são costuradas por Leão, personagem interpretado por Nilton Cézar, que conduz os espectadores.
“Gosto de falar de gente. Meus livros, filmes e peças prediletos são sempre aqueles em que o ser humano é o miolo. Tudo girando em torno dessa misteriosa e magnífica criatura.” Justifica Hudson, diretor do espetáculo.
LOUCURA, FAMÍLIA E SEXO
Para intercalar as cenas foram escolhidos trechos da obra do escritor gaúcho José Joaquim Leão, autodenominado Qorpo Santo. O título do espetáculo, As Relações Naturais, faz referência a uma de suas peças, textos densos e estranhos, escritos por um homem que lutou grande parte da sua vida contra o estigma de louco.
Um momento de grande beleza e emoção está em “A Dama da Noite”, onde a atriz Thatiana Rabelo interpreta personagem de Caio Fernando Abreu: “Queria falar de uma situação corriqueira, de uma pessoa comum, mas acabei encontrando uma mulher que procura o verdadeiro amor de uma forma nada banal”. Já o ator Leoci Medeiros, que atualmente pesquisa a vida de Bertolt Brecht, leva à cena um belíssimo poema do dramaturgo alemão: “Brecht exige muito do ator. É um trabalho que precisa ser muito bem vivido, técnica e emocionalmente.” Já Dheyvyth Guylhermeth e Cleber Cajun vivem uma cena chocante de Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues. “Entre tantos personagens televisivos que ridicularizam os gays, é bom mostrar que o amor entre homens, mesmo violento, pode ser verdadeiro sem ser caricato”, afirma Cleber, que também conta a história da sua família em “Nada de Novo Debaixo do Sol.”
Estão ainda no elenco Juliana Porto, Fernando Sarmento e Bernard Freire. A ambientação cênica é de Néder Charone, a Iluminação de Sônia Lopes, assistência de Luciana Porto e produção de Yeyé e Paulo Porto
“Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas...”, diz Hudson Andrade lembrando a canção de Lenine. “Onde mais, senão no teatro, pessoas tão diferentes poderiam sobreviver debaixo do mesmo teto?” conclui o diretor.

SERVIÇO:
Curta a Cena: As Relações Naturais. Dias 24, 25 e 26 de novembro de 2011, sempre às 20h00. Direção: Hudson Andrade. Produção de Yeyé e Paulo Porto. Contatos: casadaatriz@gmail.com / 8199 1322 / 8290 3165 / 8290 3166 / 8733 2067.

PARTICIPE DA CAMPANHA PERMANENTE DE DOAÇÃO DE PAPEL PARA NOSSAS ATIVIDADES.
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sem liturgia

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O tempo finca
A demanda
Porosa e fria
E desmanda

Nenhum amor
Quando súdito
Pode sentir
As coisas do rei

Ele vive é sem liturgia
Vestindo-se de enlevo
Sem simulações

O medo não é medo
Quando parece sentido
E só escolhe o perdão

Seu jeito súbito
Denuncia a razão
E coloca loucura
Em todas as mãos


MQ
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

JEFF GARDNER - RIO DE JANEIRO

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GUIMARÃES ROSA


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Mas até hoje eu represento em meus olhos àquela hora, tudo tão bom; e, o que é, é saudade.”

Guimarães Rosa



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domingo, 20 de novembro de 2011

MARIA FERNANDA - POESIA EM UM OLHAR

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Fotografia: Maria Fernanda
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Fotografia
Para Maria Fernanda


O instante deu-se aos olhos
Os olhos se entregaram ao instante

Único em si
Único em mim

Gestos de cores
Tons, sombras
E nuances
Deixando se capturar

Fração de tempo
Fração do olhar

Revelação...

