domingo, 28 de fevereiro de 2010

BIRATAN

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TELELÉM DO JABOTI EM KATUKINA

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Fotografia: Digo



Telelém do Jaboti


Shawe kepotaí, telelém, telelém.
Shawe hiko pai’ iki, telelém, telelém.
Shawe shava yamá
Kena iyama’ i
Ahawe repikiyãna’ i
Ahava keyos rakata’ i
Telelém, telelém, telelém,
Telelém, telelém.

Brasil kepo taí, telelém, telelém.
Brasil hiko pai’ i’ ki, telelém, telelém.
Noke shava yamá
Manata iyama’ i
Repi noshõ oikoiwê
Brasil shavapá rakawê
Telelém, telelém, telelém,
Telelém, telelém...
.. *
MQ
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OFICINA DE PRODUÇÃO CULTURAL - RIO DE JANEIRO

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

CAROL MORALLES - SERES COLETIVOS

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Encontrados – [Em contra dos]


Entre contro-versos
Se encontram marcas
De palavras latentes
De saudades poentes
De angústias valentes
De ponteiros passantes
De sorrisos avessos.

Nesta contra-dança

Se encontram pedaços
De olhares indecifráveis
De dogmas irreparáveis
De sonhos inquebráveis
De beijos irrecusáveis
De silêncio… que encanta.

Carol Moralles - http://dicionariocotidiano.blogspot.com/
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Seres coletivos - http://serescoletivos.com/
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GUIMARÃES ROSA

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Fotografia: MQ

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BAR-TEATRO MARACAIBO

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Bar-teatro Maracaibo
Para Norberto e Floriano


A mesa vinte e um
Com havidas
Ramificações nas demais
Deste refúgio de piratas

Com a devida acordância
De seus dirigentes e auxiliares

Toma o instante
Apossando das vozes
E de toda emoção nelas contidas

E presta um juramento
De fidelidade definitiva


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MQ
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

JAC. RIZZO - Está chovendo na roseira


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A minha emoção hoje é o universo!
Quando soube que os telescópios espaciais da Nasa,
haviam feito uma nova e incrível descoberta,
fiz uma viagem interplanetária.
Minha imaginação fez passeios pelo espaço sideral. Mas mesmo com toda
boa vontade, não cheguei nem perto de compreender tal grandiosidade.

Que virtual nada, meus queridos!
A grande viagem hoje, é muito mais longa!
Percurso que só podemos realizar em nossa imaginação.

A novidade é um novo anel em volta do planeta Saturno.
E não se trata de só mais um anel, não. Essa gigantesca 'criatura'
se estende em uma circunferência a seis milhões
de quilômetros do planeta.
Essa distância já me causa angústia.
Ser tão pequena, me enche de sentimentos de insignificância.
E, dizem os cientistas, dentro dele caberiam aninhados,
um bilhão de planetas iguais ao nosso.

São informações que podemos perfeitamente dispensar.
Hoje, por exemplo, estava pensando em escrever sobre as emoções
que deixo escondidas nas entrelinhas.
E que podem ser apanhadas e interpretadas de outras formas.
Emoções que deixo livres, sem destino, à deriva,
sem lenço ou documento algum.

Confesso que vivo, a maior parte do tempo, sem nem
pensar nessas 'aberrações'.
Essas informações, mexem com os meus conteúdos.

E precisamos de tão pouco!
O barulho da chuva no telhado, o cheiro da terra molhada,
a água caindo, as florinhas tímidas que surgem encharcadas
nas manhãs, o sabor de um beijo ou um olhar profundo e quente,
é tudo que precisamos lembrar!

..."Precisamos apenas viver - sem nome,
nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como
os bois, as mangueiras e o ribeirão."
Trecho de Um sonho de simplicidade, de R. Braga
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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 27.02.10

O destaque do 1º bloco vai para a Coleção Princípios do Choro. O compositor enfocado é Guilherme Cantalice, nascido no Rio de Janeiro em 1850 e que foi o primeiro violinista compositor de choro.

No 2º bloco, o destaque vai para o CD Dilermando Toca Pixinguinha, com uma série de clássicos do mestre do choro interpretados pelo exímio violonista paulista Dilermando Reis.
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No 3º bloco, o destaque vai para os bandolinistas Déo Rian e Bruno Rian e o som do CD Choro em Família, acompanhados pelo Conjunto Noites Cariocas, lançado no ano de 1996.

No 4º bloco teremos o violonista e compositor mineiro - radicado em Brasília - Robson Rodrigues e o som do CD Só em Par. Destaques para o choro cantado por Célia Porto e uma modinha interpretada por Tetê Espíndola.

No 5º bloco, o destaque é o CD Forró e Choro Volume 1 - Marcelo Caldi e Fábio Luna, lançado no ano de 2008, que ficou entre os três finalistas do Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor CD Instrumental.
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Ouça pela internet:

Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: www.fm94.rj.gov.br
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.

Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho
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MARIA LÍDIA - BELÉM

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ESPERA

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Espera


Hoje um poeta
Amanheceu em vigília
Na sala da minha casa

Enquanto de lá não
Saírem os vestígios
Da tua presença
Ele também não sairá

E a poesia
Com seus punhais
Vai esperar calada
Um homem sonhar


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MQ
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

GUIMARÃES ROSA

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“Eu acho que o enjôo da paz será também algum outro medo da guerra...”

João Guimarães Rosa




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HOMENAGEM A WALTER ALFAIATE E SEU SAMBA - RIO DE JANEIRO

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SURUBA ANTROPOFÁGICA - MACAPÁ

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DEMANDA - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Demanda


Telelém... Telelém... Telelém...
Erê... terra Katukina...
Telelém... Telelém...

Ajuda peço aos senhores
No jeito triste e cansado
Com que sinto tantas coisas
Chegando de todo lado

No rosto estampo a tinta
Que é meu jeito de rezar
Se resistência dá a vida
Disso não vou reclamar

Como as samaumeiras
Cujas raízes se abraçam
Sou fincado nessa terra
Onde os rios me enlaçam

Muito não sei responder
Nem sei tanto de mim
Se veio me conhecer
Não me abandone assim

Telelém... Telelém... Telelém...
Erê... terra Katukina...
Telelém... Telelém...


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MQ
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BIRATAN

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HUMBERTO A.K.A HUMBIAS - CURRIOLA


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CURRIOLA

pregresso
acesso
ingresso
congresso
recesso
confesso
processo
sucesso

é tudo verdade
ou um mero retrocesso?

Humberto a.k.a humbias - desvalidos.blogspot.com
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http://serescoletivos.com/

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FOTOGRAFIAS - EXPOSIÇÃO VIRTUAL - CASCA, MUSGO, SOMBRA, COR

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LUCIDEZ

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lucidez


a escuridão retalha as ruas
e duas esquinas disputam
quem copula a cadela

o vício da miséria
fere narinas
entorpece dentro
e disputa
com o cheiro que cola
noite a noite
como brincar

o vício da miséria
sacia as trevas
mas quer sempre mais
e vai inventando
variações
para sua droga podre


troca sangue
por sangue
qualquer dono
qualquer dano
qualquer ramo
reinventado
em nova droga

bairros inteiros
espalhados
pela noite
engolindo
sujas de miséria
as cidades
que dormem o dia

a lucidez insone
dispara o canto
me liberta e me prende
em todos os ângulos
que formam os vãos


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MQ
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

NAVEGAR - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Navegar

Oportunei do momento...
São Miguel, telelém...
Uaupés, Tiquié,
Içana, Xié... Erê Rio Negro...

Balancei mareado
Aprendi navegar
Nas águas distantes
Camanaus, telelém...
Telelém... vou pra lá

Gavião risca olhos
No espelho do rio
Corre mata, corre céu
Brilha um resto de sol

São Miguel telelém...
Uaupés, Tiquié,
Içana, Xié... Erê rio Negro...
Ensinando chegar
Telelém... telelém...


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MQ
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

CICATRIZ

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cicatriz


tantas marcas
mas sobra lugar
para colocar a tua

no começo será chaga
doerá
provocara comoções
de absoluta dor

mas com o tempo
este natural remédio
te terei na lembrança
serás cicatriz


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MQ
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

CANTO DE CHEGADA - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Canto de chegada


Erê! Pari-Cachoeira, Içana,
Iauaretê, Taracuá e Piraquara
Telelém... Já cheguei...
Lá do fundo de lá

Na festa vim pra somar
Com a alegria daqui
A que trouxe de outro lugar

Vim procurar o futuro
Jogando pra semear
Os modos que apuro
Em cada lugar que passar

Nos gestos de aqui lembrar
O nome que se esqueceu
É jeito de encontrar
Um riso que não morreu


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MQ
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BIRATAN

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

XII FESTIVAL DE SERESTA SÍLVIO CALDAS - RIO DE JANEIRO

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RUY GODINHO - RODA DE CHORO


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RODA DE CHORO

Especial Reminiscências dos Chorões Antigos



Em 1936, o violonista e cavaquinista amador Alexandre Gonçalves Pinto, escreveu e lançou o livro “O Choro – Reminiscências dos Chorões Antigos”. O Animal - como o autor era conhecido - sistematizou os nomes e os respectivos instrumentos de centenas de chorões, desde 1870 até o ano do lançamento.



Na opinião do pesquisador e historiador Ary Vasconcelos é o pior e, ao mesmo tempo, o melhor livro sobre Choro. “O pior porque poucos livros já lançados em todo o mundo foram tão mal escritos e tão massacrados, para não falar da revisão, que certamente sequer existiu. Mas também o melhor, apesar de todos os desmantelos gramaticais... Um livro insubstituível. Não fosse ele e nada saberíamos hoje da existência de dezenas e dezenas de chorões que ressurgem para todos nós, precisamente graças à pena canhestra de Gonçalves Pinto.”


