quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

CACASO - Retrato

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à noite chapadões sombreados
pintam o esqueleto das margens
o vapor resfolegante expelindo
vagalumes carbonizados
quantas estrelas tanta água
penso no meu amor lendo Drummond
com lentes de contato
nervosa e linda sublinhando adjetivos
treva ambulante
a paisagem de descasca
as mesmas estrelas
as águas que passam
meu radar está quebrado
esqueci a mentira
aclarou-se o mormaço
a noite veste cabelos louros
recém-cortados

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CHULA DO VAQUEIRO BITÉ - VAQUEIRO MARAJOARA

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Chula do vaqueiro Bité


A chula marajoara
Ressoando pelas margens
Embalou braço de rio
Pras lagoas deu aragens

Em cada merecimento
Fica muito pra cantar
Tantas partes dum momento
No viver de cada olhar

Envinha de lá pra longe
Por aqui eu quis passar
E contar minha história
Que é também a do lugar

Vivo como o desafio
Que o rio faz ao mar
Sou menor do que a vida
Mas não canso de lutar

Minha mãe não me pariu
Se foi antes de eu chegar
Na morte dela que vim
Sou nascido de um findar

Fui criado pela lida
Na presença do meu pai
Cavalguei sua desdita
Desde meu primeiro ai

Meu pai se foi numa cheia
Na tristeza afogado
Tempo ainda de eu menino
Sem madrasta ou pecado

Numa mão lavrei um remo
Na outra trancei um laço
Nos pés fiz meu cavalo
A canoa fiz no braço

Menino eu fui vaqueiro
Laçando fui coragem
Remando chorei baixinho
No rumo da minha margem

Pelas águas fui crescendo
Recebendo o encantado
Que guiava o caminho
Como estando ao meu lado

Nos retiros eu cuidei
O tanto de ser amado
Encantei moça donzela
Muita mulher de casado

Minha vida em rodopio
Foi em volta do patrão
Nos pastos segui o fio
Virei, sendo, seu ferrão



“Eu sou balanço
Eu sou de ouro
Eu venho no jogo do mar
O meu cavalo é maresia
Eu sou balanço
Eu moro no fundo do mar”
(*)


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MQ
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(*) Domínio Público Adaptado

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

RENDA BRANCA - UM LUGAR CHAMADO RONCADOR

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video

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renda branca
(nilson chaves / marcos quinan)



por entre as folhas
a renda branca
veste o mormaço
que o húmus transpira
na terra que bruscamente
chega ao mar
e o mar sereno que seduz as praias
em véu de espuma se instila
cobrindo o braço de terra
que tenta abraçar
respingando a água salgada
na renda branca
que a aranha negra
fez pra morar
indignada levando
o novelo no ventre
vai tecer sua casa longe do mar
neste exato momento
o computador recebe
a fotografia que o satélite
tirou do lugar
encoberto de nuvens
como a renda branca
que a aranha negra
leva no ventre
para tecer, tecer no ar
momento dos seres vivendo
o tempo no instante em que o instante
se equilibra na harmonia
daquele lugar

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eudes fraga – vozes
fernando merlino – piano elétrico
pantico rocha – bateria
marcelo mariano – baixo
roberto stepheson – flauta
fernando carvalho – violão de 12

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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Sai de viagem


Erê! Chegou, cheguei...
Aportou, aportei...
Voltou, voltei...
Pra ir, eu vim...
Não sei se sai ou cheguei...
Nem sei se parti...
Ou só arrodeei...
Telelém... Telelém...

Sai de viagem sem medo
Pureza da minha figura
Desejo meu pensamento
Rio que não tem largura

Um ladrão eu canto agora
Pra dizer de bem querer
Esperei cada minuto
De relógio pra te ver

Erê! Chegou, cheguei...
Aportou, aportei...
Pra vir até que durei...
Telelém... Telelém...

MQ
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RIO BRANCO - UM LUGAR CHAMADO RONCADOR

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video

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rio branco
(enrico di miceli / marcos quinan)



um rio medido
em sinais de maternidade
decerto uma reunião
de parteiras na sombra
da gameleira
combinando aparar
raimundos para o mundo
um rio medido
em sinais de maternidade
decerto a união
da seiva das mãos
com a casca de seringueira
combinando separar
os seres da servidão
um rio medido
em sinais de maternidade
cantando o profundo
de sua história
ventre e vertente
do seu povo
escolhendo a nação
um rio medido
põe-se em meus olhos
acreando meu coração
em cada curva
a saudade judia
trançando sua falta
nas notas dessa canção

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simone almeida – voz
eudes fraga – voz
nazaré pereira - voz
fernando merlino – piano elétrico
pantico rocha – bateria e percussão
marcelo mariano – baixo
roberto stepheson – flauta
ocello mendonça - cello

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CHULA DO VAQUEIRO JOQUE - VAQUEIRO MARAJOARA

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Chula do vaqueiro Joque


Nos ermos do lá bem longe
No mundo de todo espaço
Um canto marajoara
Cai na roda feito laço

Não tinha noite nem dia
Na lida de todo esforço
Um animal o vestia
Dos pés até o pescoço

Vez nos campos alagados
Outro num tanto estiano
Sem tempo para reparar
Todo querer desumano

Seguia sempre na vida
Com a morte combinando
Seu modo de encantado
Natural e suserano

Animal enterrou chifre
Desmorrer não foi engano
Guariba surgiu das folhas
Esturrou por mais de ano

Um bote brotou da terra
Picando qual desengano
Cavalo quebrou a perna
Remédio foi só um ramo

Pescoço estalou na queda
Da morte foi desmorrendo
Encanto já se sabia
Há muito nele vivendo

Um dia o canto triste
Na distância ressoou
Esbarrando todo encanto
No desencanto do amor