Duas harmonias se olhando
E misturando belezas

O clique registra
Gravando a imagem
De quando o instante
Fotografado me fotografou
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MQ
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Nascimentos

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Quando tua boca vadia me percorre
Macia, molhada, sedutora
Um deus nasce em volta
Sem saber se explicar
Tão sem rumo o coitado
Nem sabe pra onde olhar

Se as mãos, se permitindo
Se os olhos, vazios de medo e dor
Ou se o arrebatamento
De dois corpos em um só

Implora, quer a beleza
E a liturgia da intensidade
Que seu credo quer negar

Prepara tanta razão
Para o silêncio desmanchar
Que finge até segredos
Mentindo para vendar

Quando teu desejo sem pudor me envolve
Lânguido, libertário, sedutor
Nasce dentro da minha carne
O ser sem deus que é o deus da tua carne

MQ
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sábado, 19 de novembro de 2011

QUINTAL

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MQ
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM?

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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 19.11.11

No 1º bloco o destaque vai para a Coleção Choro Carioca - Música do Brasil. O autor enfocado é o violinista e compositor Guilherme Cantalice, nascido em 1850 e que muito contribuiu para a diversificação instrumental do gênero. 
No 2º bloco teremos como novidade o único citarista popular do Brasil, o carioca Avena de Castro, e o som do LP Naquele Tempo, lançado em 1961.
No 3º bloco a tônica vai para os bandolinistas Déo Rian e Bruno Rian, pai e filho, e o som do CD Choro em Família.
No 4º bloco teremos a presença revitalizante do violonista, cantor e compositor mineiro – radicado em Brasília - Robson Rodrigues e o som do CD Só em Par, lançado no final de 2010. 
O 5º bloco traz o CD Forró e Choro Volume 1 - Marcelo Caldi e Fábio Luna, lançado no ano de 2008, finalista do Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor CD Instrumental.