O livro “O Choro – Reminiscências dos Chorões Antigos” será destaque durante todo o programa, ilustrado com músicas de Galdino Barreto, Viriato Figueira da Silva, Quincas Laranjeiras, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado, Leandro Santanna, Capitão Miguel Rangel, Cícero Teles de Menezes e outros compositores dos primórdios citados no raro livro.
Ouça pela internet:

Rádio Câmara, Brasília:
www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.

Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro:
www.fm94.rj.gov.br
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.

Produção e apresentação: Ruy Godinho


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ALMA QUE AMA

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alma que ama


por não te conhecer tanto
és perfeita dentro de mim,
assim, idealizo, sonho
e sofro a tua ausência

alma que me ama
minha alma também te ama
mas está, ainda, aprisionada
no meu corpo
que todos os dias sente saudades
do teu corpo e da tua alma

alma que me ama
prisioneira como a minha,
vivendo a ilusão de ser só alma,
num corpo que não conheço tanto
mas que é perfeito dentro de mim

alma que me ama
num dia nem vestígios
do meu corpo haverá
um dia quando só alma for,
no espaço infinito das almas,
ainda, doerá a lembrança
de tê-la tido, sem tê-la
de tê-la esquecido, sem esquecê-la


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MQ
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MOVIMENTO CULTURAL VIVA ARTE - BRASÍLIA

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

GILKA MACHADO - 1893/1980

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...

Por este fim de dia
- ponte alongada e esguia -
paira suspensa
no ar
esta saudade imensa,
esta saudade que se encaminha
da minha vida para a tua,
da tua vida para a minha.

...

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HUMBERTO A. K. A. HUMBIAS - SERES COLETIVOS

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Mea Culpa

tento não me entregar
não me render facilmente
crio fantasias desformes
expectativas infundadas
mas meu pensamento me trai

uma tortura
uma loucura
um infinitivo plural

são as mesmas canções
as mesmas estrofes
o mesmo teor
de anteontem
mas não suporto
e meu pensamento me trai

e na minha tristeza natural
poética, amealhada junto aos anos
meu pensamento me trai
com sintomas instantâneos de alegria

Humberto a.k.a. humbias
http://desvalidos.blogspot.com/


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Seres Coletivos -
http://serescoletivos.com/
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LUGAR DE TOCAR - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo



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Lugar de tocar


Toco em porta de igreja
Em adro e casarão
Lugar que tiver vazio
E merecer atenção

Canto até pelo caminho
Misturando a direção
O riso jogo no vento
Da vida tiro o refrão

Boraró me viu no mato
Quis ouvir o meu cantar
Eu cantei o telelém
Ele riu de se mijar

Erê! Paricatuba...
Serra Baixa, Taracuá...
Boraró já me pediu
Que lhe ensine a cantar
Erê! Telelém... Telelém...
Erê! Telelém... Telelém...



MQ
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

GUIMARÃES ROSA

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Fotografia: MQ
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DENTRO DE VOCÊ

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dentro de você


dentro de você corre um rio
mora um pássaro, tem uma canção
lá bem dentro a semente
seu pedaço na paixão
apronta os passos de viver
qual castelo de estrelas
sobre as pedras do seu reino
deixarás para ele ver?
qual canção que tens por dentro
deixarás nele cantar?
e que rio legarás?
quando a sede ele beber

quem tem dentro seu pedaço
tem um rio, tem um pássaro
convivendo no espaço
com o fio, com os laços
que amarram as canções


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MQ
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

TILI OLIVEIRA - CURTO E GROSSO

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Ei,

Ei,

espere aí Seu Poeta

Isso aí? que? seu sexo?

pois saiba que não só pra poesia?

que mantenho o olho aberto!
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Tili Oliveira - http://serescoletivos.com/

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MEU PENSAMENTO - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Meu pensamento


Erê! Paricatuba...
Serra Baixa, Taracuá...
Erê! Eu vim de longe
Pra lá que vou voltar
Telelém... Telelém...

Sozinho o mundo gira
Sozinha eu quero estar
E olhar em cada volta
Sozinha com meu olhar

De ontem tenho saudade
De hoje eu já cansei
Vou logo pro amanhã
Pra ver o que acharei

Pimenta que não arde
Só serve pra temperar
O mundo é envolvente
Descende de cada olhar

Escondi meu pensamento
Numa estrela pra te dar
Quando olho o firmamento
Contigo eu quero estar

Erê! Paricatuba...
Serra Baixa, Taracuá...
Erê! Eu vim de longe
Pra lá que vou voltar
Telelém... Telelém...

MQ
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

GISELLE ZAMBONI - Pós-Poema

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Espremem meu peito as letras que não querem viver soltas

Células bailantes de grafia endérmica

Sanguíneos grifos misturados na fotossíntese interna, seiva ainda

Ilusória sensação parturiente, de as fazer nascer, poemas-gentes, nascituros versos

Parto pós-maduro de uma inspiração entregue, poema sem nome, futuro!