Vaqueiro desencarnou
Fez valer o que é pequeno
Para gente que tem fervor
Virou, sendo, noutro pleno





“Ê guará-guará ê ...
Ê guará-mirim...
Eu conheço pelo olho
Quem fala mal de mim”
(*)


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MQ
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(*) Domínio Público Adaptado

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BIRATAN

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ROLANDO BOLDRIN - SR BRASIL

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SONETO DE ANIVERSÁRIO - Vinícius de Morais

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Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amigo meu, esquece....
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Curiaú


Erê! Curiaú
Telelém... Dona Chiquinha
Cantamos o marabaixo
Nessa modesta quadrinha

Seu berço forrado de versos
Que no coração se aninha
Seu jeito cravado de gestos
Dançando como madrinha

Aqui viemos com pressa
Com a alma sabendo que vinha
Buscar um pouco de festa
E os passos de uma rainha

Erê! Curiaú
Telelém... Dona Chiquinha
Dançando o marabaixo
O espaço te adivinha

Erê! Curiaú
Telelém... Dona Chiquinha
Cantando o marabaixo
Sua voz não esta sozinha

Telelém... Telelém... Telelém...

MQ
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domingo, 27 de dezembro de 2009

LADAINHA DAS SETE DORES - VAQUEIRO MARAJOARA

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Ladainha das sete dores


Licença peço senhores
Pra sete dores contar
Licença rogo nas dores
Que é meu jeito de cantar

Nunca tive mais que a vida
E o sonho ribeirinho
Nunca fiz uma viagem
Buscando outro caminho

Nunca tive uma donzela
Que me desse seu carinho
Nunca fiz com minhas mãos
Os gestos que adivinho

Encobri com meu cansaço
O tanto do meu atino
Descobri de um momento
Como era ser sozinho

Minha magoa de calado
É aceitar meu destino



“Sou índio, sou caboclo
Uso tanga de cipó
Nas margens onde nasci
É que fica o Marajó
O lugar onde cresci
É mato de um índio só”
(*)

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MQ
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(*)Domínio Público Adaptado
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RUY GODINHO - ENTÃO, FOI ASSIM - BELÉM

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WANDA MONTEIRO - O BEIJO DA CHUVA

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COISA FLOR

Coisa Divina?
É a Mulher
Que
Dentro dela
Faz Primavera de Gente

Abençoado Seja o Ventre
Abrigo de Espera
Pra começo de Gente

E o mais surpreendente
É que a porta de entrada
Pra semente dessa Gente

É uma Flor!

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sábado, 26 de dezembro de 2009

GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Dona Maria


Erê! Telelém... Telelém...
Ju das Balsas cantou na porta
Telelém... Telelém... Telelém...

“E nós mergulha no um
E no outro, e no outro
E no um... riobeirinho...
Telelém... Telelém...”

Pelas mãos cheias de linhas
Dona Maria aparava meninos
Riobeirinhos... riobeirinhos...

Pelas mãos cheias de linhas
Dona Maria amparava meninos
Riobeirinhos... riobeirinhos...

Pelas mãos cheias de linhas
Dona Maria enterrava meninos
Riobeirinhos... riobeirinhos...

Linhas da mão... riobeirinhos
O meu olhar... riobeirinhos
Cheio de rio... riobeirinhos
Vai se afogar... riobeirinhos

MQ
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BIRATAN

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

REZEI COMIGO - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Rezei comigo


Rezei comigo
As minhas palavras
Livrei cada perigo
De cada um que gostava

Rezei comigo
As minhas palavras
Deixei sem abrigo
Cada magoa que levava

Rezei comigo
Sem meias palavras
Por tudo que queria
E meu coração mandava

Erê! Telelém...
O amor tá na porta
Deixa entrar que convém
Telelém... telelém...


MQ
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RUI GODINHO - RODA DE CHORO

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ESPECIAL OCTÁVIO DUTRA

Quando se fala da escola do bandolim brasileiro, o primeiro nome que nos vem à lembrança é o do carioca Jacob do Bandolim. Se fizermos um pouquinho mais de esforço, talvez lembremos do pernambucano Luperce Miranda. Só quem é aficionado pela música brasileira - ou gaúcho das antigas - é que vai se lembrar que no início do século XX, o compositor, instrumentista e arranjador Octávio Dutra já havia transformado o bandolim em um instrumento solista por excelência.


Octávio Dutra, grande professor e virtuose de violão e bandolim, nasceu em Porto Alegre em 1884. Criou em 1911, o Terror dos Facões que se tornou um dos mais importantes grupos da história da música popular brasileira.

Apesar de haver recebido inúmeros convites para mudar-se para o Rio de Janeiro, Dutra nunca os aceitou. O fato contribuiu para que ele não conseguisse manter a relativa projeção nacional que havia conseguido com suas composições e viesse a cair no ostracismo.

O CD Terror dos Facões, da Coleção Memórias Musicais Casa Edison, gravado em 1912 e 1913 e o CD Espia Só, gravado em 2003, pelo Duo Retrato Brasileiro (Nivaldo José e Márcio de Souza), serão os destaques do programa deste sábado.

Ouça pela internet:

Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.

Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: www.fm94.rj.gov.br
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.

Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho

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MORRO IMAGINÁRIO - UM LUGAR CHAMADO RONCADOR

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video

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morro imaginário
(marcos quinan / eudes fraga / chico sena)



bem em frente a minha casa
entre muros solitários
tem um morro imaginário
que cativa o meu olhar
ele só me vem de noite
sob a luz da lua mansa
feito sonho de criança
que navega pelo céu, pelo ar

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renato braz – voz
fernando merlino – piano elétrico
pantico rocha – bateria
marcelo mariano – baixo
ocello mendonça - cello
incidental – bolero de ravel

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CECÍLIA MEIRELES - Lei

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O que é preciso é entender a solidão!