Produção e Apresentação: Ruy Godinho


Ouça pela internet:
Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Acauã FM 87,9 Mhz ● Domingo 6h [Aparecida-PB]
Aperipê AM 630 Khz ● Terça 10h [Aracaju-SE] (www.aperipe.com.br)
Asdeca FM 98,5 Mhz ● Domingo 6h [Chã de Alegria - PE]
Amanhecer FM 104,9 Mhz ● Quarta 13h [Canindé de São Francisco - SE]
Beta FM 99,3 Mhz ● Sexta 18h [Campo Limpo - SP] (www.betafm.com.br)
Betel FM 87,9 Mhz ● Sábado 7h [São Francisco do Sul-SC] (betelfmsfc.blogspot.com)
Cacique FM 104,9 Mhz ● Domingo 6h [Palmeira dos Índios-AL] (www.radiocaciquefm.com.br)
Cidadania FM 104,9 Mhz ● Quarta 22h/Quinta 1h [Avaré-SP]  (www.radiocidadania.com.br) 
Cidade FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Diamantina - MG] (www.radiocidadediamantina.com.br)
Club FM 104,9 Mhz ● Sexta 12h [Manacapuru – AM]
Comunitária Voz Popular ● Terça 9h / Quarta 14h [João Pessoa – PB] (cpcc.webnode.com.br)
CPA FM 105,9 Mhz ● Terça 20h10/Sábado 15:10 [Cuiabá-MT] (radiocpafm.amaisouvida.com.br)
Digital FM 98,3 Mhz ● Sábado 12h [Maceió-AL]
Eco's Vida FM 87,9 Mhz ● Sábado/Domingo 18h [Fernando Falcão-MA] (www.radioecosvida.com.br)
Educadora de São José da Urtiga AM 1400 Khz ● Domingo 22h30 [São José da Urtiga – RS] (www.radioeducadoraurtiga.com.br)
Educadora Fafit FM 88,7 Mhz ● Domingo 8h [Itararé-SP] (www.educadorafafit.fm.br)
Ervália FM 105,9 Mhz ● Sexta 18h [Ervália-MG]
Estrela FM 104 Mhz ● Sábado 12h [Retirolândia-BA]
FM Portalegre 104,9 Mhz ● Domingo 13h [Portalegre-RN] (www.fmportalegre.com) 
Ibiapina FM 87,9 Mhz ● Quinta 15h [Florânia-RN]
Luzlândia FM 87,9 Mhz ● Quarta 15h [Conceição de Ipanema - MG] (radioluzlandia.blogspot.com)
Mandacaru FM 104,9 Mhz ● Domingo 12h [Cedro - CE] (www.mandacarufm.com)
Nossa Terra FM 94,5 Mhz ● Quinta 15h [Dom Silvério - MG]
Nova Aliança FM 105,9 Mhz ● Sábado 8h [Piraúba - MG 105,9 Mhz] (www.fmnovaalianca.com.br)
Nova Geração FM 98,7 Mhz ● Sexta 9h30 [Cristiano Otoni - MG]
Planeta Verde FM 104,9 Mhz ● Sábado 7h [Taquaratinga - SP] (www.planetaverde.org.br/nossa_radio.php)
Progresso FM 87,9 Mhz ● Sábado 12h [São Pedro do Piauí – PI]
Rádio Comunitária Salomé FM 105,9 ● Sábado 10h [São Sebastião-AL]
RádioCom FM 104,5 Mhz ● Quarta 13h30 [Pelotas-RS] (www.radiocom.org.br)
RCB FM 104,9 Mhz ● Terça 13h [Boquim-SE]
Rede FM 95,5 Mhz ● Domingo 13h [Minduri - MG] (www.redefm.com.br)
Rincão FM 104,9 Mhz ● Domingo 7h [Rincão-SP] (rincaofm.com)
Santana FM 104,9 Mhz ● Domingo 9h [Santana do Cariri - CE] (www.comunitariasantanafm.com)
São Francisco FM 93,5 Mhz ● Sexta 23h [Montes Claros – MG]
São Gonçalo FM 87,9 Mhz ● Domingo 8h [São Gonçalo do Rio Abaixo-MG]
Shalon FM 105,9 Mhz ● Sábado 19h [Cassilândia-MS]
Tom Social Online ● Segunda 20h [Santana - SP] (www.tomsocial.com.br)
Tucumã FM 104,9 Mhz ● Sábado 0h [Tucumã-PA]
UEL FM 107,9 Mhz ● Quinta 22h/Sábado 13h (Londrina - PR) (www.uel.br)
UEPB Online ● Terça/Quinta 13h (Campina Grande-PB) (radio.uepb.edu.br/radio)
Universidade AM 800 Khz ● Sexta 23h [Santa Maria - RS] (www.ufsm.br/radio)
Universitária AM 870 Khz● Sábado 13h [Goiânia - GO] (www.radio.ufg.br)
Universitária Unifei AM 1570 Khz ● Terça/Sexta 8h [Itajubá - MG] (www.unifei.edu.br/radio)
Universitária FM 100,7 Mhz ● Domingo 10h [Viçosa - MG] (www.rtv.ufv.br)
Utopia FM 98,1 Mhz ● Quarta 17h30 [Planaltina - DF] (www.utopia.dissonante.org)
Vale Do Araguaia FM 104,9 Mhz ● Segunda 12h [São Miguel Do Araguaia - GO]
Vicência FM 98,5 Mhz ● Quarta 9h (durante o programa Bom Dia Vicência) [Vicência – PE]
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MANIFESTO

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FERNANDO MERLINO - RIO DE JANEIRO

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Limites

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Percorrerei
Com meu corpo, o teu
Desvendarei todos os mistérios dele
Possuindo teus sentidos
Com avidez de querer morar
Dentro de ti, sempre

Sentirei teu cheiro mais íntimo,
Teu gosto
Arrepiarei cada vez
Que tua pele roçar minha pele
E te possuirei totalmente
Com vigor e suavidade

A mim pertencerás
E te pertencerei
Ilimitando os limites
Que tem qualquer lei


MQ
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LENINE - PORTO ALEGRE

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WANDA MONTEIRO - BELÉM

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A TERRA DO CHÃO

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MQ
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

49º FESTIVAL VILLA-LOBOS - RIO DE JANEIRO

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Os Festivais Villa-Lobos, desde sua criação, em 1961, promovem a obra de Villa-Lobos e de outros compositores brasileiros através de concertos de música sinfônica e de câmera, recitais e espetáculos de música popular e de dança. Uma mistura coerente com a personalidade aberta e perfil artístico diverso do compositor e com os ideais desse grande brasileiro, que sempre se manteve atento às coisas de sua terra e à sua divulgação, onde quer que estivesse.