Giselle Zamboni http://serescoletivos.com/

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DESVARIO DE VIVER

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desvario de viver


é artimanha, amiga
buscar na lembrança
de outros amores
refúgio para esse desamor

é artifício, amiga
saber diferenciável
sozinho
absolutamente único
e pertencer, amiga
apenas à saudade
que lateja em mim

é desejo, amiga
que o meu corpo
com a emoção que nele habita
possa continuar produzindo
acumulando
e gastando energia
no desvario de viver
tão distante
do que se quis ter


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MQ
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OITCHÔ - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Oitchô...


Erê... terra Katukina...
Xankõ... Pássaro Ajudador...
Oitchô... terra Katukina...
Telelém... Telelém... Telelém...

Oitchô... Empresta-me teu riso
Rindo do que é miúdo
Mostra talo que vira folha
E ramo se abrindo ao mundo

Deixa-me banhar no rio
Pescar de rede, comer raiz
Imitar o teu silêncio
Ao ouvir o que me diz

Mostra-me se convivi
E mora no teu olhar
O triste que tem aqui
Que teimo em reparar

Ensina-me a ficar quieto
E não ter no que pensar
Esquecer os meus desejos
Para essa vida me desejar

Kaitchô...
Eu vim por aqui
Kaitchô...
Eu passo por lá
Kaitchô...
Eu levo daqui
E deixo aonde passar

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MQ
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

JAC. RIZZO - Canção de amar

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Enquanto não vens,

sou ave que voa alto,
palmeira abanando

ao vento.
Fico cismando
segredos,
chuvas finas,
arrepios.

Me transformo em rio
sem margem,
fico líquida,
transbordo

E na areia, na crueza
dos desertos,
lagos faço brotar

Enquanto não vens,
meu coração
bate lento,
fico suspensa no ar


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Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/
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DIA DE SÃO JOÃO - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Dia de São João


Vela desce o rio
Ilumina quem ficar
Mesmo sendo só um fio
O Negro vai te levar
Telelém... Telelém...

Varro a vila e a vida
No dia de São João
De todos que aprendi
É santo de devoção

Acendo cada pavio
No dia de São João
Pra luminar o caminho
De andar em procissão

Mãos dadas ao destino
Dispensando a solidão
Ando com o meu vizinho
Sentindo que sou irmão

Vela desce o rio
Ilumina quem ficar
Mesmo sendo só um fio
O Negro vai te levar
Telelém... Telelém...

MQ
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sábado, 13 de fevereiro de 2010

GUIMARÃES ROSA

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Fotografia: MQ

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RODA DE FOGO

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roda de fogo


é, é no terreiro roda de fogo
que a viola faz o seu jogo
é no terreiro roda de fogo
que a viola quer pontear
e, e na dolência desse seu jogo
espalhando saudade na carusma
que risca o ar e o breu da noite
geme pra chamar um claro de lua
doida pra bordar seu fio de notas
nas pontas do luar

é, é no terreiro roda de fogo
que a viola perde o jogo
é no terreiro roda de fogo
que a viola põe-se a chorar
só, só a fogueira joga seu jogo
porque a lua não sai pra jogar


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MQ
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 13.02.10


O destaque do 1º bloco vai para a Coleção Princípios do Choro. O compositor enfocado é Candinho Trombone, nascido no Rio de Janeiro em 1879, e que foi mestre em criar armadilhas para os músicos, em composições de difícil acompanhamento.

No 2º bloco, o destaque vai para o CD Bomfiglio de Oliveira, Compositor e Trompetista de Ouro. Nascido em Guaratinguetá/SP, em 1891, Bonfiglio foi considerado o maior pistonista do Brasil pelo Presidente Washington Luís, em 1930.

No 3º bloco, o destaque vai para o genial instrumentista baiano Armandinho e as versões pops de clássicos do choro, constantes do CD Pop Choro, lançado no ano de 2009.

No 4º e 5º blocos, teremos a presença competente do jovem compositor, arranjador e cavaquinista João Callado e o som de seu primeiro CD solo, homônimo, recheado de participações especiais importantes: Teresa Cristina, Maria Teresa Madeira, Rildo Hora, Itamar Assieri, Jorge Helder e outros.


Ouça pela internet:

Rádio Câmara, Brasília:
http://www.radio.camara.gov.br/ (rádio ao vivo), sábados, 12h.

Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro:
http://www.fm94.rj.gov.br/
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.

Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.


Produção e Apresentação: Ruy Godinho


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FORÇA - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Força


Erê! Força que junta força
Espalhando quem for levar
Telelém bati na porta
Tenente deixou entrar
Telelém... Telelém...

Depressa passam as nuvens
Ao longe já vêm estrelas
O tempo gastou o tempo
Da minha visão de obreiro
Parece a cobra-grande
O rio que vi primeiro

O morro adormeceu
O Negro ficou pra trás
Urgência de cada imagem
Em se deixar onde está
Urgência do Solimões
Acenar pra quem passar

Palavras de brancas barbas
E a música de um piano
Idéias soltas no vento
Indo e vindo todo ano
Em cada encontro refaço
As cores que vim pintando

Telelém bati na porta
Tenente deixou entrar
Erê! Vamos voando
No rumo de onde chegar
Telelém... telelém...