O que é preciso é aceitar, mesmo, a onda amarga
que leva os mortos.

O que é preciso é esperar pela estrela
que ainda não está completa.

O que é preciso é que os olhos sejam cristal sem névoa,
e os lábios de ouro puro.

O que é preciso é que a alma vá e venha;
e ouça a notícia do tempo,
e, entre os assombros da vida e da morte,
estenda suas diáfanas asas,
isenta por igual,
de desejo e de desespero.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

CHULA DO VAQUEIRO ANIBA - VAQUEIRO MARAJOARA

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Chula do vaqueiro Aniba


Nos campos do Marajó
Sagrado o ser valente
Rédea grande perdurada
No ofício de semente

Seis meses monta águas
Noutros seis é ventania
Correndo duma laçada
Com a vida de todo dia

Seu canto sai da alma
Soa limpo é porfia
É a voz do encantado
Galopando a galhardia

Quem espera no final
Decerto já ouviu falar
No vaqueiro mais veloz
Que a distância viu chegar

A maré enche seus braços
Os pés pedem licença
Nas patas do seu cavalo
Deposita toda crença




“É na cheia da maré
Que trago o meu penuá
Rei vai, Rei vem
Vou salvar meu Marajó”
(*)

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MQ
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(*)Domínio Público Adaptado
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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Rede


Erê! Telelém... Telelém...

“Ata rede
Desata rede
Balança rede
Desembalança rede
Dorme rede
Acorda rede
Come rede
Fome rede
Palavra rede
Não palavra rede
Silêncio rede
Barulho rede
Navega rede
Desnavega rede
Joga a rede
Pega a rede
Ata a rede
Desata a rede”

Ju das Balsas chegou à porta
Uma rede pediu pra armar
Estava sem pensamento
E não entendia o lugar
Amarrou um lado no esteio
O outro na réstia do luar

Telelém... Telelém...

MQ
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CIRCUITO DAS ARTES 2009 = BELÉM

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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo

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Arapiuns

Erê! Navego pra longe
Margens em todo luar
Minha infância foi num rio
Aprendendo navegar
Telelém... Telelém...

De dentro da minha canoa
Escuto cada lugar
Qual rio conta histórias
Que rio me faz chegar

O Amazonas é grande
Tapajós não faz desfeita
Arapiuns é acolhedor
Se espalha como colheita

Sou como esses rios
Não canso de navegar
Levo de um lado pra outro
Minha alma a balançar

E as rugas no meu rosto
São leitos secos da lida
Delatando minha paixão
Por cada gesto da vida

Erê! Telelém...
Minha infância foi num rio
Aprendendo navegar
Telelém... Telelém...

MQ
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RUMA - BELÉM

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ZÉ MIGUEL - MACAPÁ

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

CHULA DO VAQUEIRO ZIDÃO - VAQUEIRO MARAJOARA

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Chula do vaqueiro Zidão


Nos olhos escondia o olhar
Na boca a podridão
Semblante era de perigo
Só matava à traição

Tocaiava na vazante
Impondo sua ambição
Nunca deixou pra morte
Um gesto de compaixão

No ofício era tenente
Falado foi capitão
Sem medo foi diferente
Quando lutou com Zidão

Receio que um não tinha
Não veio no outro não
Na briga virou bainha
Seu sangue secou no chão





“Vim fazer meu trabalho
De penacho e maracá
Sou pena, sou pena real
Nessa luta sei cantá”

(*)
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MQ
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(*) Domínio Público Adaptado

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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Santa de Luz


Erê! Santa da Luz
Vem aqui me abençoar
Ilumine os caminhos
Que ainda vou pisar
Telelém... Telelém...

Seu vestido não era rodado
Só nas mãos retinha luar
Parecendo um lume aceso
Pedindo um lugar no altar

Retirei minha vela depressa
E cedi seu lugar sem pensar
Para ver como era uma santa
Com a outra se encontrar

Erê! Santa da Luz
Vem aqui abençoar
Ilumine o caminho
Mostre a ela meu olhar
Telelém... Telelém...

MQ
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domingo, 20 de dezembro de 2009

PRÓLOGO

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prólogo

toco as palavras suavemente

te entrego inteiros
a distância e o enlevo possível
desse tempo que chegou
depois em nossas vidas

a idealização nos aproxima

nela podemos nos relatar
inventando esse tipo de amor
esculpido no intenso
da alma e do corpo

sabemos o que nos toca
por isso nos tocamos assim

sorrateiro jeito de amor

uma espécie de começo
para tudo que já teve fim

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MQ
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BIRATAN

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sábado, 19 de dezembro de 2009

CORAL CANTO DO RIO - RIO DE JANEIRO

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GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Peixe Cari

Erê! Telelém... Telelém...
Reaja, refaça, reveja.
Telelém... Telelém...
Ressurja, retorne...
Telelém... Telelém...

Cambóia correu pro mato
Jacuraru levou um susto
Quem come peixe Cari
Volta que nem o Augusto

Cambóia voltou do mato
Jucuraru não levou susto
No dia que me lembrar
Eu volto a qualquer custo

Erê! Telelém... Telelém...
Repense, reflita, reaja
Se lembre e reapareça
Telelém... Telelém...

MQ

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

JAC. RIZZO - Sertão particular

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Inspirada em Guimarães Rosa, que trazia
sertões dentro de si.


Eu também trago sertões dentro da alma. São os meus sertões particulares. Sei que você trazia os seus, Guimarães Rosa, na massa do sangue.São nossos sertões essenciais! E meu peito vive encharcado do silêncio desses confins. A alma, se quero encontrá-la, é lá, nessas clareiras abertas do sem fim. Como nesses dias de chuvarão, de nuvens escuras e céu baixo, sufocante. É ali que eles se escondem, meus fantasmas! Ali onde o tempo é pesado, denso.