Este ano o Festival celebra o centenário de nascimento dos compositores José Vieira Brandão, Nelson Cavaquinho e Assis Valente, os 80 anos de nascimento do clarinetista José Botelho, além do compositor Luciano Gallet, nos 80 anos de sua morte.

De sua programação constam as seguintes séries e eventos:



VILLA-LOBOS SINFÔNICO


Este ano o Festival traz duas novidades. Além da estreia carioca da Orquestra Sinfônica da Bahia, serão ouvidas, pela primeira vez, transcrições de obras para solista e orquestra que são o resultado do trabalho realizado em parceria entre os solistas e o maestro Roberto Duarte, responsável pela editoração de partituras que foram encomendadas pelo Museu Villa-Lobos especialmente para o Festival. Dessa forma o Museu busca oferecer alternativas de repertório, ampliando, assim, a difusão da obra villa-lobiana. Ver dia 26.



MOVIMENTO DE CÂMERA


A música de câmera, antes da sinfônica, é o lugar onde o músico, seja ele compositor, instrumentista ou cantor, encontra seu primeiro instante de realização artística. Grandes criações foram imortalizadas em pequenas formações, e o Festival apresenta algumas delas em sua programação.



IV FURNAS GERAÇÃO MUSICAL


Ministrada pelos integrantes de alguns dos mais importantes conjuntos de câmera do país, as oficinas são dirigidas a estudantes de música, instrumentistas de sopros em geral, cordas friccionadas e dedilhadas, pianistas, cantores, compositores e arranjadores, e as aulas visam fornecer conhecimento técnico-instrumental, prática de música em conjunto, práticas interpretativas e abordagens teórico-metodológicos sobre o repertório da música de câmera, em especial, da música brasileira.


 
JOVENS CAMERISTAS


Jovens instrumentistas, ainda em processo de formação, mas de inegável talento, reafirmam a vitalidade da música de câmera, alinhando compositores nacionais e estrangeiros em seus programas.



MESTRES EM CENA


Os três grupos de câmera que formam a equipe de professores responsável pelas oficinas “Formação em Música de Câmera” executam importantes obras do repertório escrito para cada uma dessas formações (quarteto de cordas, quinteto de metais e quinteto de sopros).



MÚSICA SEM FRONTEIRAS


A semente desta série foi plantada na 48ª edição do Festival sob o título “Villa-Lobos sem Fronteiras”. Seu sucesso levou à expansão do conteúdo, envolvendo outros autores além de Villa-Lobos e intérpretes que comumente passeiam pelos distintos mundos do universo das chamadas música erudita e música popular.



ENCONTRO DE GERAÇÕES


A proposta aqui é a de reunir intépretes de diferentes gerações da música popular brasileira, em encontros que retratam, de forma viva, um pouco da trajetória da nossa história musical.



CULTURA EM SANTA CRUZ


Bairro importante da Zona Oeste carioca, Santa Cruz, bem como bairros adjacentes, tem na Cidade das Crianças – um dos equipamentos da Secretaria Municipal de Educação – um ponto cultural que possibilita ao Festival iniciar a expansão de suas fronteiras.



CHORO NO JARDIM


Jovens músicos de choro se apresentam ao ar livre, no Jardim Botânico, mostrando não apenas temas tradicionais do gênero, como novas composições autorais.