MQ
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

BIRATAN

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FREDERICO GALANTE - Seinão


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O mundo tanguiu
Ao redor da jibóia branca
De cujo rabo se faz
O pito

Pito que leva
O bacuri esquecer
Do peito que já
Leite não dá

Pois todo esse leite
Vai
Vai é que vai
De modo seinão
Prá jibóia tufar

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TERRA MORENA

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terra morena
para nazaré pereira


pendurei a floresta
na barra da saia
balancei os babados
no oiapoque e chuí

acendi o carvão
perfumado
com minha verdade
e no cós do rendado
levei tudo dali

bebi boca de rio
e fui pra paris
cantar minha herança
na voz que dança
de cor os brasis

siriá, siriou
reizado, rezou
moda, xote
xaxado, carimbó
e baião
danço samba de cuia
girando girando
espalhando as mãos
e sentindo a saudade
da terra morena
do meu xapuri


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MQ
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

BIRATAN

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EMBAIXADOR VINICÍUS DE MORAES

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Câmara aprova promoção de Vinicius de Moraes

Via Globo Online:
Bernardo Mello Franco

Trinta anos depois de sua morte, o diplomata cassado Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes vai virar embaixador. A Câmara aprovou nesta terça-feira a promoção do ex-servidor a ministro de primeira classe do Itamaraty, cargo mais alto da carreira diplomática. O ato reabilita a trajetória profissional do poeta Vinicius de Moraes, que foi perseguido pela ditadura militar e expulso do Ministério das Relações Exteriores em abril de 1969, com base no Ato Institucional n 5 (AI-5).

Redigido por amigos de Vinicius no Itamaraty, o texto da promoção passou três anos numa gaveta do Ministério do Planejamento. Foi finalmente enviado ao Congresso no fim de 2009, depois que uma reportagem do GLOBO revelou bastidores da demissão sumária do poeta . Documentos inéditos do Serviços Nacional de Informações (SNI) comprovaram que ele foi vigiado de perto por diversos órgãos de espionagem, incluindo a polícia da antiga Guanabara e o temido Centro de Informações da Marinha (Cenimar).

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http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/09/camara-aprova-promocao-de-vinicius-de-moraes-morto-em-1980-ministro-de-primeira-classe-915829218.asp

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PENA BRANCA

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JURO TI LEMBRAR - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Juro ti lembrar


Erê! Um galante na proa
Eu digo o que vim pra contar
Usando as palavras que ouvi
Telelém... juro ti lembrar
Telelém... telelém...

Balança gaiola de rio
Espera a rede dançar
Quem vem aqui é bem-vindo
Quando se faz respeitar
Se chega somente pedindo
Mulher, tabaco aluá
É certo que melhor é ir indo
Ser bem-vindo em outro lugar

Vim morar num piantã
Erê! Encontrei meu lugar
De cantar o telelém...
Na terra que vai para o mar
Telelém... telelém...


MQ
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AZIZ COSAC - FATALIDADE

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Clique no texto para ampliá-lo

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MERUIN - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Meruin


Erê! Meruin... Telelém...
Erê... terra Katukina...
Telelém... Telelém... Telelém...

Coço meruin...
Aprendo a cantar
Com o sapo canoeiro
Que vive lá no lugar

Coço meruin...
Aprendo responder
Isso não é não
Isso também não é

Cato katukin...
Descubro que é simples
A vida só tem a vida
Para a morte encontrar

Erê! Katukin... Telelém...
Erê... Telelém... Telelém... Telelém...


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MQ
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PIUM - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Piun


Erê! Piun... Telelém...
Erê... terra Katukina...
Telelém... Telelém... Telelém...

De dia espanto piun
E brinco pra aprender
No simples de cada vida
O jeito que quero ser

Fazendo igual papel
No dia que vive no dia
Em riso que é coletivo
E combina em harmonia

Forjando, treinando o corpo
Brincando de conhecer
Aonde o gesto termina
Aonde ele pode nascer

Erê! Piun... Telelém...
Erê... terra Katukina...
Telelém... Telelém... Telelém...


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MQ

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

ALTER DO CHÃO - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Alter do Chão


A água que risca bonito
Meia lua de areia
Numa terra sem rabisco
Erê! Alter do Chão...
Telelém... telelém...

Olhos de jacarés
Em breu de imensidão
Esturro de guariba
Gritando pra escuridão

Reconheço minha voz
No timbre de cada chão
Urutau canta escondido
Escondendo a direção

Meu sono é felicidade
Vigília no coração
Em volta de cada cheiro
Lua baixa deixa o clarão

E quando estou dormindo
Sou rio de mansidão
Na noite esparramada
No meio da cerração

Erê! Alter do Chão...
Palavra conta o que quer
Varando cada segundo
No canto que dança o sairé
Telelém... telelém...


MQ
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

JAC. RIZZO - Inutilidades

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Ouvir no parapeito da noite
o silêncio ensurdecedor das madrugadas.