Sonho com campos abertos sob céus azuis e leves. Mas o vapor que se desprende da terra, me traz de volta ao mundo real. Respirar fica difícil e penoso. Embota até o pensamento. O tempo mofa, disfarçado embaixo de folhas. Nesses descampados, úmido, abafado, só o esquecimento permanece.

Impossível lembrar de deslumbramentos. Tudo cheira a dias tristonhos. Até a beleza, se existe, fica invisível, encoberta. Esses vazios comem minhas entranhas. Engolem a minha alma.


Jac. Rizzo - http://jacrizzo.blogspot.com/
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VESTÍGIOS NO OLHAR - ORAÇÃO DE FLORESTA E RIO

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vestígios no olhar


há nos teus braços
na precisão dos contornos
a pele da juventude
sem nenhuma palidez
e o maternal delatado
que olho com polidez

há nos teus braços
marcas de outros caminhos
que te laçaram com avidez
e vestígios de um amor
que o instinto quase desfez

há nos teus braços
todos os ângulos
dos gestos lânguidos
que têm o prazer

há nos teus braços
o sensual desenho
de sol passeando
no horizonte das tardes

há nos teus braços
um pedaço de mim
crucificado

há nos teus braços
solidão e intenções
reparando, sem reparar
o abraço do meu olhar


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MQ
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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 19.12.09

O destaque do 1º bloco vai para a Coleção Choro Carioca - Música do Brasil. O compositor enfocado é José Moura, que certamente viveu no Rio de Janeiro e pertenceu às primeiras gerações de chorões.

No 2º bloco, o destaque vai para a parceria de 16 anos entre o violonista Guinga e o clarinetista Paulo Sérgio Santos, registrado no CD Saudade do Cordão, lançado no ano de 2009.
No 3º bloco é a vez do Caraivana, um dos grupos musicais mais vibrantes surgidos nos últimos anos no cenário musical brasileiro e seu CD homônimo, lançado em 2009.

No 4º bloco, se faz presente o resultado da pesquisa da cantora e compositora mineira Mara de Aquino, registrado no livro/CD Cravos na Janela – 300 Anos de Canção Brasileira, com uma seleção musical que contém choro, lundu, batuque, modinha, valsa, ária...
No 5º bloco, o destaque vai para o primeiro CD de carreira do Grupo Cochichando, de São Paulo, vencedor do Prêmio Ney Mesquita 2007, da Cooperativa de Música.

Ouça pela internet:


Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.

Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: www.fm94.rj.gov.br
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.

Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

LADAINHA DO VENTO DURO - VAQUEIRO MARAJOARA

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Ladainha do vento duro


Acenderam o tauari
Caruana foi chamado
Vento duro deu resposta
Trazendo o encantado

Batuque bateu nos pés
Bebendo um caxiri
Cantou na ladainha
Versos que nunca ouvi

Me pediu proximidade
Dizendo como vivi
No trabalho pelo mundo
Descobrindo eu aprendi

Tocando minha cabeça
Suas dores estão aqui
Enfeixadas em lembranças
Nos modos que traduzi

E cantando foi embora
No mesmo vento que veio
Não curou a minha história
Mas calou o meu receio




“Nunca vi ser mais valente
Que o passaro bem-te-vi
No perigo ele canta
Dizendo eu tô aqui”
(*)

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MQ
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(*) Domínio Público Adaptado

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BIRATAN

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FABIO TORRES - SÃO PAULO

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CASARÃO AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE - RIO DE JANEIRO

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

JAC. RIZZO - Fazendo ninar a tristeza

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Difícil despedir uma tristeza que teima em se instalar no nosso olhar.
Tristezas não falham. São certas e seguras.
São firmes e querem ficar.

A primeira coisa que se deve fazer, depois do descuido de deixá-la se aninhar,
é não mostrar receio ou assombro.
As tristezas são mansas, não assustam.
Chegam já fatigadas, carregadas de lembranças, de desgostos, de saudades.

Devemos recebê-las, portanto, com ternura.
Com melancolia e ternura.
Colocá-las nos braços e embalá-las,
cantando uma doce canção de ninar!

Quem sabe elas adormeçam...
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GESTOS DE CADA LUGAR - MARAJÓ

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Fotografia: Digo


Marajó


Erê! Telelém ... telelém...

Hoje eu vou pro Marajó
Levando amor de filha
Deixando meu coração
Vagando na travessia

Erê! Telelém ... telelém...

Camari me desembarca
Joanes me concilia
O som do sopro ao vento
Conforta a maresia

Erê! Telelém ... telelém...

Soure... minha infância
Salvaterra já vim aqui
Agora vá te conheço
Cachoeira do Arari

Erê! Caminho de terra
Poeira do Arari
Onde um lago é cachoeira
Destino de Jurandir

Telelém... telelém...

MQ
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

VOZES DA AMAZÔNIA - BELÉM

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PEDRO VIÁFORA - SÃO PAULO

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LADAINHA DE BATIÇÃO - VAQUEIRO MARAJOARA

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Ladainha de batição


Erê! Cadê meu laço
Balança do meu arreio
Amarrado à garupeira
Levo frito-de-vaqueiro

Vasilha de arubé
Careço desse tempero
Acordo de madrugada
Ipadu tomo em primeiro

Sem destorcê o rumo
Assim faço a batição
Separando gado fino
Recolhendo barbatão

Catana já foi coado
Merecendo o ferrão
Brabeza num chifre só
Nesse boi não falta não

Ligeira solto depressa
O relho percorre o vão
Protejo meu cavalo
Evitando um esbarrão

Gado bravo eu trago
À corda de um a um
Respeito valentia
Meu medo é de nenhum






“Erê! Eu sou das águas
Conheço cada balcedo
Erê! Eu sou dos campos
E vivo sem segredo”


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MQ
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REYNALDO JARDIM