CINE BRASIL MÚSICA


Mostra de filmes biográficos documentais e de ficção que contam um pouco da história de personagens e de movimentos musicais nacionais.



UM DIA NO MUSEU


O Museu Villa-Lobos abre suas portas para apresentar uma programação especial, voltada para o público infanto-juvenil, mesclando contação de histórias sobre Villa-Lobos e música instrumental e coral.



A MÚSICA E A ACADEMIA


Conectado ao universo pensante da música, o Festival traz a palestra “Villa-Lobos – Processos Composicionais” que revela características marcantes da criação villa-lobiana, além do lançamento do livro “A Questão Cavalier: música e sociedade no Império e na República (1846-1914)”, que estabelece relações entre música e sociedade naquele período, tendo como ponto de partida a trajetória de Carlos Severiano Cavalier Darbilly, antigo professor do Conservatório de Música do Império.

Mais informações:  http://fvl.art.br/


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MARCELO QUINAN - QUEBRANTE

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domingo, 13 de novembro de 2011

BIRATAN

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SERTÃO DO SÃO MARCOS - Novembro de 1999



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Foi numa tarde
de passarinhos,
de água clara.

O sol projetando
os espaços,
a ponte sugerindo
as ligações
do trabalho
com a saudade.

Era o terminar do século.

O computador portátil,
no banco traseiro do carro,
pronto para palavras antigas
e o Braço indo... indo...

De repente vi.

- Tarde, seu moço...

Perplexo respondi:

- Boa tarde.

Era Baldino,
Ojero, Borborema
e toda a mulada
entrando nos matos
no rumo de Ipameri.




Leia a obra completa aqui: http://sertaodosaomarcos.blogspot.com/
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sábado, 12 de novembro de 2011

ELOMAR, POR VINICIUS DE MORAES

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A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que "o sertão virar mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.



Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus anos de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou "causos" escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste.


Elomar nasceu em Vitória da Conquista, cidade que também deu vez a Glauber Rocha e Zu Campos, e depois de formar-se em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia...


Mas do que gosta realmente é de sua caatingueira, uma das mais ásperas do sertão brasileiro, onde cria bodes e carneiros. Já me foi contado que um de seus reprodutores, o famoso bode "Francisco Orellana", quando a umidade do ar apresenta seus índices mais baixos - que usualmente é 10 graus - senta-se em posição estratégica sobre as patas traseiras e não se peja de urinar na própria boca, de modo a aproveitar, num instintivo e engenhoso recurso ecológico, a própria água do corpo para dessedentar-se.


E tem a onça. Vez por outra, a madrugada restitui a carcaça sangrenta de um bode ou um carneiro, e todas as preocupações cessam, a não ser chumbar a bicha. E a conversa entre os fazendeiros fica sendo apenas essa: onça, suas manias, suas manhas, seus pontos fracos.


Todo mundo se oncifica. Elomar sai à noite para tocaiá-la, e quando a avista só atira nela de frente.


- Um bicho que vem de tão longe para matar meus bodes, esse eu respeito! - diz ele em seu sotaque matuto (apesar da boa cultura geral que tem) e que faz questão de não perder por nada, enojado que está da nossa suposta civilização.


Quando lhe manifestei desejo de passar uns dias em sua companhia e de sua família (Elomar é casado e tem um par de filhos, sendo que a menina tem o lindo nome de Rosa Duprado) para descobrir, em sua companhia e ao som do excelente violão que toca, essas estrelas reconditas que já não se consegue mais ver nos nossos céus poluídos, Elomar me disse:


- Pode vir quando quiser. Deixe só eu ajeitar a casa, que não está boa, e afastar um pouco dali minhas cascavéis e minhas tarântulas...


É... Quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da música de Elomar, que eu vou acabar amarrando um bode definitivo e ficar curtindo uma de pastor de estrelas...


Vinicius de Moraes


texto para a contracapa do disco "Elomar ... das barrancas do Rio Gavião", de 1973


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