Esperar nos anéis da lua
uma tarde de amor que não virá

Conhecer a infinita
solidão dos minerais

Juntar fragmentos
de um tempo que já se quebrou

Recuperar em cada amor
a magia do olhar que já passou


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Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 06.02.10

Especial Duos

Recentemente, ao produzir o especial Os Encontros de Hamilton de Holanda, a produção se deparou com tantos discos de duos, que normalmente não tocam juntos, mas que resolveram juntar suas habilidades, seus virtuosismos e acabaram por produzir discos de sonoridades ricas, muito interessantes.

Foi quando surgiu a idéia de produzir o Roda de Choro Especial Duos. Das dezenas de discos pesquisados, selecionamos principalmente aqueles que priorizam música brasileira e Choro em seus repertórios.

No 1º bloco destacamos o encontro de Joel Nascimento (bandolim) e Fernanda Canaud (piano), que resultou no delicado CD Valsas Brasileiras.

No 2º bloco o destaque vai para o encontro de Daniela Spielmann (saxofone) e Sheila Zagury (teclados), que resultou num CD de extremo bom gosto: Brasileirinhas.

No 3º bloco o destaque vai para o encontro de Yamandu Costa (violão de sete cordas) e Dominguinhos (sanfona), que resultou no inusitado CD homônimo.

No 4º bloco o destaque vai para o encontro de Mário Sève (saxofone) e Marcelo Fagerlande, (cravo), que resultou no interessante CD Bach & Pixinguinha.

No 5º bloco teremos o encontro de Rafael Rabello (violão de sete cordas) e Paulo Moura (clarineta), que resultou no histórico CD Dois Irmãos.


Ouça pela internet:

Rádio Câmara, Brasília:
http://www.radio.camara.gov.br/ (rádio ao vivo), sábados, 12h.
Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: http://www.fm94.rj.gov.br/
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.
Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho

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BREGANHA

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video

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breganha
(eudes fraga / marcos quinan)



pareceu agora na minha lembrança
um caso do diabo que se assucedeu... muitos ano atrais
lá nas beira do rio do braço
rosinha ruim dos peito nem ia iscapá
famia tudo avisado, a mãe, as irmãs, as tia
puxava reza, fazia promessa
era uma consumição vê ela daquele jeito
benzedô num dava jeito, dotô só balangava a cabeça desacorçoado
eu no meu canto me apegava com pai de todos e nada
foi aí que resorvi chama o dêmo e fazê breganha, fazê breganha
vida de rosinha pra cá, arma pecadora pra lá
foi como se o coisa ruim tivesse esperando
de repente rosinha miora, fica boa que muitos dotô num acreditava
vinha de longe pra vê
eu isperando o rabudo cobrá o trato
numa tremedeira nem durmino tavo
quando num relance apariceu o vermelhão, o ronca quente, capeta no duro
pele caroquenta e chifão afiado
- vim te busca - agora num vô
- trato é trato - tem que isperá
- vou te levá - num sei se vô
- ôce trato tem que pagá
dispois de muita discussão o gramulhão intestô
e bufando veio pra riba de mim
iêu num devorteio garrei o rabo dele e dei um nó
o bichão saiu pulando, xingando ofendido
era raiva do dêmo pra tudo que é lado
o feioso nunca mais vortô
iêu num temo a morte pur sê coisa certa
mais arma minha na rezança do céu, vai aparecê não
pareceu agora na minha lembrança...

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eudes fraga – vozes e violão de 12
pantico rocha – percussão
roberto stepheson – flautas

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CACHOEIRA DO ARUÃ - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Cachoeira do Aruã


Telelém... Contei as pedras
Soalho de corredeiras
Onde meu corpo esfrega
Enquanto a água prateia

O dia amanhecendo
Navego no Abaré
Vim aqui de repente
Pouco sei sobre os Zoés

Vim aqui tão de repente
Vindo de outro lugar
Procurar o mais profundo
Que no simples mais está

Vim aqui tão de repente
Pra trocar com cada lugar
O que eu trouxe de longe
Com o que daqui levar

E voltar pro meu caminho
Telelém... telelém...
Saindo pra não deixar
De cantar o telelém
Nos lugares que passar



MQ
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ROSIVALDO - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo



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Rosivaldo


Erê! Telelém... telelém...
Erê! Meu amigo poeta
Que bom te reencontrar
Declamando teu verso
Declarando teu mundo
Desmanchando a pressa

Erê! Telelém... telelém...
Erê! Meu amigo poeta
Sonha bem fundo
E espeta essas águas
No teu sentimento

Mas reserve umas rimas
De dizer tua terra
De chamar alegria
De cantar esperança
De ficar telelém

Que entre idas e vindas
Viremos aqui cantar também
Telelém... telelém... telelém...