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

NOITES DE MAGIA

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Noites de magia
Dois corpos misturados
Na sensualidade do zelo
E num momento de amor
Se encontram
E se desprendem
Do mundo em volta

O manto do desejo
Perfuma as horas
Esconde o tempo
Na avidez da pele

O pertencimento
Num andor de luxúria
É conduzido por sensações
De vestes novas
E borda intensidade
Instante a instante
Entrelaçando os fios
Que tecem a vida

Noites sem horas
Escondidas nas palavras
Da frase cheia de sabedoria
Que guarda no amor
Enlevo para outras magias

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MQ
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MIRIANÊS ZABOT - PORTO ALEGRE

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domingo, 13 de dezembro de 2009

BRAÇO PARACAUARI - VAQUEIRO MARAJOARA

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Braço Paracauari


O Paracauari é braço
É rio, é curso, é lugar
Também é caminho
Para se encontrar

É barranco descendo
À deriva do tempo
Barcos que levam
E trazem alento

Cada curva esplendor
Refletindo na alma
E na ponta da lágrima
Que o vento empalma
Ao olhar o poeta

Conduzindo destinos
O rio sem nascente
Conjuga um verso
E se põe frente a frente
Às margens da imensidão



“A emoção do instante
É valência para quem vive
Valência para quem sonha
Erê!... o poeta chorou”

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MQ
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FREDERICO GALANTE - Nhô Romualdo

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Nhô Romualdo, um que era pai de tantos. Espia, que aquelas malocas quase todas eram de filhos seus. Uns quinze por certo. Diz que foram doze com Dona Sebastiana e mais três com a Dona Suzete, que tomou o posto da finada depois de uma chuva de raio. Foi num descuido da velha trabalhadeira, que, num dizer de páro-não, continuou tirando mandioca mesmo depois do céu ficar prá mais de preto, no anúncio do temporal. Acharam a Sebastiana lá mesmo na roça, durinha que tava toda e mais negrinha, mas segurava em prumo, o braço apontando para o céu, como se fosse por motivo de honra, a última macaxeira, que, dizem todos, para tirar de sua mão foi preciso é quebrar os dedos da velha.Tava tal-que, hora de almoçar. Num não dizer de dois amigos, como os quais Jordão e Romualdo. E fizeram as honras, apresento de Quinlhão, amigo seu, vindo das terras do longe terreno que era beira do mar e do Zé Canela, que era sujeito de pouca fé este, mas que guinava os ouvidos para escutar as histórias. Foram os quatro de olhar sorrido para a morada do Romualdo, dia de galinha caipira. Encontraram Suzete no fogão de barro, abanando lenha. Que fez foi além-de, tirou cadeira para todos sentarem. Mais a água da moringa, nas cuias. A mulher do Romualdo, de mais respeito se fazia, e ralhou com Zé Canela, que não tirou a sandália de couro surrado, já pelas tantas, para adentrar o terreiro de chão batido que formava a cozinha, ela mesma entrada da casa."Podem sentarem!"-dizer da Dona Suzete perante o acanho dos três, acabrunhados. Tinha a mesa recém construída pelo Romualdo, matéria de angelim, que se encostava na única meia-parede que se estendia para o lado do fogão e do forno. Pro cima da mesa, tinha é restos de bolacha e biscoito e uma panela de ferro com café preto, passado sem coar mesmo, apenas no descanso do pó para o fundo da panela, auxiliado era pelo uso de uma lenha em brasa, que continuava acesa bem ali do lado da tigela. Fazer mesmo dos tapuios, que preparar café em fogueira se dá é assim, com o uso da brasa, para mandar o pó fervido para descansar no fundo. Se via que tinha ali muitos bacurizinhos, que faziam a bagunça da mesa em modo de não vencer. Mais que tivesse ralhos da Suzete, algum moleque havia de pegar bolacha escondida e fazer de sujar a mesa novamente. Apesar de dar castigo e pegar sova de cipó-titica."Muito obrigado, Nhóra". Era Jordão que dava o aceno primeiro do encontro. E o coro dos outros dois fizerem que seguiram o primeiro. "Nhóra", "Nhóra". "Pois é senhores, benvindos aí a minha tapera, que pouco tem mas muito se dá", anunciou Romualdo. "Este aí, Seu Jordão, velho amigo, faz tempo que não aparece por estas bandas, tá é de mal com a gente, pô?", continuou. "Fale isto não Romualdo, que aqui é terra minha também, ocês tudo são é como meus parente. Tô mesmo é ocupado pelas bandas lá da várzea, onde tô é c'umas cabêças de gado criando. Mas vindo venho agora, trago comigo aí uns compadres, que tão de viagem para a cidade grande e tão um pouco precisando de paragem por uns dias, que sei que de lugar para ficar é sempre farto por aqui, mas-de, ainda, com a hospedagem especial do Sinhô, velho amigo Romualdo". "Faz certo de pensar, Sinhõ Jordão, gente nova é que apreciamos por estas bandas, inda mas vindo em paz e com motivo de conhecer nossa terra, e saborear da nossa comida, que graças ao bom Deus, tem de muito aqui sempre!".

Frederico Galante - http://fredericogalante.blogspot.com/
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sábado, 12 de dezembro de 2009

JAC. RIZZO - Dançando em algum céu

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O luar era tão claro e presente,
que quase se pegava
com a mão.
Então, do fundo do peito nessas noites,
subiam sentimentos vagos, estranhos.
Um perfume de açucenas ou jasmins,
cantar de grilos, conversas na varanda.
Coisas antigas, distantes.

De repente, no jardim, podia acontecer
um lago, uma floresta, cachoeiras, duendes de papel,bailarinas de algodão...
Um desabar de mistérios.

Hoje tudo fica suspenso
no silêncio, esperando pelo nada.

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Jac. Rizzo -http://jacrizzo.blogspot.com/
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SACACA - GESTOS DE CADA LUGAR

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Fotografia: Digo


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Sacaca


Erê! Telelém... Telelém...
Pode ser sacacaçu
Ou então sacacarana
Seja qual for o nome
Que saiu de sua fama

Rama, musgo, uma casca
Ou raiz para um amargo
Infusão ou um emplasto
Pelos modos preparado

Sabedoria de Sacaca
Espalhada pelos lados
Vivendo da natureza
Pra todos serem curados

Legando de uma vida
Cujo bem foi reunido
Quem olhar no arredor
Vê que tudo tem sentido

Entendendo o que é açu
Entendo o que é arana
Telelém... eu canto aqui
Acendendo uma chama

MQ
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TEATRO SETE POUSOS

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Conheça a obra completa - http://teatrosetepousos.blogspot.com/
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RETIRO DO SÃO LOURENÇO - VAQUEIRO MARAJOARA

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Retiro do São Lourenço


Num têso do São Lourenço
Levantei tendal
Terminei tiração
Plantei manival

Dobrei minhas mãos
Envarei a casinha
Me cortei de saudade
Tijucando a cozinha

Esmerei no lembrar
Fiz varanda, fogão
E até altarzinho
Pro santo de devoção

Disque vem logo Merina
Desfaz qualquer engano
Não agüento esperar
Pela baixa desse ano





“Um tanto de deus é mundo
Um tanto de mundo é lugar
Em alguns eu me perdi
Noutros eu vim te esperar”


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MQ
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BIBLIOTECA NACIONAL DE BRASÍLIA

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Biblioteca Nacional de Brasília celebra em grande estilo um ano de vida



No próximo dia 12 de dezembro, a Biblioteca Nacional de Brasília comemora um ano da abertura de suas atividades à comunidade, o que levou os servidores da Casa a prepararem uma carinhosa e variada programação de eventos culturais e educativos, para oferecer gratuitamente à população de todo o Distrito Federal. A celebração vai se estender da sexta-feira, 11, a domingo, 13, com uma série de atividades no Auditório (2º andar) e também no Espaço Infantil e na Sala de Cursos (térreo). Roda de histórias, espetáculos de dança, projeção de filmes, palestras e workshops estão no programa, com a participação de nomes literários brasilienses como Lucília Garcez, João Ferreira e Wilson Pereira, Alessandra Roscoe, Márcia Oliveira e Rosângela Rocha, além do escritor, jornalista e fotógrafo venezuelano Nelson González e da bailarina chinesa Zou Mi, entre outros.


O diretor da BNB, Antonio Miranda, fará a abertura dos festejos, às 10 horas de sexta-feira, no Auditório, onde será lançado o novo layout do site da biblioteca. Em seguida, no espaço da Cafeteria, ao lado, a professora da UnB Zou Mi fará duas apresentações de dança chinesa, e enquanto os adultos usufruem do programa cultural, a criançada pode curtir, de 10h às 11h, uma aulinha de desenho digital no Espaço Infantil. Na parte da tarde, as palestras roubam a cena no Auditório, sob os temas literatura venezuelana, prática de yoga e projeto Mala do Livro, e também na Sala de Cursos -- esta versando sobre o papel da família e da escola na formação da criança leitora.


No sábado haverá um espetáculo de dança com os alunos da UnB, uma oficina de leitura (com Lucília Garcez) e a palestra de incentivo à leitura (com Rosângela Rocha). O forte da programação neste dia do aniversário da Biblioteca são as atividades dedicadas às crianças. Na parte da tarde, por exemplo, três escritores de literatura infantil, Wilson Pereira, Alessandra Roscoe e Tatiana Oliveira, vão contar histórias para a meninada, público também privilegiado pela programação do dia seguinte, domingo, 13: de manhã, lançamento de livro de autores mirins na Praça da Língua Portuguesa (pilotis da BNB), e de tarde, mais rodas de histórias, com as escritoras Tatiana de Oliveira e Márcia de Oliveira.

Veja abaixo a programação completa dos três dias de celebração do aniversário da Biblioteca Nacional de Brasília e programe-se para participar com sua família!

Dia: 11/12/2009 – Sexta-feira


10h às 12h - Solenidade oficial em comemoração ao aniversário de um ano da BNB Lançamento do novo portal da BNB
Apresentação cultural: Dança Chinesa com Zou Mi*
Local: Auditório (2º andar)
*Zou Mi, bailarina, formada em Arte na universidade de Henan (China), mestre em Artes Cênicas pela UnB

10h às 11h - Desenho Digital
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)


11h às 12h - Brincadeiras Literárias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)

15h às 16h - Roda de Histórias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)

15h às 16h - Palestra: A Mala do Livro
Palestrante: Maria José
Local: Auditório (2º andar)

15h às 16h - Elaboratório Poético
Autor: Wilson Pereira*
Público: Crianças de 09 e 10 anos
Local: Sala de Cursos (térreo)
*Poeta, contista, cronista, ensaísta e autor de textos infantis


16h às 17h - Máquina de Quadrinhos
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)


16h30 às 17h10 - Bate-papo sobre o tema Literatura e Imagem, do narrado ao visto como construção do espaço social
Palestrante: Nelson González*
Local: Auditório (2º andar)
*Escritor, jornalista e fotógrafo venezuelano.