MQ
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

EXPOSIÇÃO VIRTUAL - PÁTRIA TRISTE

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Exposição virtual:
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UM LUGAR CHAMADO RONCADOR

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um lugar chamado roncador
(marcos quinan / eudes fraga / paulo césar pinheiro)



nosso amor foi jurado num calafrio
foi derramado vela e pavio
num arruado beira rio
lugar chamado roncador


vela queimou cera escorreu
pavio se enterrou
e lá brotou daquele breu
a mais bonita flor
quem passa ali
quem vê se abrir à branca flor
não sabe nem que foi
o gen do nosso amor


seu perfume bóia no ar
é embriagador
esse aroma quem aspirar
fica namorador


pétala branca ramo lilás
pólen de rubra cor
quem toca nela não sabe mais
mágoa, tristeza ou dor


quem passa ali
quem vê se abrir à branca flor
não sabe nem que foi
o gen do nosso amor


virou lenda aquele lugar
todo mundo vai ver a flor
flor que faz se apaixonar tem no roncador


vela queimou cera escorreu
pavio se enterrou
e lá brotou daquele breu
a mais bonita flor


virou lenda aquele lugar
todo mundo vai ver a flor
flor que faz se apaixonar tem no roncador


seu perfume bóia no ar
é embriagador
esse aroma quem aspirar fica namorador
faz canção, vira compositor
fica mais sedutor
planta em seu coração
nosso amor


vital lima e daniela lasalvia - vozes
fernando merlino – piano elétrico
pedro amorim – bandolim

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TUCUMÃ - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Tucumã


Erê! Tucumã...
Só agora lhe vi
Inteira com meu olhar
Erê! Tucumã...
Acabei de chegar
Telelém... telelém...

A névoa se dissipando
Paradas aqui e acolá
As vilas como um rosário
Que é sina de rio juntar

Meu olhar pescador
Pesca troncos na água
Fisga aves no céu
E se enche de manhã

Meu gesto rema canoa
Tem medo, corre de onça
Esparrama o abraço
E suporta o adeus

Erê! Tucumã... Abaré...
Santarém... Aruã...
Saudade levo nos olhos
Lembranças de todo lugar
Telelém... telelém...


MQ
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CASA DO MÚSICO - ANA TERRA

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Uma casa de corpo e alma. De abrigo e ensinamentos, de velhos e moços. De espetáculos, cantos e repousos. De ficar, de passar, de partir, de voltar. De ver, mas principalmente de ouvir nossa música e nosso músico.
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“Sensibilizado com tanto descaso e com as dificuldades que vêm enfrentando os músicos, resolvi encaminhar este projeto. Como todo mundo sabe, não resolve, mas sem dúvida dará uma grande contribuição para a melhoria e a dignidade da classe tão nobre e reconhecida em qualquer parte do mundo como os verdadeiros embaixadores de seu país. Com isso contribuindo também para a preservação do nosso mercado de trabalho e de nossa rica Cultura. Através da música é que os povos melhor se comunicam, deixando de lado o ódio e o preconceito.” Teo Lima – março de 1990
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Introdução
Este projeto é baseado na ideia do músico Teo Lima que, em 1990, iniciou uma campanha para a criação da CASA do MÚSICO, mirando-se na similar para atores, a Casa do Artista. Muitos profissionais do setor concordaram com a relevância do projeto e se colocaram à disposição para ajudar a viabilizá-lo. Em 2010, a situação dos músicos permanece a mesma. Fizemos algumas atualizações, mantendo o espírito do projeto original, e formamos um grupo para tentar implantar no Rio de Janeiro a CASA DO MÚSICO.
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Objetivo
Construção e manutenção da CASA do MÚSICO situada no Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de reunir múltiplas atividades do setor musical, para a promoção e o amparo do músico profissional brasileiro residente no Estado, propondo-se como modelo de referência para outras unidades da federação.
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Justificativa
A música brasileira é uma arte conhecida e reconhecida por públicos do mundo todo. Além de um bem simbólico fundamental para a identidade do país, é uma atividade econômica com mercado próprio. Criando um centro oficial de apresentação da diversidade da música brasileira, podemos tornar a CASA do MÚSICO auto-sustentável. Longe de ser um local de isolamento, pretendemos criar um espaço atraente para o público em geral, com agenda permanente no calendário cultural e turístico do Estado. Longe de ser um local de simples benemerência, pretendemos um espaço de troca de experiências e valores existenciais, reconhecimento aos que nos antecederam e incentivo aos que virão.
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Apelo
Será feito um apelo às autoridades para que seja doado um terreno para construção da sede da futura "CASA DO MÚSICO”. A preferência é por um local de fácil acesso, para que todos freqüentem, e que possa ser usada comercialmente para a manutenção da instituição.
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Descrição
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Módulo residencial: pequenos alojamentos individuais para permanência gratuita temporária ou definitiva de músicos sem condições financeiras para manter uma moradia.
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Módulo albergue: alojamentos coletivos para hospedagem paga de músicos em trânsito e a trabalho no município.
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Módulo espetáculo: estúdios de gravação, salas de ensaio e de espetáculo para apresentação de shows musicais.
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Módulo formação: salas para aulas, oficinas, reuniões e debates.
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Módulo acervo: documentos, livros, vídeos e áudios de música brasileira para consulta e venda ao público.
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Módulo saúde: assistência médica, odontológica e hospitalar para os residentes por meio de convênios.
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Parcerias
Serão propostas parcerias com o poder público municipal, estadual e federal e a iniciativa privada para doação e construção do espaço físico e implantação do projeto. As entidades de classe da área musical serão convidadas a participar por meio de convênios.