17h30 às 17h50 - Palestra sobre Yoga
Professor: Carlos Eduardo (Academia Fit Park)
Local: Auditório (2º andar)

18h00 às 18h40 - Aula de Yoga
Professor: Carlos Eduardo (Academia Fit Park)
Local: Hall do Auditório (2º andar)


18h às 18h45 - Palestra: O papel da família e da escola na formação de crianças leitoras
Palestrante: Elba Gomes*
Local: Sala de Cursos (térreo)
*Professora, escritora, autora da série de livros Criança entende de direitos


19h00 às 20h00 - Palestra: 2012: Construção ou destruição
Convidado: Jorge Bessa
Local: Auditório (2º andar)


21h00 - Encerramento das atividades do dia



Dia: 12/12/2009 - Sábado

09h às 10h - Máquina de Quadrinhos
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)

09h30 às 10h00 - Espetáculo de Dança, com coreografia inspirada nos sistemas do corpo humano
Convidados: Alunos da disciplina Movimento e Linguagem II da UnB
Local: Auditório (2º andar)

10h às 12h - Oficina de leitura e produção de textos
Instrutora: Lucília Garcez*
Público: Professores, estudantes, concurseiros
Local: Auditório (2º andar)
*Professora e escritora, atualmente dedica-se ao ensino de produção de texto e consultorias

10h às 11h - Leitura divertida para crianças: Conta um, conta dois, conta três... e reconta outra vez
Contadora: Tatiana Oliveira
Local: Espaço Infantil (térreo)


15h às 16h - Palestra: Incentivo à Leitura
Palestrante: Rosângela Rocha*
Local: Auditório (2º andar)
*Jornalista, escritora, professora da UnB, autora do livro Véspera de Lua


17h às 17h40 - Roda de histórias e cantigas com autógrafos de livros
Palestrante: Alessandra Roscoe*
Local: Espaço Infantil (térreo)
*Jornalista, escritora, autora do livro A menina que pescava estrelas

18h00 - Encerramento das atividades do dia


Dia: 13/12/2009 - Domingo


09h30 às 10h15 - Máquina de Quadrinhos
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)


10h às 11h30 - Lançamento do livro Valorização de Brasília, no âmbito do projeto Novos Escritores
Organização: Escola da 415 Sul
Local: Praça da Língua Portuguesa (área externa da BNB)


15h às 16h - Leitura divertida para crianças: Conta um, conta dois, conta três... e reconta outra vez
Contadora: Tatiana Oliveira
Local: Espaço Infantil (térreo)


16h às 17h - Palestra: O livro como brinquedo na era dos games
Palestrante: Maysa Barreto
Local: Sala de Cursos (térreo)

16h30 às 17h30 - Roda de histórias: Tuca Tucano
Autora: Márcia Oliveira
Ilustradora: Silvana de Paula
Local: Espaço Infantil (térreo)


17h às 18h - Palestra: Uaná: uma lenda africana
Palestrante: João Ferreira
Local: Sala de Cursos (térreo)


18h00 - Encerramento das comemorações


Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3325-6257 Ramal 107 / 109
Visite
http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

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CENTRO CULTURAL DRAGÃO DO MAR - FORTALEZA

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RUY GODINHO - RODA DE CHORO

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RODA DE CHORO – SÁBADO – DIA 12.12.09

O programa RODA DE CHORO deste sábado será especial. Isso porque vamos conhecer em detalhes um gênero musical muito charmoso e interessante: o Tango Brasileiro.


Surgido na segunda metade do século XIX, resultado da fusão da polca européia com a habanera e temperado com a síncopa africana, o Tango Brasileiro é o embrião do Choro e antecedeu o Tango Argentino em duas décadas. Consta que o primeiro Tango Brasileiro é Olhos Matadores, de 1870 e o primeiro tango argentino é El Choclo, de 1893.

Para revelar tudo sobre o gênero, a produção convidou o pianista, pesquisador, colecionador e intérprete da obra de Ernesto Nazareth, o brasiliense Alexandre Dias.

Na parte musical, o programa será ilustrado com peças de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Henrique Alves de Mesquita, Alexandre Levi, Eduardo Souto e Carlos Gardel.

Para quem deseja conhecer um pouco mais dos primórdios de nossa música, o Especial Tango Brasileiro é uma boa pedida.

Ouça pela internet:


Rádio Câmara, Brasília: www.radio.camara.gov.br (rádio ao vivo), sábados, 12h.


Rádio Roquette Pinto, Rio de Janeiro: www.fm94.rj.gov.br
terças e quintas-feiras, 14h; quartas e sextas-feiras, às 2h.


Rádio Utopia FM, Planaltina-DF, quartas-feiras, 18h.

Produção e Apresentação: Ruy Godinho


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CASARÃO AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE - RIO DE JANEIRO

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EDUARDO SANTHANA - SÃO PAULO

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

MARIA LÍDIA - BELÉM

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TRILOGIA - BELÉM

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SILVILÍ - SÃO PAULO

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MÃE DA VIDA - VAQUEIRO MARAJOARA

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Mãe da vida


Fundo da noite calada
Como um sentimento
A mãe da vida alenta
Com seu ornamento

Correm águas emendadas
Encante dos Aruãs
Mistura em cada varja
O cheiro das manhãs

Protege cada vaqueiro
E os caboclos mestiços
De intenções suspeitas
E de olhares mortiços

Defende os encantados
Por gente do seu lugar
Traz o seio da maré
Pra salgar o de salgar




“Acende o tauari
Deixa de dentro chegar
Tudo que vem de legado
E precisa se misturar”


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MQ
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EDITAL - GOIÂNIA

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AÇOUGUE CULTURAL T-BONE - BRASÍLIA

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FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - RECIFE

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Fundação divulga os vencedores do concurso Mário Pedrosa de Ensaios
O II Concurso Mário Pedrosa de Ensaios sobre Arte e Cultura Contemporâneas, promovido pela Diretoria de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, selecionou, entre 48 candidaturas, os ensaios Os paradoxos da imagem: artes versus imagem, de Adolfo Pedro Arribas Montejo (RJ); Citação/Plágio/Mentira/Roubo. Estratégias da produção contemporânea: apropriações e rearticulações, de Ticiano Pereira Monteiro e Luana Veiga (SC) e A crise da utopia do trabalho na América Latina: relatos de fuga e desolação nas margens, de Fabio Allan Mendes Ramalho (PE). A comissão analisou ensaios provenientes de São Paulo (16), Pernambuco (7), Rio de Janeiro (7), Minas Gerais (5), Rio Grande do Sul (3), Ceará (2), Goiás/DF (2), Paraíba (2), Paraná (2), Santa Catarina (2) e Bahia (1), baseando-se na relação com a temática exigida, contribuição para o entendimento entre campo artístico e mudanças socioeconômicas e políticas, originalidade no tema e na abordagem e consistência na argumentação. Devido à grande quantidade de trabalhos relevantes apresentados foram concedidas menções honrosas, que também serão publicadas no livro do concurso. Foram elas: Humanidades Por Vir, de Marisa Flórido César (RJ); Crise e utopias nas obras coral-sinfônicas de Jorge Antunes no limiar do novo milênio, de Carlos Eduardo Pereira Bernardes (PE) e Precarité: notas sobre o narcisismo na arte, de Paulo de Tarso Carvalho (PE).

Expediente - Cultura Online
Ministro da Educação Fernando Haddad
Presidente da Fundação Joaquim Nabuco Fernando Lyra
Diretora de Cultura Isabela Cribari
Coordenação Geral da Massangana Multimídia Produções Germana Pereira
Redação Júlia Araújo
Design Teresa Lopes

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

LANÇAMENTOS EDITORA MASSANGANA

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Confira os lançamentos da Editora Massangana

A Editora Massangana lança neste mês os livros Cartofilia alagoana – Redescobrindo o passado, Economia da Cultura e A identidade da beleza. Os interessados podem encontrar os livros nos pontos de distribuição localizados nas melhores livrarias do Recife. A editora faz também entrega de publicações para todo Brasil e exterior, solicitadas pela internet através do e-mail
editora@fundaj.gov.br. Mais informações no site www.fundaj.gov.br

Lançamentos:

Cartofilia alagoana - redescobrindo o passado
Douglas Aprato Tenório e Carmem Lúcia Dantas

São 116 imagens de paisagens, monumentos, casario e grupos sociais, que retratam o estado de Alagoas e resgata o poder de comunicação do cartão postal, como objeto de contato e como registro da evolução visual, para muito além da memória. As margens do Velho Chico, a Cachoeira de Paulo Afonso, os engenhos e usinas que marcam os canaviais com suas chaminés, as pequenas vilas, o modo simples de nascerem as pequenas cidades, a chegada do progresso comercial, das indústrias a “nova” massa de trabalhadores, além de vários ângulos geográficos e humanos da capital Maceió. A publicação faz parte de uma série de postais históricos de outras capitais brasileiras, a exemplo do Recife, de Sergipe e de Fortaleza, no prelo da sua Editora Massangana.

Economia da Cultura
Organização de Isabela Cribari
Resultado das mais atualizadas discussões sobre o papel da cultura na economia, nos mais variados setores. Título imprescindível não somente para gestores públicos e privados, bem como para produtores culturais, artistas, economistas e estudantes em geral. O livro faz parte do mesmo programa editorial de Produção Cultural e propriedade intelectual, também organizado por Isabela Cribari -- já na segunda edição (2008), também da Editora Massangana.
A Identidade da Beleza
Dicionário de artistas e artífices do século XVI ao XIX em Pernambuco
Vera Lúcia Costa Acioli

O material reunido, com inédito rigor documental, concentra-se nas artes sacras encontradas nos templos as igrejas de Recife, Olinda e Igaraçu. Quanto a isso, uma interessante colocação da autora: “Diante do barroco de nossas igrejas, fica-se encantado com tal exuberância. Quase nunca são lembrados aqueles que as construíram, e muitos nem sabem que esses templos dourados foram edificados e ornados por negros escravos, vítimas do mais selvagem regime social de que se tem notícia.” A obra resulta de uma pesquisa de muitos anos da professora Vera Lúcia Costa Acioli, substanciada por um extenso trabalho de campo.
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ARY SOUZA - BELÉM

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FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - RECIFE

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Pós-Graduação em Economia da Cultura na Fundação Joaquim Nabuco
A Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, prepara profissionais para tomar decisões estratégicas na alocação de recursos para a produção e gestão da cultura, através da Pós-Graduação em Economia da Cultura. O curso (Latu senso) tem a duração de 15 meses, a partir de março de 2010, e é voltado para profissionais graduados em qualquer área do conhecimento, que tenham o objetivo de se tornarem especialistas na produção e gestão de bens culturais a partir da esfera pública e privada. Com carga horária de 450 h/a, o curso será ministrado na última semana de cada mês, das 18h às 22h, na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife. O interessado deve realizar inscrição entre os dias 18 e 29 de janeiro de 2010, apresentando currículo resumido; cópia do diploma de graduação e do histórico escolar; foto 3x4 e cópia do RG e do CPF, além de ficha de candidatura preenchida e assinada. Serão disponibilizadas 35 vagas. O investimento é de 13 parcelas de R$ 577,00. A divulgação do resultado acontece até o dia 23 de fevereiro no site
www.fundaj.gov.br

Serviço
O que: Pós-Graduação em Economia da Cultura
Quando: marco/2010 a maio/2011
Inscrições: de 18 a 29 de janeiro de 2010, das 14h às 17h, na Fundação Joaquim Nabuco (Derby)
Investimento: 13 parcelas de R$ 577,00.
Realização: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Parceria e local do curso: Coordenação Geral de Capacitação e Difusão Científico-Cultural Diretoria de Cultura Fundação Joaquim Nabuco
Endereço: Rua Henrique Dias, 609, Derby – Recife
Informações:
www.fundaj.gov.br www.ppge.ufrgs.br/cultura cadif@fundaj.gov.br (81) 3073.6659 / 6708 / 6753

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ROLANDO BOLDRIN - SR BRASIL

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