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Nota Apoios recebidos na época e atuais (em permanente atualização):
Ivan Lins – Sergio Ricardo - Chico Buarque - Caetano Veloso - Milton Nascimento –Djavan - Gilberto Gil - Wagner Tiso – Arthur Maia - Alcione - Sandra de Sá - Leo Gandelman - Frejat- Ana Terra - Antonio Adolfo - Tibério Gaspar - Paulinho da Viola – Flavio Oliveira do Salgueiro – Leo Borges – Claudio Guimarães - Jane -Duboc- Xuxa - Ivete Sangalo - Claudia Leite - Charles Gavin - Carlinhos Brown - Simone - Rildo Hora - Arnaldo Antunes - Zeca Pagodinho -– Martinho da Vila - Gal Costa - Ana Carolina - Edu Lobo - Selma Reis - Ney Matogrosso - Paralamas do Sucesso -Titãs - Rita Lee - Fagner - Paulo Jobim - Hermeto Paschoal - Vanessa da Mata – Beth Carvalho - Arlindo Cruz - Joanna - - João Bosco - Fafá de Belém - Grupo Raça - Raça Negra - Almir Guineto - Fagner - Dona Ivone Lara - Lecy Brandão - Wando - Fernando Mendes - Odair José - - Emilio Santiago – Zé Renato - Guinga - Neguinho da Beija-flor. - Delia Ficher Daniela Mercury - Jorge Aragão - Jorge Vercilo - Jorge Benjor - Batacotô - Preta Gil - Toquinho - Zizi Possi - Elba Ramalho - Grupo Só Preto - Clara Sandroni - Quinteto de Metais - Exporta Samba - Luiz Airão - Jair Rodrigues - Nei Lopes - Elson Forrogode – Fabio Junior - Ivan Paulo - Rosemary - Adriana Calcanhoto - Golden Boys - The Fever - Agnaldo Timoteo - Agnaldo Rayol - MPB 4 - Os Cariocas - Alceu Valença - Moraes Moreira - Armandinho - Dicró - Cesar Camargo - Marina - Joyce - Jards Macalé – Ana de Hollanda - Zezé Motta - Eduardo Dusek – Marco Suzano - Lenine - Armando Marçal - Francis Hime - Olivia Hime – Gilson Peranzzetta - Mauro Senise - Nivaldo Ornellas - O Rappa - Cidade Negra - Olodum - Jerry Adriani - Banda Eva - Margarete Menezes - Marisa Monte - Nando Reis - Araketu - Kid Abelha - Victor Biglione - Marcos Ariel - Zimbo Trio - Roberto Menescal - Boca Livre – Skank -Barão Vermelho - Vitor Santos - Quarteto em Cy - Carlos Lira - Wanda Sá - Flavio Venturini - Eliana de Lima - Eliana - José Augusto - Chitãozinho - Xororó - Toni Platão - Lulu Santos - Dominguinhos – Marcos Quinan - Danilo Caymmi – Juliana Caymmi – Gabriel Caymmi (logomarca e site) - Toninho Horta - Silvio Cesar - Paulo Miklos – Elza Soares - Egberto Gismonti - Leandro Braga - Célia Vaz - Zezé de Camargo - Luciano - Roberta Sá - Cristóvão Bastos - Eduardo Souto Neto - Guto Graça Mello - Sergio Cabral - Ricardo Cravo Albin – Nilson Chaves – Gerson Araujo - Marcos Sabino – Zé Bigorna – Fernando Pereira - Claudia Redig – Vanisa Santiago – Flavio Aniceto- Tavinho Bonfá – Felipe Cerquize – Luiz Carlos Machado – Eudes Fraga – Luiz Carlos Contursi – Claudio Nucci - ­ Fred Martins

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NÚCLEO de APOIO CASA do MÚSICO:
Alcione ♪Arthur Maia ♪ Frejat ♪ Ivan Lins ♪ Leo Gandelman ♪Sandra de Sá ♪ Wagner Tiso

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Coordenação do projeto: Téo Lima e Ana Terra

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UM LUGAR CHAMADO RONCADOR - OBRA COMPLETA

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MARIA FERNANDA


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Enfim dia !
Noite quente a me assombrar
Vultos raros, ágil caminhar
Sou minhas palavras
Que seguem batendo à sua porta.
Aguço meus sentidos e como gata, arisca espero
Na espreita, à direita da praça
Ouvindo coros, tambores, flautas
Danço a roda do Quilombo....

Na medida que me coube um poema
Nada cobre tão perfeitamente meu corpo
Que sua pele roçando meu desenho
Alcançando minha avidez pelo
Inevitável beijo, livre de remorsos
Nada traduz a pacífica dor, aumentada pelo vazio
De um dia não querer senti-lo
Passei vagando pelas ruas,
Rumo incerto em páginas alheias
Medo de naufragar em lágrimas
Derramadas por não crer
Na transcendência dos fatos
Carente
A procura de uma notícia
Sua ... ainda
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Maria Fernanda - http://mariamenina-interior.blogspot.com/

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